Ney Nunes
Este ano teremos circo, quer dizer, teremos eleições. Um espetáculo que tem dono, a burguesia. E o dono controla todo o processo, garantindo que a gerência política do Estado burguês continue em mãos hábeis e confiáveis aos seus interesses de classe. E para obter sucesso nessa empreitada, a burguesia prepara o terreno muito antes de armar a barraca do circo. Em suas mãos estão o judiciário, o congresso e o governo, além disso, conta com o oligopólio midiático, o poder econômico dos grandes grupos empresariais e, se tudo falhar, tem a garantia das forças armadas e policiais.
No picadeiro os atores principais se esforçam para dar credibilidade ao espetáculo. Inventaram até uma rede de proteção fantástica, o tal fundo eleitoral, que seria uma garantia contra o abuso do poder econômico nas eleições, mas na verdade é a forma de fazer campanha com dinheiro público, que falta para as necessidades básicas da população. Esse dinheiro fica concentrado nos partidos majoritários no congresso, os dez maiores recebem oitenta e quatro por cento desses recursos, (1), garantindo assim a continuidade do seu controle.


