Setembro/Outubro de 1994
Dezoito milhões de desempregados, ascenso de greves e conflitos sociais, entrada dos fascistas no governo de Itália – estaremos perante uma reposição do filme dos anos trinta? Esta parece ser a opinião de Alex Calinicos, conhecido marxista inglês, o qual, num artigo dedicado à luta de classes na Europa(1), julga divisar uma “polarização de classe” semelhante à dessa época, com a diferença, porém, de que o movimento operário estaria agora “em muito melhor posição para resistir aos futuros assaltos” do inimigo, porque disporia de “força e combatividade” e contaria com os sindicatos para a defesa dos seus interesses de classe. Discordamos da comparação e ainda mais da pretensa situação de vantagem do proletariado.



