Índice de Seções

terça-feira, 22 de setembro de 2026

A ofensiva imperialista de Trump na América Latina (Parte 2)

Cem Flores
17.09.2026


Fotos das manifestações da extrema-direita entreguista bolsonarista no dia da independência do Brasil, em São Paulo, em 7 de setembro de 2025 (esquerda) e 2026 (direita). A existência e o fortalecimento de governos vassalos ao imperialismo dos EUA na América Latina também fazem parte da ofensiva imperialista de Trump na região.

 

A ofensiva imperialista de Trump 2 na América Latina é ampla, múltipla, direta e explícita, atropelando qualquer princípio da diplomacia ou norma internacional e deixando de lado os hipócritas floreios retóricos liberais. Composta por diversas e sucessivas ameaças, chantagens, campanhas ideológicas, intervenções e ações nos âmbitos militar, econômico-financeiro e político, essa ofensiva visa, de forma abertamente declarada, expandir ainda mais o poder e a influência dessa potência imperialista e de seus capitais em todo o continente.

Dobrar todas as nações da América Latina aos pés dos EUA e seus atuais interesses, com o apoio interno das classes dominantes desses países dominados e de governos submissos e alinhados política e ideologicamente ao trumpismo, eis o objetivo maior do imperialismo dos EUA nesse novo round de competição interimperialista com a China na região.

Logo no início desse segundo governo, a postura de Trump sobre o canal do Panamá demonstrou de forma cristalina sua política para o continente. O canal é uma hidrovia de 82 quilômetros que liga os oceanos Pacífico e Atlântico, trajeto comercial estratégico para o mundo. Durante quase um século, ele foi controlado diretamente pelos EUA. Desde os anos 2000, a China vinha ampliando sua presença no canal. Assim que retornou ao poder, Trump afirmou que “a China está operando o Canal do Panamá, e nós não o demos à China. Nós o demos ao Panamá, e vamos tomá-lo de volta”. Em poucos meses, por meio de pressões e ameaças, os EUA enquadraram o governo do Panamá, que cancelou acordos com a China e permitiu o reforço da presença militar ianque no canal e condições mais proveitosas para os seus capitais monopolistas – o que tem sido revidado pelo imperialismo chinês.

domingo, 20 de setembro de 2026

Mais evidente do que nunca




Publicado em “Rizospastis”, órgão do CC do Partido Comunista da Grécia (KKE), em 18/09/2026

As operações militares e a expansão dos campos de batalha são mais visíveis do que nunca, da Ucrânia e do Mar Negro ao Irã, Golfo Pérsico, Iêmen, Líbano e Síria. Isso constitui prova irrefutável da escalada da guerra imperialista.

Não há dois dias iguais no campo de batalha. A guerra está se espalhando, às vezes lentamente, às vezes mais rapidamente. Aqui estão apenas alguns exemplos de acontecimentos recentes...

No conflito entre a OTAN e a Rússia na Ucrânia, os dois lados estão trocando ataques com mísseis e veículos não tripulados em território inimigo, bem como no Mar Negro.

sábado, 19 de setembro de 2026

Boicotar as eleições da república burguesa corrupta e antidemocrática!

CCP - Coletivo Comunista Proletário
15/09/2026

Há muito tempo vem crescendo em amplos setores populares um sentimento de desprezo e mesmo de ódio contra as instituições da república burguesa e suas eleições. Sentimentos mais do que justificáveis face aos ataques e injustiças cometidas por essa república carcomida, que outra coisa não faz do que defender e perpetuar os interesses de classe dos exploradores em nosso país, resultando na piora contínua das condições de vida do povo. Não por acaso, a abstenção e o voto nulo crescem a cada eleição.

Governo, congresso e judiciário são os  denominados "três poderes" da democracia burguesa, são eles os responsáveis pelas medidas prejudiciais aos trabalhadores e, portanto, em favor da burguesia. Mais recentemente, foi o que ocorreu com as reformas da previdência e trabalhista, onde todas essas instituições estiveram envolvidas no sentido de fazer passar goela abaixo do povo a perda de direitos duramente conquistados, intensificando a super exploração da classe trabalhadora.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A ofensiva imperialista de Trump na América Latina (Parte 1)

Coletivo Cem Flores
14/09/26



Os subservientes lambe-botas representantes políticos das burguesias vassalas da América Latina assistem o representante da burguesia imperialista dos EUA assinar seu novo pacto colonial (de novo tipo). Na foto: Irfaan Ali (Guiana), Bukele (El Salvador), Bessent (Secretário do Tesouro dos EUA), Abinader (República Dominicana), Kast (Chile), Persad-Bissessar (Trinidad e Tobago), Hegseth (Secretário da Guerra dos EUA), Mulino (Panamá), Trump (EUA), Milei (Argentina), Peña (Paraguai), Paz (Bolívia), Chaves (Costa Rica). Ficaram fora da foto, mas estavam presentes nessa vassalagem, Noboa (Equador) e Asfura (Honduras).

O sistema imperialista mundial é constituído por um complexo e contraditório conjunto de tendências e contra-tendências, com violentas disputas (econômicas, ideológicas, políticas e militares) por hegemonia entre as potências imperialistas, concorrência entre os grandes monopólios transnacionais e dominação sobre a absoluta maioria dos países. O atual e prologado cenário de crise do imperialismo agrava ainda mais essas contradições, com impactos diferenciados da crise nas distintas potências imperialistas e nos países dominados. Tendo como pano de fundo essa crise, desdobra-se a principal contradição interimperialista dos nossos tempos, a que opõe os EUA, a principal potência imperialista mundial, porém em declínio relativo, à China, potência imperialista ascendente, que desafia a hegemonia dos EUA em todos os terrenos.

Ao declínio relativo dos EUA no sistema imperialista mundial corresponde uma (desesperada) ofensiva dos seus monopólios e do seu estado e governos para manter/retomar sua hegemonia. Essa ofensiva se radicaliza e se torna mais autoritária e agressiva com a ausência de evidências do alcance dos seus objetivos. Os EUA lideram globalmente o processo no qual o imperialismo recorre a políticas internas e externas de extrema-direita, cada vez mais repressivas e violentas – sobretudo contra as classes trabalhadoras de seus próprios países e as dos demais países dominados. De forma crescente, e novamente, o imperialismo adota o fascismo como sua política.

Caro leitor, ajude a divulgar o Página 1917, compartilhe nossas publicações nas suas redes sociais.

Comentários ofensivos e falsidades não serão publicados.