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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

A agressão imperialista dos EUA ao povo venezuelano e o agravamento das contradições interimperialistas

Cem Flores

04/01/26

No mesmo dia da agressão imperialista na Venezuela, protestos em solidariedade ao povo venezuelano e contra o imperialismo ianque ocorreram em Cuba, Grécia, EUA, Índia, entre outros países. Todo apoio à resistência do povo venezuelano!

Após anos de ameaças, sanções e tentativas de golpes, intensificadas nos últimos meses com saques, cercos e ataques militares, os EUA bombardearam o território venezuelano e sequestraram o presidente e a primeira-dama do país na madrugada do dia 3 de janeiro. Essa gravíssima agressão ao povo venezuelano foi realizada por meio de uma ampla operação militar por mar, terra e ar e atingiu sobretudo alvos na capital Caracas. Até o momento, estima-se que dezenas de venezuelanos, civis e militares, morreram nos ataques. Maduro apareceu horas depois, preso em solo norte-americano, e deve ser julgado, em escandalosa intervenção em um país soberano.

Ainda há várias questões sem esclarecimento. Entre elas, não se sabe ainda sobre prováveis traições e o nível de colaboração interna para que a operação imperialista ocorresse com sucesso. De toda forma, é possível de imediato apontar os limites do “bolivarianismo” que, em vez de saída revolucionária e socialista para as graves e sucessivas crises econômicas e políticas, apostou em tentativas de estabilização interna sob apoio de parcelas da burguesia interna e de outras potências imperialistas, o que ampliou a desigualdade, e fomentou ilusões e vacilações quanto à ameaça representada pelos governos Trump. Uma coisa é certa: caso os próprios trabalhadores não tomem as rédeas da resistência anti-imperialista, qualquer que seja o desenlace desse ataque será prejudicial a eles!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

O marxismo é guerra contra a escravidão assalariada*

Lenin

"De uma forma ou de outra, toda a ciência oficial e liberal defende a escravidão assalariada, enquanto o marxismo declarou uma guerra implacável a essa escravidão. Esperar que a ciência fosse imparcial numa sociedade de escravidão assalariada seria uma ingenuidade tão pueril como esperar que os fabricantes sejam imparciais quanto à questão da conveniência de aumentar os salários dos operários diminuindo os lucros do capital."

 


[...] A teoria da mais-valia constitui a pedra angular da teoria econômica de Marx.

O capital, criado pelo trabalho do operário, oprime o operário, arruína o pequeno patrão e cria um exército de desempregados. Na indústria, é imediatamente visível o triunfo da grande produção; mas também na agricultura deparamos com o mesmo fenômeno: aumenta a superioridade da grande exploração agrícola capitalista, cresce o emprego de maquinaria, a propriedade camponesa cai nas garras do capital financeiro, declina e arruína-se sob o peso da técnica atrasada. Na agricultura, o declínio da pequena produção reveste-se de outras formas, mas esse declínio é um fato indiscutível.

Esmagando a pequena produção, o capital faz aumentar a produtividade do trabalho e cria uma situação de monopólio para os consórcios dos grandes capitalistas. A própria produção vai adquirindo cada vez mais um caráter social – centenas de milhares e milhões de operários são reunidos num organismo econômico coordenado – enquanto um punhado de capitalistas se apropria do produto do trabalho comum. Crescem a anarquia da produção, as crises, a corrida louca aos mercados, a escassez de meios de subsistência para as massas da população.

Ao fazer aumentar a dependência dos operários relativamente ao capital, o regime capitalista cria a grande força do trabalho unido.

Marx traçou o desenvolvimento do capitalismo desde os primeiros germes da economia mercantil, desde a troca simples, até às suas formas superiores, até à grande produção.

E de ano para ano a experiência de todos os países capitalistas, tanto os velhos como os novos, faz ver claramente a um número cada vez maior de operários a justeza desta doutrina de Marx.

O capitalismo venceu no mundo inteiro, mas, esta vitória não é mais do que o prelúdio do triunfo do trabalho sobre o capital.

