Índice de Seções

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Solidariedade com o corajoso povo de Cuba contra os planos imperialistas criminosos e qualquer tentativa de intervenção militar.


21/05/2026

Em um comunicado sobre as ações agressivas dos Estados Unidos contra Cuba , a Assessoria de Imprensa do Comitê Central do KKE destaca o seguinte:

"Condenamos a emissão provocativa, pelos Estados Unidos, de um mandado de prisão contra o líder da Revolução Cubana, Raúl Castro — uma ação pela qual o imperialismo estadunidense mais uma vez mostra suas garras contra o heroico povo cubano, que há muito tempo busca estrangular economicamente por meio do bloqueio criminoso imposto ao país."

O mandado diz respeito ao abate, em 1996, de aeronaves pertencentes à organização “Irmãos ao Resgate” — ou seja, mercenários da máfia de Miami anticubana — que violaram a soberania cubana com o apoio das agências de inteligência do governo dos EUA. Essa ação se soma ao envio do porta-aviões USS Nimitz e às declarações do próprio Trump, que prenunciam uma intervenção militar imperialista.

Em conjunto, esses acontecimentos revelam a persistente determinação do imperialismo estadunidense em atacar a Revolução Cubana por todos os meios disponíveis — uma revolução que serviu de referência e inspiração para povos de todo o mundo na luta para derrubar a barbárie atual e construir uma nova sociedade livre da exploração do homem pelo homem.

Igualmente provocativo é o silêncio do governo grego e dos demais partidos euro-atlânticos, que, embora aleguem se preocupar com o direito internacional, permanecem inertes diante das ações e planos provocativos dos EUA.

Neste momento crítico para o povo cubano, devemos expressar nossa condenação popular a esses planos imperialistas criminosos, a qualquer tentativa de intervenção militar contra Cuba e à perseguição de Raúl Castro. Que a solidariedade do nosso povo, e de todos os povos do mundo, com o corajoso povo de Cuba se manifeste em uma escala ainda maior. Cuba não está sozinha!


Edição: Página 1917

domingo, 17 de maio de 2026

O criadouro do fascismo é o capitalismo

Por  Ney Nunes*


Muitos indagam com perplexidade: como a extrema direita cresceu tanto a ponto de ganhar o peso político-social que alcançou na atual conjuntura brasileira? O que teria acontecido para favorecer tal desenvolvimento? A "democracia" instaurada com a constituição de 1988 estaria ameaçada pelo fascismo? Só poderemos responder adequadamente a estas preocupações se buscarmos as determinações estruturais por trás da superfície dos fatos da politicagem burguesa.

Já são quase quarenta anos vivendo sob o regime político democrático burguês, onde o que prevalece é a alternância de governos que funcionam como gerentes do capital e se equilibram entre os interesses das diversas facções burguesas. Essa situação é agravada pela crise capitalista que os governos administram sempre jogando as consequências nas costas da classe trabalhadora e das massas populares. 

As seguidas derrotas como as reformas da previdência e trabalhista, as privatizações e a precarização do trabalho contribuíram pesadamente para a desmoralização e ceticismo da classe trabalhadora, mergulhada cada vez mais na desorganização e no individualismo. Tudo potencializado por uma ofensiva ideológica burguesa realizada através do governo, parlamento, judiciário, empresas, escolas e oligopólios midiáticos, auxiliados pelo crescimento exponencial da influência das seitas pentecostais. Todos, de forma articulada, trabalham diuturnamente pelo retrocesso na consciência de classe e no fomento das expectativas de saídas individuais por dentro do capitalismo.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Guerra contra o Irã: capricho de Trump ou parte da estratégia do imperialismo americano?

Por Eliseos Vagenas, membro do CC do KKE e diretor da Seção de Relações Internacionais do CC.

Data:
09/05/26


Os desdobramentos críticos na região do Golfo Pérsico, marcados pelo ataque militar dos EUA e de Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro, lançaram sua sombra sobre os acontecimentos globais.

Todos os meios de comunicação e analistas burgueses tentam adivinhar: "Trump atacará novamente ou não?". Essa abordagem, contudo, deixa de lado aspectos importantes dos planos imperialistas e cultiva a percepção equivocada de que os povos são reféns de uma personalidade (Trump) que pode não se manter firme em sua lógica. A realidade, porém, é que por trás das análises psicanalíticas da personalidade do magnata americano e atual presidente do país, silenciam-se os planos criminosos do imperialismo estadunidense.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Trabalho proletário: origem de toda riqueza na sociedade capitalista

Sergio Lessa*




[...] Em uma sociedade em que as pessoas contam com dinheiro em suas carteiras, é possível que um burguês, através de uma "fábrica de ensinar", se enriqueça vendendo as aulas dos professores que ele explora. A questão que se impõe é de onde viria, qual a origem do dinheiro que está no bolso dos pais dos alunos. Ou, colocando em outra palavras, como a riqueza produzida pelo proletariado se esparrama por todo o tecido social, possibilitando que, em um dado momento da reprodução da sociedade burguesa, compareça sob a forma dinheiro no bolso dos pais dos alunos?

Já vimos que o trabalho proletário, ao converter a substância natural (ou a matéria-prima) em uma mercadoria, produz um novo quantum de riqueza. O tempo de trabalho "cristalizado" (Marx, 1983:48) no corpo da nova mercadoria significa que um novo "conteúdo material" de riqueza foi gerado e que a sociedade teve acrescida, ao "capital social global" já existente, uma nova parcela. Capital foi "produzido". Ao converter em carro uma chapa de aço, o tempo de tabalho dispendido pelo proletário se consubstancia em uma "coisa" (Ding) (Marx, 1983: 46) que é, agora, portadora objetiva de uma nova quantidade de riqueza, antes inexistente. É por essa mediação que, ao transformar a natureza, o proletário "produz" o "capital".

Caro leitor, ajude a divulgar o Página 1917, compartilhe nossas publicações nas suas redes sociais.

Comentários ofensivos e falsidades não serão publicados.