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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Lênin: Marxismo e Reformismo (1913)

 Cem Flores 31.08.2026

Conselho de operários e operárias na fábrica Putilov, Rússia, 1920.

O capitalismo é a atual forma de exploração, dominação e repressão das massas trabalhadoras por uma pequena minoria de parasitas, que vivem no luxo, sem trabalhar. Nosso momento histórico é marcado, fundamentalmente, pela luta de classes da burguesia para sugar mais trabalho e riqueza alheios, de um lado, e pela luta de classes do proletariado e das massas dominadas para resistir e por um fim à sua vida de miséria e escravidão, de outro.

A história comprova que há apenas uma forma de vencer essa minoria e avançar para uma sociedade sem classes: a revolução rumo ao socialismo e ao comunismo. Essa revolução é resultado do aumento de organização e independência do proletariado e seus aliados, reforço de sua resistência e conquistas parciais, até a conquista do poder e a transição a outro modo de produção. Para os exploradores, essa revolução significa o fim de sua dominação, o risco maior a ser evitado. E, por isso, lançam mão de todo seu poder e violência, buscando reprimir ou desviar toda ação na luta de classes dos dominados que caminhe para a revolução.

Historicamente, surgiram diversos grupos e correntes políticos e ideológicos nas resistências e lutas das massas trabalhadoras que se colocam contrários à revolução. Na realidade, defendem a continuidade da dominação burguesa, do capitalismo. Isso ocorre por diversas razões: pela corrupção dos dominantes no seio dos dominados; pela ideologia burguesa que penetra e é propagada de diversas formas nas massas; pela presença e influência das camadas médias na luta do proletariado etc. Esses grupos e correntes são, objetivamente, inimigos a serem denunciados e combatidos pelo proletariado, entraves à sua luta e aos seus objetivos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Os Ensinamentos de Mao Tse-Tung e a Guerra Revolucionária no Brasil

Eder Sader*
Outubro de 1968

Em 1949 a Revolução triunfa na China.


A história recente do movimento comunista tem revelado uma desconcertante relação entre a força do pensamento de Mao na China e a pobreza de seus seguidores oficiais no resto do mundo. Enquanto o PC da China soube traçar a sua estratégia, independente dos modelos de Stalin, os partidos pro-chineses têm-se mostrado profundamente ineficientes do ponto de vista revolucionário. O PC Indonésio pagou caro sua politica de “unidade nacional" com Sukarno, o PC do Brasil nunca soube aplicar ao país uma política adaptada às condições locais, os organismos pró-chineses da Europa não se revelaram capazes de traçar uma estratégia para o velho continente e o mesmo se pode dizer de quase todos os agrupamentos latino-americanos que se reúnem sob a bandeira do maoísmo.

Certamente a grande força do pensamento político de Mao adveio de seu esforço para aplicar o marxismo ao estudo da realidade chinesa. Combatendo aqueles que só sabiam recitar “um estoque de frases estrangeiras mal digeridas", ele apontava paro o partido a necessidade de se enraizar nas condições nacionais.

“Um comunista é um internacionalista marxista, mas o marxismo tem que assumir uma forma nacional antes de poder ser aplicado”.

Independente de alguns desvios de sua aplicação, este princípio é em si justo e foi ele que permitiu ao partido chinês recusar os caminhos propostos por Stalin mesmo durante a fase do culto à personalidade dele.(1)

Mas o que não podia ser feito era a transposição desse marxismo "sob uma forma nacional” chinesa para, todos os outros países. As táticas, as palavras de ordem, os objetivos dos chineses em sua revolução passaram a ser as táticas, as palavras de ordem e objetivos dos maoístas em todo o mundo, independente das particularidades de cada país. E assim, por estranho destino, os discípulos de Mao passaram a “recitar um estoque de frases estrangeiras mal digeridas”.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Por que os Marxistas se Opõem ao Terrorismo Individual

Leon Trotsky

Novembro de1911

Trotsky, fundador e comandante do Exército Vermelho.


Nossos inimigos de classe têm o costume de queixar-se de nosso terrorismo. Eles gostariam de por o rótulo de terrorismo a todas as ações do proletariado dirigidas contra os interesses do inimigo de classe. Para eles, o método principal de terrorismo é a greve. A ameaça de uma greve, a organização de piquetes de greve, o boicote econômico a um patrão super explorador, o boicote moral a um traidor de nossas próprias filas: tudo isso e muito mais é qualificado de terrorismo. Se por terrorismo se entende qualquer coisa que atemorize o prejudique o inimigo, então a luta de classes não é outra coisa senão terrorismo. E o único que resta considerar é se os políticos burgueses têm o direito de proclamar sua indignação moral acerca do terrorismo proletário, quando todo seu aparato estatal, com suas leis, polícia e exército não é senão um instrumento do terror capitalista.

No entanto, devemos assinalar que quando nos jogam na cara o terrorismo, tratam, ainda que nem sempre de forma consciente, de dar-lhe a esta palavra uma sentido mais estrito, menos indireto. Por exemplo, a destruição das máquinas por parte dos trabalhadores é terrorismo neste sentido estrito do termo. A morte de um patrão, a ameaça de incendiar uma fábrica ou matar o seu dono, o atentado a mão armada contra um ministro: todos estes são atos terroristas no sentido estrito do termo. Não obstante, qualquer um que conheça a verdadeira natureza da social-democracia(1) internacional deve saber que ela tem se colocado em oposição da maneira mais irreconciliável a esta classe de terrorismo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Resolução apresentada pelo KKE ao 24º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários



Partidos comunistas e operários contra as guerras imperialistas:

A luta operária-popular se fortalecerá com uma linha independente, afastada de todos os planos burgueses e imperialistas. 

 

           Com esta Resolução, por ocasião do 24º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários em Havana, de 7 a 9 de agosto de 2026, expressamos nossa solidariedade a Cuba e ao seu povo, honramos a memória e a contribuição histórica do Comandante Fidel Castro Ruz, líder do Partido Comunista de Cuba e da Revolução Cubana, no centenário de seu nascimento, comemorado este ano. Expressamos nossa solidariedade e nos colocamos ao lado dos povos da Palestina, do Líbano e do Irã, e de todos os povos que enfrentam a barbárie do capitalismo, a exploração de classe, as proibições e restrições antidemocráticas à atividade sindical e política e, em particular, as intervenções e guerras imperialistas. 

          A guerra que se trava há cinco anos em território ucraniano, derramando o sangue de dois povos que viveram e prosperaram juntos durante décadas, construindo a nova sociedade socialista e que, com armas em punho, lutaram e derrotaram o fascismo — gerado pelo sistema capitalista — , baseia-se na derrubada do socialismo e na dissolução da União Soviética.  

          É uma guerra travada no âmbito do capitalismo por matérias-primas, energia, rotas de transporte de mercadorias, meios de produção, posição geopolítica, etc.

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