17.09.2026
Fotos das manifestações da extrema-direita entreguista bolsonarista no dia da independência do Brasil, em São Paulo, em 7 de setembro de 2025 (esquerda) e 2026 (direita). A existência e o fortalecimento de governos vassalos ao imperialismo dos EUA na América Latina também fazem parte da ofensiva imperialista de Trump na região.
A ofensiva imperialista de Trump 2 na América Latina é ampla, múltipla, direta e explícita, atropelando qualquer princípio da diplomacia ou norma internacional e deixando de lado os hipócritas floreios retóricos liberais. Composta por diversas e sucessivas ameaças, chantagens, campanhas ideológicas, intervenções e ações nos âmbitos militar, econômico-financeiro e político, essa ofensiva visa, de forma abertamente declarada, expandir ainda mais o poder e a influência dessa potência imperialista e de seus capitais em todo o continente.
Dobrar todas as nações da América Latina aos pés dos EUA e seus atuais interesses, com o apoio interno das classes dominantes desses países dominados e de governos submissos e alinhados política e ideologicamente ao trumpismo, eis o objetivo maior do imperialismo dos EUA nesse novo round de competição interimperialista com a China na região.
Logo no início desse segundo governo, a postura de Trump sobre o canal do Panamá demonstrou de forma cristalina sua política para o continente. O canal é uma hidrovia de 82 quilômetros que liga os oceanos Pacífico e Atlântico, trajeto comercial estratégico para o mundo. Durante quase um século, ele foi controlado diretamente pelos EUA. Desde os anos 2000, a China vinha ampliando sua presença no canal. Assim que retornou ao poder, Trump afirmou que “a China está operando o Canal do Panamá, e nós não o demos à China. Nós o demos ao Panamá, e vamos tomá-lo de volta”. Em poucos meses, por meio de pressões e ameaças, os EUA enquadraram o governo do Panamá, que cancelou acordos com a China e permitiu o reforço da presença militar ianque no canal e condições mais proveitosas para os seus capitais monopolistas – o que tem sido revidado pelo imperialismo chinês.



