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quinta-feira, 31 de julho de 2025

Governo grego reprime mobilizações populares contra os crimes de Israel

Partido Comunista da Grécia (KKE)




O governo grego, capitaneado pela Nova Democracia, está intensificando seus ataques e a repressão aos protestos populares que denunciam os crimes israelenses em Gaza e na Cisjordânia. Esses protestos expressam solidariedade ao povo palestino e exigem o fim de todo o apoio do governo grego ao Estado assassino de Israel, bem como o fim de todas as relações com ele (militares, políticas e econômicas).

Chegou até mesmo a ativar a lei antirracismo, que confirma as advertências do KKE de que, uma vez votada no Parlamento, acabaria se voltando contra o povo e suas mobilizações. A tentativa vergonhosa do governo e de outras autoridades de rotular qualquer pessoa que se manifeste em apoio à Palestina e denuncie os planos criminosos de Israel e seus aliados como antissemita continua em andamento.

O Ministro da Justiça, G. Floridis, sentiu a necessidade de defender os assassinos do povo palestino e a "aliança estratégica" da burguesia grega com Israel ao discursar no Parlamento. Ele chegou ao ponto de acusar aqueles que reagiram ao massacre de palestinos e participaram de manifestações de solidariedade ao sofrido povo palestino de "minar a aliança estratégica" com Israel e de trabalhar "em favor da Turquia"!

segunda-feira, 21 de julho de 2025

“O Imperialismo é Crise, Exploração, Destruição e Guerra!”.

Seus coveiros serão as classes trabalhadoras e os povos oprimidos de todos os países!

Cem Flores

11/07/2025

sob o capitalismo não se concebe outro fundamento para a partilha das esferas de influência, dos interesses, das colônias, etc., além da força de quem participa na divisão, a força econômica geral, financeira, militar, etc.

Lênin. O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo (1916).

Irã respondeu com seus misseis aos ataques israelenses. 

(1ª  parte)

  1. As agressões imperialistas dos EUA, potência imperialista hegemônica, porém em declínio relativo.

Neste primeiro quarto do século 21, o mundo vive permanentemente sob guerras imperialistas e sob constantes ameaças de guerras imperialistas. O principal agressor, de longe, é o imperialismo dos EUA – principal potência imperialista mundial sob todos os aspectos (econômico, financeiro, tecnológico, militar, ideológico etc.), mas em declínio relativo, especialmente diante da ascensão do imperialismo chinês.

Apenas neste século, os EUA participaram da guerra do Afeganistão (2001-21), encerrada com a vitória do Talibã; guerra do Iraque (2003-11), que resultou na derrubada do governo e destruição do país, seguida de intervenção militar (2014-21); guerra da Líbia (2011), igualmente destruindo o país e derrubando o governo, com nova intervenção (2015-19); e guerra civil da Síria (2014 até hoje), com o mesmo objetivo de derrubar o governo ao custo de destruir o país. Uma operação militar dos EUA, iniciada em 2007, afetou de uma só vez Argélia, Chade, Mali, Mauritânia, Níger, Senegal, Nigéria e Marrocos. Também ocorreram intervenções militares nas Filipinas (2002-17) e no Paquistão (2004-18); em Uganda, Congo, Sudão do Sul e República Centro-Africana (2011-17); na Nigéria (2013-24), nos Camarões (2015), na Somália (2007 até hoje) e no Iêmen (2002 até hoje).

Os EUA são o principal país fornecedor de armas e financiador da Ucrânia na guerra interimperialista com a Rússia (2022 até hoje). Muito embora Trump minta dizendo que esses gastos chegariam a quase R$2 trilhões (US$350 bilhões), o número oficial do departamento de defesa dos EUA é algo como metade disso (R$ 1 trilhão, ou US$ 183 bilhões). Institutos independentes reduziram esse valor para menos de R$ 700 bilhões (US$ 120 bilhões), enquanto estudo que considera o real valor presente das armas fornecidas (muitas já fora de uso pelas forças armadas dos EUA) e a destinação direta para a Ucrânia reduziram ainda mais esse valor para R$ 280 bilhões (US$ 51 bilhões).

terça-feira, 15 de julho de 2025

Carga letal destinada a continuar o massacre em Gaza foi bloqueada no Pireu

Partido Comunista da Grécia (KKE)


Manifestação liderada pelos estivadores de solidariedade ativa aos palestinos.


Em 14 de julho, membros do sindicato dos estivadores do Pireu, juntamente com sindicatos e organizações de massa do Pireu, realizaram uma grande manifestação, começando cedo pela manhã nos píeres 2 e 3 do porto do Pireu, para bloquear o transporte de carga militar para Israel.

Falando no comício, Markos Bekris , presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Movimentação de Contêineres nos Píeres do Pireu (ENEDEP) e do Centro Trabalhista do Pireu, deixou claro que o porto do Pireu não se tornaria um palco para o massacre do povo palestino ou para o envolvimento em guerras imperialistas.

Nos últimos dias, surgiram informações de que o navio Ever Golden estava pronto para zarpar com cinco contêineres com destino a Haifa. É provável que a carga tenha sido transferida e agora esteja no Cosco Shipping Pisces, que deve chegar na quarta-feira à noite. Faremos novas verificações como União ENEDEP”, afirmou. “Nossas mãos serão manchadas apenas pelo nosso trabalho árduo, não pelo sangue dos palestinos. Da última vez, quando paramos o navio que transportava balas, deixamos claro que o porto não se tornará um centro de transporte de material bélico, uma questão que diz respeito a todos nós, a toda a população da região”, acrescentou, anunciando que os manifestantes convocam uma nova manifestação na quarta-feira, às 22h. “Temos a responsabilidade de não nos tornarmos vítimas da guerra. Uma delegação irá confirmar que esta carga não está no Ever Golden. Faremos o mesmo com o outro navio. É importante que todos estejam presentes. Sem envolvimento, sem participação na guerra! Liberdade para a Palestina!”, concluiu M. Bekris.


Edição: Página 1917

Vivendo o inimaginável: um testemunho sobre Gaza

Dr. Yasser Abu Jamei *

"Não é aceitável que os líderes da comunidade internacional estejam apenas a observar e a falar. Eles não fazem nada além de anúncios ou declarações ou enviar relatórios e não tomam nenhuma atitude séria."  

   

Crianças palestinas nas ruas de Deir al Balah. Foto: UNICEF.


Como você oferece cuidados de saúde mental a pessoas que estão sendo aniquiladas? É uma pergunta que me fazem constantemente como psiquiatra em Gaza, e que assombra todas as interações que eu e outros clínicos temos com as crianças e famílias que atendemos. A resposta, aprendi após 20 meses de genocídio, é ao mesmo tempo mais simples e mais complexa do que qualquer um imagina.

Nos meus 20 anos como profissional de saúde mental em Gaza, pensei que entendia o trauma. Então, chegou outubro de 2023, e tudo o que eu sabia sobre cura, resiliência e esperança foi testado contra uma máquina de aniquilação que opera 24 horas por dia, 365 dias por ano.

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