Ney Nunes
Vejam a trajetória miserável do reformismo, que foi da falida "Via pacífica para o socialismo", até o descaramento atual da "Via pacífica para a gestão do capitalismo".
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| Chile, 1973, golpe burguês derruba a via pacífica de Allende. |
Na primeira "via", ainda mantinham o socialismo no horizonte, mesmo não passando de uma ilusão sepultada pelos acontecimentos. Ficando demonstrado, ao longo da História, que nenhuma classe dominante entrega o poder de bom grado, sem resistência armada. Exemplos não faltam, entre os mais clássicos, a guerra civil espanhola e o Chile de Salvador Allende.
Já na segunda 'via", a ilusão foi rebaixada ao limite de uma gestão humana do capitalismo, gestão que os seguidos governos de corte reformista ao redor do mundo comprovaram, de forma inequívoca, que só prestaram para fortalecer o poder da burguesia e manter o proletariado dividido e desorganizado, colaborando para prolongar a agonia do sistema de exploração do homem pelo homem.
Em tempos de crise crônica do capitalismo, de disputa entre as potências imperialistas pela hegemonia mundial, de guerras e genocídios que abrem as portas da barbárie, o papel miserável do reformismo é cada vez mais nefasto. Os reformistas de todos os matizes jogam água no moinho da contrarrevolução e do fascismo. São coveiros das possibilidades revolucionárias, são agentes da burguesia, são inimigos do proletariado e do socialismo.
RJ, 05/06/2026
Edição: Página 1917
