Domenico Cortese
Notícias e análises sobre temas históricos e da atualidade, abordando história, economia, política e relações internacionais a partir da perspectiva marxista-leninista e das lutas dos trabalhadores contra a exploração capitalista.
quinta-feira, 14 de agosto de 2025
O envolvimento do capital privado no genocídio palestino: o que diz o relatório de Francesca Albanese
quarta-feira, 13 de agosto de 2025
A Crise do Comunismo
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| Guerras e genocídios se espalham pelo mundo. |
Francisco Martins Rodrigues
1984
- as revoluções guiadas pelas ideias do comunismo, a começar pela revolução russa, mudaram a face do mundo e arrancaram um quarto da Humanidade ao atraso e à miséria feudais, mas hoje, nos países ditos “socialistas”, a classe operária é explorada e não dispõe do poder nem de liberdade. Daqui a conclusão de que a ditadura do proletariado seria uma utopia, a servir de capa para novos regimes tirânicos. O capitalismo sobrevive a guerras, crises e revoluções e cria um arsenal produtivo cada vez mais poderoso. Portanto, poderia haver esperança em que o avanço tecnológico acabe por fazer entrar a Humanidade numa nova era de abundância e liberdade sem necessidade de revolução.
- a classe operária moderna é já muito diferente do proletariado a que Marx atribuíra a missão de coveiro do capitalismo, ganhou melhores condições de vida e entrelaça-se com a massa crescente dos técnicos e empregados. Isto seria a prova de que está a nascer uma nova classe operária, que poderia conquistar através de reformas os seus direitos essenciais.
- os camponeses tomam em todo o mundo o caminho das cidades, os povos coloniais ganharam a independência. Teriam portanto desaparecido as duas grandes forças que Lenin considerava como os aliados revolucionários do proletariado.
- finalmente, o poder das multinacionais, a ameaça nuclear, os novos meios de comunicação, a revolução nos hábitos sociais, ligaram estreitamente todos os continentes num mesmo destino comum. Seria necessário portanto substituir a ideia marxista da revolução mundial e do internacionalismo proletário pelo entendimento e pelo diálogo entre as nações.
Não é difícil mostrar que a propaganda burguesa se apoia em fatos reais para vender conclusões falsas.
terça-feira, 12 de agosto de 2025
Nota de falecimento
Recebemos do CCP nota comunicando o falecimento do seu militante, prof. Almir Fernandes. Nos somamos a manifestação de pesar e prestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e camaradas.
Coletivo Comunista Proletário (CCP)
Camarada Almir Fernandes, presente!
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| Almir Fernandes, o primeiro à esquerda, inauguração do Centro Cultural Octavio Brandão, 2003. |
Faleceu, no dia 12 de julho, aos 65 anos, de causas naturais, nosso camarada Almir Fernandes, deixando esposa, filhos e netos.
Almir iniciou sua militância participando das lutas dos funcionários da Light, empresa onde trabalhava. Filiado ao então Sindicato dos Eletricitários e Gasistas, atuou em todas as grandes mobilizações da categoria a partir da greve de 1984. Sua presença ativa em assembleias, piquetes e nos comandos de greve ficaram registradas na memória dos seus companheiros. Nessa época, ingressou na Convergência Socialista e depois no PSTU, partido com o qual romperia no final dos anos noventa.
Demitido após a privatização da Light, Almir abraçou a carreira de professor. Aprovado no concurso público, passou a atuar nas lutas da sua nova categoria, junto ao Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-RJ). Reconhecido por alunos e colegas professores pela sua dedicação e liderança, Almir foi eleito diretor de escola. Prestes a se aposentar, nosso camarada enfrentava mais uma luta, desta vez contra as protelações e exigências descabidas no seu processo de aposentadoria.
Mas o vascaíno Almir não esmorecia facilmente, seguia firme nas suas convicções antirracistas e revolucionárias. Mesmo nos últimos anos enfrentando problemas de saúde, ele militava conosco no CCP, panfletava o boletim "Papo Reto", debatia nas reuniões sobre a necessidade, dificuldade e possibilidade de construirmos a ferramenta essencial para a revolução socialista: um partido comunista proletário.
Honrando sempre todos os combatentes pela revolução proletária, seguiremos na luta camarada Almir Fernandes!
segunda-feira, 11 de agosto de 2025
Consenso, coerção e lacaios
Ney Nunes
Uma classe extremamente minoritária na sociedade não pode manter o poder durante séculos apenas pela coerção das classes exploradas. É necessário cooptar para o seu campo indivíduos e segmentos das classes exploradas, colocá-los a seu serviço político e ideológico para construir o consenso que vai cimentar e proporcionar estabilidade a sua dominação.
