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sábado, 11 de outubro de 2025

O 'Plano de cessar-fogo' de Trump em Gaza: uma declaração de extermínio organizado, não de paz

Declaração emitida pelo Partido Comunista Palestino

04\10\2025



Ó massas do nosso povo em luta,

O que está sendo comercializado como "plano de cessar-fogo de Trump" não é uma solução nem uma iniciativa de paz. É um projeto imperial que visa liquidar a causa palestina e legitimar massacres contra nosso povo em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém. Tentativas de apresentar esse plano como um "acordo" nada mais são do que uma declaração de extermínio organizado com o objetivo de subjugar nosso povo e consolidar a ocupação sob disfarce diplomático e econômico.

O povo palestino, que resistiu por décadas às políticas de desenraizamento, limpeza e deslocamento forçado, não aceitará ser excluído de nenhuma decisão que diga respeito ao seu destino, nem permitirá que seu sofrimento seja transformado em acordos entre criminosos de guerra como Trump e Netanyahu e seus apoiadores reacionários.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Carta de Despedida de Che Guevara

Ernesto 'Che' Guevara

1965

Che Guevara, em março de 1960.


 Fidel

Neste momento lembro-me de muitas coisas - de quando o conheci no México, na casa de Maria Antonia, quando me propôs juntar-me a você; de todas as tensões causadas pelos preparativos.

Um dia vieram me perguntar quem devia ser notificado em caso de morte, e a possibilidade real desse fato causou um impacto. Mais tarde, soubemos que era verdade, que numa revolução se vence ou se morre (se ela for autêntica).

Atualmente, tudo tem um tom menos dramático, porque somos mais maduros. Mas o fato se repete. Sinto que cumpri com a parte do meu dever que me prendia à revolução cubana em seu território e me despeço de você, dos camaradas, do seu povo, que agora é meu.

Renuncio formalmente a meus cargos no Partido, a meu posto de ministro, à minha patente de comandante e à minha cidadania cubana. Legalmente nada me vincula a Cuba, só laços de outra ordem que não se podem quebrar com nomeações.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

VENEZUELA NA MIRA DOS EUA

André Lavinas 

Navios dos EUA na costa venezuelana: agressão imperialista.


Os EUA estão na iminência de realizarem um ataque massivo contra alvos militares e civis na Venezuela. Em agosto de 2025, os EUA  enviaram destróieres e navios anfíbios¹ com milhares de soldados e equipamentos que podem ser usados num desembarque em território venezuelano e desde o início de setembro deste ano vem aumentando o contingente de aeronaves de ataque, como o F35, nas suas bases em Porto Rico².


Este movimento de Trump enviando um contingente militar para as águas internacionais próximas à costa da Venezuela tem como pretexto o combate aos cartéis de traficantes de drogas que estariam atuando sob o guarda-chuva do governo bolivariano. Mas esta justificativa não poderia estar mais longe da realidade.

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Plano de Donald Trump é continuação da guerra

Abu Ali Hassan, Membro do Comitê Central Geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina.



• O plano de Donald Trump é uma receita para administrar a guerra, não para encerrá-la, e ataca o reconhecimento internacional do Estado palestino, além de ser uma tentativa desesperada de separar Gaza da entidade e da geopolítica palestina.

• O plano mina o princípio do direito à autodeterminação  do nosso povo e o empurra para a tutela internacional, o que significa perpetuar o colonialismo em novas formas.

• O plano foi elaborado para salvar a ocupação que fracassou durante dois anos em atingir seus objetivos políticos e militares por meio da guerra.

• Trump deu à ocupação tempo suficiente para alcançar seus objetivos sem êxito, e o plano é uma intervenção política para atingir os objetivos militares da guerra.

• O plano coloca nosso povo entre duas opções: ou guerra ou guerra, e em ambos os casos não há nada mais do que legitimar a continuação da guerra.

• O plano é expressão de uma conspiração em participam também atores internacionais e árabes para sonegar os direitos do povo palestino e derrotar sua resistência.


Edição: Página 1917


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