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quinta-feira, 10 de outubro de 2024

O que chamam de "esquerda" ?

Ney Nunes
Outubro, 2024.

"Como é possível que forças políticas que governaram o país por uma década e meia, considerando os mandatos de Lula (2003-2010); Dilma (2011-2016) e o atual de Lula, sem tocar em nenhum dos fundamentos econômicos e políticos da dominação burguesa, pelo contrário, seguiram aprofundando a relação de subordinação e dependência com as potências capitalistas, ainda serem definidas como "esquerda"?"


O que chamam de "esquerda" ?

A mídia burguesa faz questão de definir como "de esquerda" partidos e lideranças que podem ser tudo, menos detentores de propostas de ação e programas políticos identificados com o que, até os anos oitenta do século XX, tradicionalmente era caracterizado como sendo esquerda do espectro político-ideológico: anarquistas, socialistas, comunistas e anticapitalistas em geral.

No caso brasileiro, isso chega a ser patético. Comentaristas de aluguel, obviamente a soldo da burguesia, repetem à exaustão que o PT e seus satélites "defendem pautas de esquerda", ou "Lula é a maior liderança da esquerda" e coisas do tipo. Agora mesmo, repercutindo os resultados das recentes eleições municipais, ouvimos novamente que "a esquerda foi derrotada na maioria das capitais".

Como é possível que forças políticas que governaram o país por uma década e meia, considerando os mandatos de Lula (2003-2010); Dilma (2011-2016) e o atual de Lula, sem tocar em nenhum dos fundamentos econômicos e políticos da dominação burguesa, pelo contrário, seguiram aprofundando a relação de subordinação e dependência com as potências capitalistas, ainda serem definidas como "esquerda"?

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Milhares de gregos condenam o envolvimento da Grécia nos massacres do Oriente Médio

Partido Comunista da Grécia (KKE)

 

Manifestação do KKE em Atenas, 05/10.

No sábado, 5 de outubro, milhares de pessoas e jovens participaram dos comícios convocados pela Organização do Partido em Ática do KKE ocorridos em oito regiões diferentes. As massivas passeatas condenaram o envolvimento da Grécia no massacre imperialista que transforma o país em um executor de crimes contra outros povos e o povo grego em um possível alvo de retaliação. Eles também expressaram solidariedade com os povos da Palestina e do Líbano que estão derramando seu sangue devido ao estado assassino de Israel, que conta com o apoio multiforme dos EUA-OTAN e da UE.

A participação de jovens recrutas nos comícios, que declararam sua oposição ao envolvimento do país nos planos imperialistas mortais que nada têm a ver com a defesa do país, deixou uma marca militante especial e importante.

Manifestações e protestos semelhantes ocorreram em muitas outras cidades do país.


Fonte: https://inter.kke.gr/en/articles/Thousands-of-people-in-Attica-condemned-Greeces-involvement-in-the-massacre-in-the-Middle-East/

Edição: Página 1917


 

domingo, 6 de outubro de 2024

Semeadores de ilusões

Ney Nunes



O Estado burguês e suas eleições antidemocráticas estão cada vez mais desmoralizados aos olhos do povo brasileiro, mas o oportunismo reformista não tem outra saída que não seja semear ilusões para desviar o proletariado das lutas contra a burguesia e suas instituições apodrecidas.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

O Imperialismo é Crise, Exploração, Destruição e Guerra!

Coletivo Cem Flores

02.10.2024

No final de setembro, Israel e seu governo fascista intensificou os ataques militares ao Líbano buscando generalizar a guerra para toda a região do Oriente Médio. Já são mais de mil mortos e um milhão de refugiados, ao mesmo tempo em que os territórios palestinos são devastados com o apoio norte-americano.

Na semana passada, nos Estados Unidos, ocorreu mais uma assembleia geral da organização das nações unidas. Com o cínico tema “Não deixar ninguém para trás: Agindo juntos para o avanço da paz, do desenvolvimento sustentável e da dignidade humana para as gerações presentes e futuras”, o evento na realidade foi um palco para os líderes políticos burgueses de todo o mundo expressaram a real situação do sistema imperialista hoje: um sistema atolado em profundas contradições e em plena escalada militar. Em vez de avanço da paz, o capital só tem a oferecer o avanço da barbárie.

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