[...] Os homens sempre foram em política vítimas ingênuas do engano dos outros e do próprio e continuarão a sê-lo enquanto não aprendem a descobrir por trás de todas as frases, declarações e promessas morais, religiosas, políticas e sociais, os interesses de uma ou de outra classe. Os partidários de reformas e melhoramentos ver-se-ão sempre enganados pelos defensores do velho, enquanto não compreenderem que toda a instituição velha, por mais bárbara e apodrecida que pareça, se mantém pela força de umas ou de outras classes dominantes. E para vencer a resistência dessas classes só há um meio: encontrar na própria sociedade que nos rodeia, educar e organizar para a luta, os elementos que possam — e, pela sua situação social, devam — formar a força capaz de varrer o velho e criar o novo.

Só o materialismo filosófico de Marx indicou ao proletariado a saída da escravidão espiritual em que vegetaram até hoje todas as classes oprimidas. Só a teoria econômica de Marx explicou a situação real do proletariado no conjunto do regime capitalista.

Fonte: As Três Fontes e as Três partes Constitutivas do Marxismo, Lenin, 1913.

Edição: Página 1917

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Não à criminalização da ideologia comunista e da luta pela derrubada da barbárie capitalista

Seção de Relações Internacionais do Comitê Central do KKE

18 de dezembro de 2025


Militantes marxistas presos e condenados na Rússia.


A decisão das autoridades russas de condenar membros de um círculo marxista a penas de prisão que variam de 16 a 22 anos, com base na conclusão absurda e perigosa de uma comissão de especialistas que caracterizou a obra de Lenin, "O Estado e a Revolução", como um "manual terrorista", é completamente inaceitável e atesta o declínio do poder burguês na Rússia em direção ao anticomunismo e à antidemocracia. O uso, pelo sistema judiciário burguês russo, para seus próprios fins, da definição de dicionário do lexema "revolução" e a caracterização da "ideologia do socialismo" – "todo o poder aos Sovietes", "a criação dos Sovietes" – como uma "ideologia extremista" que "atesta à natureza violenta da mudança nos fundamentos do regime vigente" demonstram os esforços implacáveis ​​das autoridades burguesas para denegrir a revolução e o socialismo, bem como para suprimir a menor atividade política que questione a escolha política da burguesia e vise derrubar o bárbaro sistema capitalista.

Essa decisão judicial é mais um elo na cadeia de políticas anticomunistas da burguesia russa.

Merece destaque, em separado, a reunião de organizações fascistas de todo o mundo, que incluiu também representantes do partido nazista grego Aurora Dourada; a criação de uma escola política em uma universidade estatal, batizada em homenagem ao filósofo fascista russo Ivan Ilyin; e os argumentos antissoviéticos e anticomunistas usados ​​por Vladimir Putin para lançar a inaceitável invasão russa da Ucrânia em 2022, que se tornou o início formal de uma guerra imperialista que continua até hoje, na qual centenas de milhares de jovens da Ucrânia e da Rússia, em sua maioria de famílias pobres, morrem pelos interesses dos capitalistas.

O KKE condena veementemente este veredicto inaceitável, comparável a julgamentos e proibições anticomunistas semelhantes na Ucrânia, à recente proibição do Partido Comunista Polonês na Polônia e à "semana do anticomunismo" declarada por Trump, e salienta que o anticomunismo não é exclusivamente uma "ferramenta" do bloco imperialista euro-atlântico, podendo ser utilizado pelo poder burguês da Rússia capitalista sempre que julgar necessário, apesar de a liderança russa alegar estar travando uma "guerra antifascista" e, todos os anos, em 9 de maio, tentar especular sobre a vitória da URSS e dos movimentos partidários sobre o nazismo, que é um produto do capitalismo.

Exigimos a libertação imediata dos membros condenados do círculo marxista e o fim da perseguição política anticomunista. Deixem os comunistas em paz!

Edição: Página 1917

Fonte: https://inter.kke.gr/en/m-article/No-to-the-criminalization-of-communist-ideology-and-the-struggles-for-the-social-overthrow-of-capitalist-barbarity/




terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Farsa da “Democracia” nos Conselhos de Administração

Participação dos Trabalhadores como Propaganda Capitalista. A “democracia” nos Conselhos de Administração é, hoje, um instrumento de dominação.

Felipe Coutinho*

12/2025



A participação dos trabalhadores em Conselhos de Administração (CA) de empresas, sejam estatais ou privadas, é frequentemente celebrada como um avanço democrático no mundo corporativo. No entanto, uma análise crítica revela que essa prática não passa de uma cortina de fumaça, uma encenação destinada a mascarar a dominação capitalista enquanto mantém intactas as estruturas de poder.

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