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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

A China e os negacionistas da realidade

Ney Nunes

Administração Estatal para Regulação do Mercado 


A notícia que reproduzimos abaixo, publicada pela agência oficial do governo chinês (Xinhua), é por demais esclarecedora sobre a natureza e a dinâmica do capitalismo na China. Alguns podem perguntar: será necessário esclarecer mais alguma coisa sobre essa obviedade?

Por mais incrível que pareça sim, ainda se faz necessário! 

Em tempos de redes sociais, youtubers, influencers e etc., vemos muitas dessas figuras, auto-rotuladas "de esquerda" ou "comunistas", fazendo, de forma explícita ou disfarçada, verdadeira apologia do regime chinês, colocado como modelo para solução do atraso do desenvolvimento econômico-social brasileiro. 

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Qualquer semelhança não é mera coincidência

As atrocidades cometidas pelo nazi-fascismo, que se imaginavam banidas da história da humanidade, voltam a acontecer diante dos olhos do mundo. A barbárie, como método para alcançar objetivos imperialistas de dominação dos povos e territórios, é novamente colocada em ação. Desta vez, pelos sionistas israelenses na Palestina. O martírio do povo palestino também será gravado na história como genocídio e crime contra a humanidade. Os recortes abaixo, retirados do livro de Robert Gerwarth, "O carrasco de Hitler", demonstram o quanto de similaridade existe entre o massacre dos judeus na Segunda Guerra e o martírio dos palestinos na atualidade.



Judeus deportados pela Alemanha nazista.


Palestinos bombardeados e expulsos por Israel sionista.


Em 1936, Heydrich¹ havia recrutado de sua equipe um grupo de membros jovens, preparados, autoconfiantes e comprometidos ideologicamente (Dieteer Wislicency, Herbert Hagen, Theodor Dannecker e Adolf Eichmann ) para o departamento judeu do SD², pequeno, mas em crescimento. Eles começaram a desenvolver um conceito independente e abrangente de uma Alemanha sem judeus. Pretendiam harmonizar os objetivos variados e até certo ponto conflitantes da política judaica nazista, da imigração forçada ao isolamento social e econômico e à extorsão.

[...] A palestina, explicitamente designada como um "lar nacional para o povo judeu" na Declaração Balfour, feita na Grã-Bretanha em 1917, uma declaração política formal divulgada pelo ministro do Exterior britânico, James Balfour, sobre o futuro da Palestina, continuava sendo o único território no mundo para uma imigração em grande escala de judeus e ela de fato aceitou mais imigrantes judeus alemães entre 1933 e 1936 que qualquer outro país. 

[...] Nesse outono, o SD pôs em prática sua própria iniciativa, um tanto bizarra, de acelerar a emigração sionista. Usando o dr. Franz Reichert, chefe do Serviço Alemão de Notícias em Jerusalém e informante do SD, como intermediário, os peritos em judaísmo de Heydrich fizeram contato com um certo Feivel Polkes, um judeu polonês que emigrara em 1920 para a Palestina, onde se tornara membro da organização clandestina sionista Haganá. Entre 26 de fevereiro e 2 de março de 1937, foi arranjada uma visita de Polkes a Berlim, à custa do SD, para discutir a possibilidade de a Haganá dar apoio à emigração judaica da Alemanha nazista.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Barganha imperialista e massacre dos povos

18.08.2025



Assessoria de Imprensa do Comitê Central do KKE emitiu um comunicado sobre o encontro Trump-Putin no Alasca, no qual destaca o seguinte:

O encontro entre Trump e Putin no Alasca fez parte de uma barganha imperialista. Não se baseou nos interesses dos povos ucraniano e russo, que estão pagando o preço da guerra. Em vez disso, baseou-se nos interesses dos monopólios americanos e russos, e visava expandir suas transações comerciais e aumentar seus lucros.

Por trás das belas palavras sobre "progresso nas negociações", esconde-se uma realidade sombria. A guerra imperialista na Ucrânia continua e se intensifica. A competição para dividir a Ucrânia e o resto do mundo prossegue, com os povos sendo massacrados nas linhas de frente por interesses que lhes são hostis.

Mesmo que um acordo seja alcançado em algum momento, ele será temporário e frágil, em linha com as táticas dos EUA, entre outras, de desviar sua atenção para outras áreas do mundo e onerar a UE com a maior parte do custo de manutenção desse acordo. É por isso que contradições e iniciativas concorrentes estão surgindo entre os EUA e a UE no contexto das negociações.

De qualquer forma, as causas do conflito permanecerão porque as soluções imperialistas não eliminam as causas da guerra criadas pelo sistema capitalista podre, especialmente em um momento em que a luta pela supremacia no sistema capitalista global está se intensificando.

Em última análise, são os povos que arcam com o custo das guerras, das barganhas e dos acordos temporários da burguesia, seja por meio de derramamento de sangue ou de sacrifícios econômicos, como é o caso dos povos da Europa, que são forçados a pagar € 800 bilhões pela economia de guerra e pelos preparativos.

Rejeitando as falsas esperanças e ilusões fomentadas pelos apologistas do capitalismo, nosso povo deve fortalecer a luta contra a guerra imperialista, o envolvimento da Grécia nos planos da OTAN e em negociações de qualquer tipo, e a aquisição de caros  equipamentos militares. Deve também se opor à política do governo da Nova Democracia de liderar esses planos criminosos e fortalecer sua própria luta independente para tirar o país da guerra, estabelecendo relações mutuamente benéficas com outros povos, com o povo no comando do poder.

 

Edição: Página 1917

Fonte: https://inter.kke.gr/en/articles/Statement-by-the-Press-Office-of-the-Central-Committee-of-the-KKE-on-the-Trump-Putin-meeting/

sábado, 16 de agosto de 2025

O que torna um país soberano?

Raphael Machado*

04/08/25

O USS George Washington, um dos maiores porta-aviões da Marinha dos EUA, com 90 aeronaves,  participou, ano passado, da operação Southern Seas 2024  visando fortalecer a cooperação militar com Brasil, Argentina e outros países sul-americanos. 

Desde o anúncio das tarifas trumpistas contra o Brasil, nenhuma palavra foi repetida mais do que "soberania". O presidente Lula insiste que Trump "não pode" fazer isso porque o Brasil é "soberano" e, portanto, decide seus assuntos internos (como o caso jurídico de Bolsonaro) sozinho, sem responder a nenhum outro país.

O aparato de propaganda do governo produz materiais gráficos enfatizando a “soberania brasileira” (cujos símbolos, aparentemente, seriam o Banco Itaú, o Bolsa Família e as capivaras), enquanto os apoiadores de Bolsonaro são criticados como “traidores” por buscarem subordinar o Brasil aos EUA, negando, assim, essa “soberania”.

O que fica claro é que o termo "soberania" é tomado como algo dado — uma qualidade inerente que o Brasil possui independentemente das circunstâncias. A soberania é tratada como um atributo imutável do Brasil como nação entre nações.

Bem, há duas maneiras de pensar sobre soberania.

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