A burguesia conta com mais de um século de experiência nesse sentido. Ela, em geral, não constitui mais do que dois por cento da população total de um país, mas consegue subjugar o restante do povo, fazendo-os acreditar que seus interesses particulares são os interesses da maioria. Não teria como fazer isso utilizando apenas os membros da sua classe, precisa trazer para o seu lado quadros intelectuais e políticos oriundos das demais classes que tenham capacidade de elaborar, propagandear e agitar as suas propostas para o conjunto da sociedade.
sábado, 9 de agosto de 2025
Sobre o ataque imperialista ao Brasil.
Uma posição comunista.
Coletivo Cem Flores - 25/07/25
quinta-feira, 7 de agosto de 2025
80 anos do crime imperialista em Hiroshima - Nagasaki
Partido Comunista da Grécia (KKE)
Em 6 de agosto de 2025, marcando o 80º aniversário dos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, milhares de pessoas se manifestaram em toda a Grécia para protestar contra os crimes imperialistas em Gaza e em outros lugares.
Uma manifestação organizada pelo Comitê Grego para a Distensão Internacional e a Paz (EEDYE) foi realizada na Acrópole de Atenas, seguida de uma marcha de protesto até os escritórios da UE na capital grega. Uma delegação do EEDYE entregou a resolução da mobilização anti-imperialista aos escritórios da UE, que afirma, entre outras coisas: “O EEDYE denuncia o maior crime do imperialismo, o lançamento de bombas atômicas pelos EUA sobre Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945, e honra a memória das centenas de milhares de vítimas (...) Hoje, 80 anos depois, a ameaça nuclear está crescendo. A competição interimperialista entre o campo euro-atlântico (EUA-OTAN-UE) e o bloco eurasiano em formação (Rússia-China) está aumentando o risco de um holocausto nuclear”.
Manifestações semelhantes foram realizadas em Tessalônica, Larissa e outras cidades da Grécia.
Os manifestantes exigiram que a Grécia se retirasse das guerras entre EUA, OTAN e UE, o fechamento das bases dos EUA e da OTAN e o fim de toda cooperação com o Estado de Israel. Expressaram também sua solidariedade incondicional ao povo palestino.
Edição: Página 1917
Fonte: https://inter.kke.gr/en/articles/80-years-since-the-imperialist-crime-in-Hiroshima-Nagasaki/
domingo, 3 de agosto de 2025
A quinta-coluna no dia da vergonha nacional
Editorial do Página 1917
Hoje Calabar deve estar comemorando na hospedaria do inferno. No momento em que o Brasil sofre um violento ataque dos EUA com a imposição de tarifas absurdas sobre suas exportações, a quinta-coluna bolsonarista colocou a cabeça para fora nas manifestações ocorridas em Brasília e diversas cidades para exaltar os EUA e Donald Trump pelos ataques desferidos contra a soberania e os interesses do Brasil.
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| Bolsonaristas: vendilhões da pátria em ação. |
É verdade que não reuniram o número esperado de manifestantes, mas foi o suficiente para aparecer com destaque na mídia, demonstrando que representam uma força política com peso no panorama nacional. Uma força política burguesa de extrema-direita que consegue arrastar consigo setores consideráveis da pequena-burguesia e dos trabalhadores.
sábado, 2 de agosto de 2025
Em memória de Miguel Urbano Rodrigues, por ocasião do centenário do seu nascimento
Pável Blanco Cabrera, Primeiro Secretário do CC do PCM
Em 2 de agosto de 1925 — há um século — nasceu Miguel Urbano Rodrigues, um comunista português com quem nós, comunistas mexicanos, tínhamos fortes laços e com quem aprendemos muito.
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| Miguel Urbano Rodrigues |
Miguel Urbano Rodrigues foi um intelectual revolucionário, enciclopedicamente conhecedor e profundamente versado em história e cultura. Foi também jornalista de combate, jornalista militante. Foi editor de O Diario , jornal publicado em Portugal durante a intensa luta política iniciada com a Revolução dos Cravos . Foi também correspondente do Avante , jornal dos comunistas portugueses, no Afeganistão durante a guerra, e também em Havana. Com o advento dos meios digitais, foi colaborador frequente da Rebelión e da Lahaine , bem como do odiario.info, que fundou. O seu trabalho como intelectual e jornalista não foi obstáculo ao seu trabalho militante; foi intelectual comunista, e foi jornalista comunista. Foi um verdadeiro comunista, simples, fraterno, inflexível nos seus princípios, mas sempre com argumentos e aberto ao diálogo e ao debate.







