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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

O Comitê Central do KKE anuncia o seu 22º Congresso

DECLARAÇÃO DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DA GRÉCIA - 17/09/2025


Manifestação do KKE contra a guerra imperialista na Ucrânia.

No seu anúncio sobre o 22º Congresso , que será realizado de 29 a 31 de janeiro de 2026, o Comitê Central do KKE fez a seguinte declaração:

1. O Comitê Central do KKE anuncia que o 22º Congresso regular do Partido será realizado de 29 a 31 de janeiro de 2026. As teses do Comitê Central para o 22º Congresso serão publicadas no Rizospastis nos dias 4 e 5 de outubro. Serão então discutidas nos órgãos e organizações dirigentes do Partido e da Juventude Comunista da Grécia (KNE), bem como no debate público pré-Congresso, realizado pelo Rizospastis e pela Revista Comunista (KOMEP).

2. Há um ano, entrando na reta final do 22º Congresso , o Comitê Central do KKE distribuiu as Resoluções do Comitê Central ao Partido para discussão. Essas resoluções abordavam os seguintes tópicos: a) Desenvolvimentos nas frentes da guerra imperialista e nossas tarefas, b) O rumo da construção partidária dentro do Partido e da KNE, c) O trabalho ideológico e político do Partido e do Rizospastis, e d) Conclusões de nossa atuação no movimento sindical operário e nas lutas do povo. Essas Resoluções foram objeto de rica discussão dentro do Partido e da KNE, e de forma mais ampla na sociedade grega, levando a avaliações e conclusões críticas. As Teses do Comitê Central do KKE para o 22º Congresso resumem e incorporam a discussão substancial que as precedeu. Por meio da discussão pré-Congresso e do trabalho do próprio Congresso, espera-se que o Partido dê mais um grande e sólido passo no desenvolvimento de todas as suas características revolucionárias contemporâneas.

TODO APOIO À GREVE OPERÁRIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL EM BELÉM!

Operários e operárias aprovam greve contra a brutal exploração nos canteiros de obras. Só com unidade e firmeza na luta teremos a força necessária para arrancar melhorias daqueles que vivem do nosso suor!

Assembleias massivas e passeatas fortalecem a greve. 

Cem Flores

17.09.2025

Os operários da construção civil de Belém, Ananindeua e Marituba (PA) entraram em greve na última segunda-feira, dia 15 de setembro, por tempo indeterminado. Após um dia de paralisação e uma grande manifestação pelas ruas de Belém, a greve foi aprovada por centenas de trabalhadores da categoria em assembleia geral, em frente ao sindicato patronal.

A greve na região metropolitana de Belém expressa a indignação e a disposição de luta desses trabalhadores no enfrentamento à forma como estão sendo tratados pelos empresários e pelo governo. Essa justa rebeldia já estava latente nos canteiros de obras da região, gerando paralisações menores e mais pontuais, por fora do sindicato, nos últimos meses. Agora, em plena data-base, a luta alcançou uma unidade maior e se converteu em uma greve geral da construção civil.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Octavio Brandão e "A Classe Operária"


Octavio Brandão

 

Hoje saudamos o nascimento de Octavio Brandão, 12 de setembro de 1896. Nesse trecho do seu livro autobiográfico*, Brandão discorre sobre o trabalho com "A Classe Operária", o jornal oficial do PCB em 1925. Um século depois, mesmo considerando as novas ferramentas de comunicação,  o método exposto por Brandão, de ouvir e priorizar a classe operária, continua válido para qualquer partido que se pretenda comunista e proletário.

Octavio Brandão

A princípio, por causa da pobreza do jornal e por falta de gente para servir gratuitamente, tive de acumular os cargos e as tarefas. Fui diretor, redator, administrador, caixa, paginador, pacoteiro e expedidor de A Classe Operária. Depois apareceram auxiliares gratuitos. Mas o trabalho aumentava sempre.

Eu fazia múltiplas tarefas. Multiplicava-me. Fazia o balancete. Escrevia artigos. Ia às fábricas e oficinas. Combinava a colaboração com outros camaradas. Dedicava atenção especial as cartas e aos artigos dos trabalhadores. Passava-os a limpo, respeitando rigorosamente os originais. Punha em ordem os materiais. Ia à tipografia. Atendia aos pacoteiros. Distribuía os jornais.

Publiquei em A Classe Operária artigos e reportagens, notas e comentários. Expliquei as características do imperialismo, recorrendo aos pseudônimos de Krieg e Karl Krieg.

Fui às fábricas e oficinas do Rio de Janeiro. Aí colhi diretamente materiais concretos. Sobre esta base, publiquei reportagens a respeito das condições de vida e trabalho. Formulei as reivindicações imediatas, indicadas pelos próprios trabalhadores. Chamei-os à luta, especialmente tecelões, marítimos, ferroviários, padeiros, trabalhadores da fábrica de cigarro Souza Cruz, do Moinho Inglês, da Light, dos estaleiros das ilhas de Niterói. Escrevi no nº 5  a respeito da sobrevivências feudais do Nordeste. Inseri uma narrativa sobre "A vida de um Metalúrgico". Desmascarei a 2ª Internacional e Albert Thomas. Ataquei a estreiteza corporativista, empregando o pseudônimo de Manoel Braúna. Exaltei episódios da História do Brasil como o Quilombo dos Palmares e a bravura de Zumbi. Glorifiquei a luta de Espártaco, no nº 10, com o pseudônimo de Joao Garroeira.

*Combates e Batalhas, p. 311-312, Alfa Omega, 1978.

Edição: Página 1917

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

A juventude enfrenta o fracasso global do capitalismo

Tito Ura

10/09/2025

Nepal: manifestantes não se intimidam frente a repressão policial. (Foto: Prabim Ranabhat- AFP)

Enquanto as cinzas ainda aquecem o Parlamento nepalês, a mensagem vinda do Himalaia não é apenas de indignação local: é um alerta para uma falha sistêmica global. O governo nepalês baniu 26 plataformas de mídia social. A resposta não foram tuítes irônicos, mas 19 caixões e o palácio presidencial em chamas. Por trás da "revolta da Geração Z" não está uma moda passageira, mas a implosão do último elo que sustentava a narrativa neoliberal: a ilusão de que, mesmo que tudo falhasse, pelo menos você teria o direito de ser visto.

Capitalismo que já não distribui nem migalhas

O Nepal cresceu 4% ao ano na última década. O problema? Esse crescimento não gerou um único emprego formal líquido. Enquanto isso, a dívida média de quem estuda no exterior gira em torno de US$ 4.000 — uma fortuna em um país onde o salário médio mensal não chega a US$ 150. A única via real para a "inserção" continua sendo a migração precária: 2.000 jovens emigram todos os dias para trabalhar como mão de obra barata no Catar, Malásia ou Kuwait. O pacto era claro: "Aguente firme, endivide-se e um dia..." Mas o "um dia" se traduziu em vídeos no TikTok de filhos de ministros usando relógios de US$ 30.000. A resposta foi * #NepalGenZ * e pedras voando contra a burguesia compradora que não produz, apenas saqueia.

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