Por Lisandro Brusco / Masar Badil / Middle East Summary, 12 de janeiro de 2026.
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| Georges Abdallah |
Notícias e análises sobre temas históricos e da atualidade, abordando história, economia, política e relações internacionais a partir da perspectiva marxista-leninista e das lutas dos trabalhadores contra a exploração capitalista.
Por Lisandro Brusco / Masar Badil / Middle East Summary, 12 de janeiro de 2026.
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| Georges Abdallah |
Trecho do Relatório do Comitê Central do KKE ao 22º Congresso , que foi aprovado por unanimidade pelos seus delegados.
Trinta e cinco anos após a contrarrevolução, a queda do socialismo e a restauração capitalista na União Soviética e em outros estados socialistas, o KKE continua a lutar firmemente em condições adversas, marcadas por uma correlação desfavorável de forças em nível internacional. A vitória da contrarrevolução e o estudo de suas causas confirmam a importância da teoria do comunismo científico, fortalecendo a capacidade do Partido de liderar a luta contra a burguesia. Ao mesmo tempo, o domínio do capitalismo em todo o mundo cria as condições para expor sua verdadeira natureza, incluindo o mito de sua invencibilidade. Estamos firmemente convencidos de que o capitalismo não é invencível; pelo contrário, é abalado por contradições insuperáveis. É um sistema explorador incapaz de atender às necessidades do povo, gerando pobreza, desemprego, crises e refugiados. O capitalismo é o inimigo do povo, indissoluvelmente ligado à competição e às guerras imperialistas travadas na busca de lucros monopolistas, controle sobre os mercados e recursos naturais, reservas de energia, rotas de transporte de mercadorias e a intensificação da exploração dos trabalhadores e dos povos.
Artigo publicado na coluna "Nossa Opinião" do jornal Rizospastis do Partido Comunista da Grécia (KKE), em 20 de janeiro de 2026.
O povo da Venezuela é “sortudo”. Seu país possui as maiores reservas de petróleo do mundo e está situado sobre uma verdadeira mina de ouro — uma que poderia garantir a autossuficiência energética e muito mais, além de fornecer combustível e eletricidade baratos para sua população.
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| Groelândia: recursos minerais e localização estratégica na mira do imperialismo. |
O povo da Groenlândia também é “afortunado”. Seu país detém vastas reservas de terras raras, cruciais na era das novas tecnologias. Sua posição geográfica o torna um ator fundamental na exploração das riquezas do Ártico e na abertura de novas rotas marítimas, à medida que o derretimento do gelo coloca o corredor norte em foco.
O povo da Ucrânia também teve “sorte”. O país é conhecido como o “celeiro da Europa”, com enorme capacidade produtiva que poderia garantir a segurança alimentar e o fornecimento de produtos baratos e de alta qualidade. Sua extensa rede de gasodutos faz da Ucrânia um polo energético, enquanto sua posição geográfica “altamente cobiçada” e o extenso litoral do Mar Negro aumentam sua importância estratégica.
Nos últimos dias, esses países têm dominado os acontecimentos internacionais.
Gramsci, nesta carta de 1930, ainda que de forma sutil, como não poderia deixar de ser face a situação que se encontrava, provavelmente se referia aos golpes, por ele inesperados, vindos dos seus próprios camaradas do PCI e da Internacional Comunista, na época já obedientes ao grupo dirigente que dominou completamente o PCUS após a morte de Lenin.
Penitenciária de Turi, 19 de maio de 1930.
Querida Tania,
[...] Você, creio, nunca refletiu bastante sobre o meu caso e não o sabe decompor em seus elementos. Eu me encontro submetido a vários regimes carcerários: o primeiro consiste nas quatro paredes, nas grades, nas bocas de lobo, etc.; etc.; já estava previsto por mim como possibilidade subordinada, porque a principal, de 1921 a novembro de 1926, não era a prisão, mas perder a vida. O que não tinha sido previsto por mim era o outro cárcere, que se acrescentou ao primeiro e se constitui em ser cortado não só da vida em sociedade, mas ainda da vida familiar, etc., etc.
Podia prevenir os golpes dos adversários que combatia, mas não os que me seriam infligidos ainda por outros lados, dos quais menos podia esperar (golpes metafóricos, entende-se, mas até os códigos dividem os crimes em atos e omissões; isto é, também as omissões são golpe ou golpes). Eis tudo. [...]
Fonte: Cartas do Cárcere, 2ª edição, 1978, Civilização Brasileira.
Edição: Página 1917