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domingo, 5 de novembro de 2023

A Perseguição Política em Curso na Ucrânia e na Rússia é Inaceitável

Eurodeputados do Partido Comunista da Grécia (KKE)

COMUNICADO DE IMPRENSA - 02/11/2023

 

Deputados do KKE no Parlamento Europeu

As 88 semanas em que decorre a “fase quente” do conflito imperialista nos territórios da Ucrânia, levaram a grandes perdas de civis e soldados em ambos os lados do conflito, para os lucros dos capitalistas; um conflito que está sendo travado pelos interesses das classes burguesas da Ucrânia e da Rússia, e no qual estão envolvidos os EUA, a OTAN, a UE, bem como a China e outros.

A intenção clara da liderança política de ambos os lados é impor uma submissão completa das forças políticas aos objetivos da burguesia, em nome da “defesa da pátria”. Assim, entre as vítimas da guerra imperialista estão aquelas forças e atores políticos que, de uma forma ou de outra, se opuseram ao derramamento de sangue dos dois povos.

O KKE denuncia a dura perseguição política que foi imposta em ambos os países contra os comunistas, socialistas e outras forças de esquerda que ousaram questionar as decisões dos governos burgueses.

Independentemente das suas opiniões, expressamos a nossa solidariedade a Maxim Goldarb, chefe do partido “União das Forças de Esquerda – Por um Novo Socialismo” na Ucrânia, bem como ao escritor e jornalista socialdemocrata russo Boris Kagarlitsky, ambos sendo perseguidos pelas autoridades repressivas dos seus países com base em acusações forjadas e inaceitáveis.

Exigimos o fim da sua perseguição e o levantamento de todas as restrições e proibições políticas impostas em ambos os países desde o início da guerra imperialista.

Não estamos do lado dos imperialistas, estamos do lado dos povos!


Fonte: https://inter.kke.gr/en/articles/The-ongoing-political-persecution-in-Ukraine-and-Russia-is-unacceptable/   


Edição: Página 1917

 



 

Israel e EUA aprofundam o massacre ao povo palestino

Não devemos ter dúvidas de que o lado das classes trabalhadoras nesse conflito é o lado da resistência palestina contra a ocupação israelense.

Gaza destruída pelos bombardeios do Estado terrorista israelense.


Cem Flores

03.11.2023


UM CONFLITO QUE NÃO COMEÇOU COM OS ATAQUES DE 7 DE OUTUBRO


Como toda a mídia tem noticiado, o conflito entre Israel e Palestina está vivendo mais um período extremamente violento. Segundo essa mesma mídia e o governo de Israel, tudo começou quando, no dia 7 de outubro, diversas forças de resistência palestinas realizaram ataques militares com milhares de foguetes e rompimento de cercos contra esse país. Uma ação militar que, ao longo desse conflito de mais de 75 anos, atingiu profundamente o sionismo israelense instaurando o pânico nas forças de dominação.

Parece assim que os/as palestinos/as são terroristas, que escolheram a violência por livre e espontânea vontade; que seu objetivo é atacar civis inocentes etc. Mas isso é uma distorção ideológica da verdade que os opressores sempre fazem para difamar a resistência dos oprimidos. Quando uma população da periferia do Brasil se revolta com as frequentes chacinas da polícia, a televisão sempre acusa a população pobre de baderneira, quando não bandida ou coisa pior. A mesma coisa acontece com a luta palestina!

O 7 de outubro foi uma reação dos/as palestinos/as contra a violência contínua que seu povo sofre nas mãos de Israel. Há décadas os/as palestinos/as são removidos/as de suas terras, vivem em verdadeiras prisões a céu aberto e são presos/as, torturados/as e mortos/as aos milhares. Toda tentativa de acordo de paz foi rompida por Israel nos últimos anos, levando os/as palestinos/as a resistir como podem.

terça-feira, 31 de outubro de 2023

O Conflito Militar Israel-Palestina

Dimitris Koutsoumbas

21/10/23

Gaza bombardeada pelo Estado sionista israelense. 

A ofensiva terrestre de Israel na Faixa de Gaza desencadeará uma conflagração geral na região e, de um modo mais geral, à escala global. Esta questão foi corretamente abordada na recente reunião plenária do CC do KKE. O CC reafirmou as posições públicas do Partido, tal como se refletiram nos comunicados de imprensa do Gabinete de Imprensa, nas intervenções dos seus deputados nos Parlamentos Grego e Europeu, bem como nas suas ações no movimento de massas.

As potências regionais e internacionais – estados capitalistas envolvidos no conflito no Médio Oriente

Eles podem ser agrupados aproximadamente nas seguintes categorias:

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Genocídio e Imperialismo

Ney Nunes

30/10/2023

 Criança atingida em Gaza (© AP Photo / Hatem Ali)

     O chefe do Estado terrorista Israelense, o sionista Benjamin Netanyahu, declarou hoje que não vai parar os bombardeios sobre os dois milhões e trezentos mil habitantes de Gaza, na Palestina. O genocida conta com aval político e militar da principal potência imperialista, os Estados Unidos, para prosseguir com o massacre que já ceifou a vida de 8,3 mil palestinos, entre os quais, mais de 3 mil são crianças.(1) Netanyahu, também recebe apoio de um outro bloco imperialista, a União Europeia, para prosseguir com a carnificina.

    O genocídio praticado por Israel contra os palestinos é parte integrante desse sistema de exploração e opressão dos povos pelas potências capitalistas, o capitalismo na sua fase imperialista, e a História nos mostra que esse sistema nos levou até duas guerras mundiais. Hoje, a gravidade dos conflitos bélicos em curso no mundo indicam que a terceira guerra pode estar bem mais próxima do que poderíamos imaginar.

    O propalado mundo multipolar, por si só, não oferece nenhuma perspectiva de resolução desses conflitos e de garantia da paz. A multipolaridade sob a égide do sistema imperialista se constitui, na verdade, em mais um fator de acirramento das disputas interimperialistas e nunca é demais lembrar que duas Guerras Mundiais foram deflagradas justamente no contexto de um mundo multipolar. A paz duradoura entre os povos não tem chance de viabilidade enquanto perdurar a hegemonia dos interesses dos oligopólios empresariais, característica determinante da época imperialista.

    O genocídio em Gaza é prenúncio da barbárie que aguarda a humanidade. A única forma de evitá-la é avançarmos decididos no combate pela imediata suspensão do morticínio praticado por Israel na Palestina e na luta estratégica pela derrocada do capitalismo no mundo.


(1)https://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/ultimo_momento/2023/10/30/numero-de-mortos-em-gaza-ultrapassa-marca-de-83-mil_69f1297e-d28b-4fba-b80a-5b0580b078dc.html


Edição: Página 1917



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