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domingo, 6 de setembro de 2026

Venezuela: os sionistas chegaram

Eva Garcia

Em termos de demonstrações de força, esta foi inesperada. Nada demonstra mais "músculo" do que realizar o impensável e colocar tropas das Forças de Defesa de Israel em solo venezuelano, antes um verdadeiro caldeirão antissionista, tudo sob o pretexto repugnante e claramente ardiloso de "reconstruir" a Venezuela.

 04.09.2026

 



Um antigo provérbio palestino adverte os necessitados contra o recurso a soluções prejudiciais: "Não bebas veneno para matar a sede", diz o provérbio.

Palavras sábias, sem dúvida. Mas apenas uma semana após o tremor de terra , alguns estavam com os ouvidos tão entupidos com estrelas e riscas que não o ouviram, preferindo engolir um veneno pútrido ao convidar sionistas genocidas para a Venezuela como parte da resposta pós-terremoto.

Em termos de demonstrações de força, esta foi inesperada. Nada demonstra mais "músculo" do que realizar o impensável e colocar tropas das Forças de Defesa de Israel em solo venezuelano, antes um verdadeiro caldeirão antissionista, tudo sob o pretexto repugnante e claramente ardiloso de "reconstruir" a Venezuela.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

O declínio da socialdemocracia na Venezuela


À luz da completa entrega dos recursos naturais da Venezuela aos EUA por meio do acordo assinado pelo governo socialdemocrata da presidente interina Delcy Rodríguez — que atuou como vice-presidente sob o governo de Nicolás Maduro, atualmente detido nos EUA após seu sequestro durante a inaceitável intervenção militar imperialista dos EUA em 3 de janeiro — surgiu uma profunda divisão entre os membros do Partido Social Democrata da Venezuela.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Que democracia?

Editorial do Página 1917
03/09/2026




A democracia burguesa no Brasil vem sendo aperfeiçoada desde a constituição de 1988, mas não no sentido de ampliar e fortalecer as liberdades democráticas, muito pelo contrário, trataram de restringir através de uma série de medidas, qualquer possibilidade de ascensão via eleitoral de forças políticas hostis ao capitalismo. Essas forças anticapitalistas foram banidas dos espaços no rádio e televisão e dos debates entre candidatos, elas recebem migalhas do fundo eleitoral, enquanto os partidos burgueses dominantes no Congresso recebem fortunas. A isso chamam "democracia"?!!!

Qual o sentido dos partidos e organizações que se reivindicam comunistas e revolucionários, participarem dessa farsa eleitoral? Se o resultado tem sido legitimar este regime político corrupto e antidemocrático. Justamente quando a sucessão de escândalos torna as instituições desse regime político cada vez mais desprezadas pelas massas, o papel das forças da revolução deve ser o de expor todas as suas contradições, seu caráter de classe, demonstrando que o Estado burguês apodrecido serve ao domínio dos exploradores do proletariado, que é o inimigo a ser derrotado.

O chamado ao boicote dessas eleições, combinado com as reivindicações da classe trabalhadora e a denúncia sem tréguas de todo esse regime político burguês, poderia contribuir de maneira efetiva para o avanço da consciência de classe e da revolução proletária em nosso país.










terça-feira, 1 de setembro de 2026

Lênin: Marxismo e Reformismo (1913)

 Cem Flores 31.08.2026

Conselho de operários e operárias na fábrica Putilov, Rússia, 1920.

O capitalismo é a atual forma de exploração, dominação e repressão das massas trabalhadoras por uma pequena minoria de parasitas, que vivem no luxo, sem trabalhar. Nosso momento histórico é marcado, fundamentalmente, pela luta de classes da burguesia para sugar mais trabalho e riqueza alheios, de um lado, e pela luta de classes do proletariado e das massas dominadas para resistir e por um fim à sua vida de miséria e escravidão, de outro.

A história comprova que há apenas uma forma de vencer essa minoria e avançar para uma sociedade sem classes: a revolução rumo ao socialismo e ao comunismo. Essa revolução é resultado do aumento de organização e independência do proletariado e seus aliados, reforço de sua resistência e conquistas parciais, até a conquista do poder e a transição a outro modo de produção. Para os exploradores, essa revolução significa o fim de sua dominação, o risco maior a ser evitado. E, por isso, lançam mão de todo seu poder e violência, buscando reprimir ou desviar toda ação na luta de classes dos dominados que caminhe para a revolução.

Historicamente, surgiram diversos grupos e correntes políticos e ideológicos nas resistências e lutas das massas trabalhadoras que se colocam contrários à revolução. Na realidade, defendem a continuidade da dominação burguesa, do capitalismo. Isso ocorre por diversas razões: pela corrupção dos dominantes no seio dos dominados; pela ideologia burguesa que penetra e é propagada de diversas formas nas massas; pela presença e influência das camadas médias na luta do proletariado etc. Esses grupos e correntes são, objetivamente, inimigos a serem denunciados e combatidos pelo proletariado, entraves à sua luta e aos seus objetivos.

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