Carlos Aquino*
22/05/2023
![]() |
| Carlos Aquino |
Há pouco mais de 52 anos, no ato de instalação do 4º Congresso do Partido Comunista da Venezuela (PCV), em 23 de janeiro de 1971, Manuel Taborda, veterano dirigente operário comunista, finalizou seu discurso com uma frase lapidar: “Este partido ninguém destrói!” [1] .
Naquela época, a proclamação tinha uma conotação especial devido às recentes, significativas e traumáticas divisões sofridas pelo PCV com a vanguardismo guerrilheiro, no final dos anos 1960, e logo depois com o social-reformismo no início dos anos 1970.
Passado o tempo, os pecevistas atuais a levantam automaticamente como clichê, a recitam como um mantra, a repetem com tintas de imutabilidade catequética ou de desígnio divino. Por esta razão, a diferenciação entre comunista e pecevista não é casual, mas necessária, pois o primeiro possui o conhecimento, a ética, a consciência de classe e a coerência que devem distinguir aqueles que assumem a doutrina marxista-leninista, enquanto o segundo exige apenas ser membro do PCV – que, embora mantenha o nome, há décadas deixou de ser um verdadeiro Partido Comunista.



