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| Gorbachev, o último coveiro da Revolução Soviética. |
Notícias e análises sobre temas históricos e da atualidade, abordando história, economia, política e relações internacionais a partir da perspectiva marxista-leninista e das lutas dos trabalhadores contra a exploração capitalista.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
Foram os erros que colocaram a perder a Revolução Russa?
quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
Após a queda de Assad, uma verdadeira linha de resistência deve ser construída
Kemal Okuyan
Secretário Geral do Partido Comunista da Turquia (TKP)
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| Kemal Okuyan |
Discutir se é uma guerra civil ou uma intervenção estrangeira na Síria é um esforço fútil. O país tem sido uma zona de conflito onde é completamente ambíguo quem é “doméstico” e quem é “estrangeiro”.
É obviamente difícil, nessas circunstâncias, determinar a força motriz dos últimos acontecimentos que, em última análise, desencadearam a queda de Assad. É claro, no entanto, que a propaganda de que “o povo derrubou um ditador” dos países da OTAN, principalmente entre eles os EUA e o Reino Unido, e a Turquia (que é um membro da OTAN, mas também atua com ambições neo-otomanas) é apenas uma retórica falsa.
O governo na Síria foi enfraquecido por intervenções estrangeiras, guerra prolongada, sanções econômicas, práticas que falharam em unificar o povo, corrupção, políticas econômicas liberais, conflitos entre países que deveriam ser aliados de Assad, que apenas impuseram à Síria políticas para seus próprios interesses. Isso causou o fim daquele governo, quer ele caísse ou fosse derrubado.
Essas causas profundas de fraqueza tornaram o colapso inevitável diante da agressão israelense, das intervenções abertas dos EUA, da intervenção secreta do Reino Unido, da presença militar que a Turquia tentou legitimar invocando o direito de lutar contra o “separatismo curdo” e da recente operação realizada por todas essas potências de forma coordenada.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2024
Intervenção e conflito imperialista na Síria
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| Aleppo, cidade devastada pela guerra. |
O Gabinete de Imprensa do Comitê Central do Partido Comunista da Grécia (KKE), na sua declaração sobre os acontecimentos na Síria, destaca o seguinte:
“A intervenção na Síria e a predominância dos jihadistas é outro “elo da cadeia” de acontecimentos perigosos para os povos lançados pelas potências imperialistas dos EUA, da UE, da OTAN da Turquia e de Israel na região a partir do Oriente Médio. Surgem como continuação do massacre em curso contra o povo da Palestina, dos ataques contra o povo do Líbano, dos ataques contra o Irã.
O KKE tem-se posicionado de forma consistente e firme sobre os acontecimentos na Síria desde o início de 2011, expondo as mudanças perigosas contra o povo que ocorreram após a chamada Primavera Árabe. Hoje, as mesmas forças reacionárias, “reformadas” pela Turquia, membro da OTAN, autodenominam-se “rebeldes” e são apresentadas pelos meios de comunicação burgueses supostamente como “libertadores” do povo sírio. Repete-se a mesma propaganda “sobre a restauração da democracia” que foi o pretexto usado pelos imperialistas para as guerras no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, etc., fazendo hoje do Oriente Médio uma região em chamas.
O KKE deixou claro que apesar das diferenças ideológicas e políticas com o regime burguês sírio, apesar das críticas que exerce às suas políticas, denuncia os planos dos EUA, Israel e Turquia que envolvem interferência nos assuntos internos de um país soberano.
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
Apontamentos sobre Trotsky — O mito e a realidade
Miguel Urbano Rodrigues*
Transcorridas quase duas décadas sobre a desagregação da União Soviética, pouco se escreve e fala sobre Gorbatchov. A grande mídia internacional quase esqueceu o político e o homem que guindaram a herói da humanidade quando contribuía decisivamente, através da perestroika, para a reimplantação do capitalismo na Rússia.
Paradoxalmente, Trotsky continua a ser um tema que fascina muitos intelectuais da burguesia, alguns progressistas, e dezenas de organizações trotskistas na Europa e sobretudo na América Latina.
Sobre o homem e a obra não foram nas últimas décadas publicados livros importantes que acrescentem algo de significante aos produzidos pelos seus biógrafos, nomeadamente a trilogia do Historiador polaco Isaac Deutscher.
Nem um só dos partidos e movimentos trotskistas conseguiu afirmar-se como força política com influência real no rumo de qualquer país.
Porque então a tenaz sobrevivência, não direi do trotskismo, mas do nome e de algumas teses do seu criador no debate de ideias contemporâneo? Isso não obstante ser hoje pouco frequente a reedição dos seus livros.
A contradição encaminha para uma conclusão: uma percentagem ponderável dos modernos trotskistas desconhece a obra teórica e a trajetória política de Trotsky.
Cabe chamar a atenção para o fato de a maioria dos intelectuais burgueses das grandes universidades do Ocidente que assumem a defesa e a apologia da intervenção de Trotsky na História serem anticomunistas. O seu objetivo precípuo é combater a URSS e o que a herança da Revolução de Outubro significa para a humanidade. Trotsky e Stalin são utilizados por esse tipo de "sovietólogos" como instrumentos na tarefa de combater e desacreditar o comunismo.



