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| Manifestação liderada pelos estivadores de solidariedade ativa aos palestinos. |
Notícias e análises sobre temas históricos e da atualidade, abordando história, economia, política e relações internacionais a partir da perspectiva marxista-leninista e das lutas dos trabalhadores contra a exploração capitalista.
terça-feira, 15 de julho de 2025
Carga letal destinada a continuar o massacre em Gaza foi bloqueada no Pireu
Vivendo o inimaginável: um testemunho sobre Gaza
Dr. Yasser Abu Jamei *
"Não é aceitável que os líderes da comunidade internacional estejam apenas a observar e a falar. Eles não fazem nada além de anúncios ou declarações ou enviar relatórios e não tomam nenhuma atitude séria."
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| Crianças palestinas nas ruas de Deir al Balah. Foto: UNICEF. |
Como você oferece cuidados de saúde mental a pessoas que estão sendo aniquiladas? É uma pergunta que me fazem constantemente como psiquiatra em Gaza, e que assombra todas as interações que eu e outros clínicos temos com as crianças e famílias que atendemos. A resposta, aprendi após 20 meses de genocídio, é ao mesmo tempo mais simples e mais complexa do que qualquer um imagina.
Nos meus 20 anos como profissional de saúde mental em Gaza, pensei que entendia o trauma. Então, chegou outubro de 2023, e tudo o que eu sabia sobre cura, resiliência e esperança foi testado contra uma máquina de aniquilação que opera 24 horas por dia, 365 dias por ano.
sexta-feira, 11 de julho de 2025
Uma verificação da realidade sobre Trump e o fascismo
Stansfield Smith*
11.07.25

Milícia fascista na Itália de Mussolini, os Camisas Negras.
Com o segundo mandato de Trump, muita gente que exibe credenciais de esquerda proclama novamente que o fascismo está de volta, depois de termos votado contra o fascismo (!) em 2020. A cada quatro anos, ouvimos a história repetir-se: "esta eleição é a mais importante da nossa vida". Os republicanos são o novo fascismo, os democratas são o mal menor. Não importa que interesses monopolistas financiem ambos os partidos e ditem as suas políticas. Não importa que o democrata Biden tenha dado sinal verde para o massacre em curso em Gaza. Não importa que Biden tenha deportado mais do que Trump. Não importa que todos os anos a polícia tenha matado mais sob Biden do que sob Trump. Trump é a figura de Hitler, não Biden.
Então, mais uma vez , é hora de uma verificação da realidade do fascismo efetivamente existente.
O fascismo realmente existente na Alemanha de Hitler
O governo de Hitler começou em 30 de janeiro de 1933 mas, mesmo antes disso, o clima político da Alemanha não se assemelhava ao nosso. No verão de 1932, a Alemanha, então com 66 milhões de habitantes, tinha 30% de desemprego, acima dos 8,5% de 1929; a produção industrial tinha caído 42% e 40% dos trabalhadores estava desempregado ou a trabalhar com jornada reduzida.
Os três partidos concorrentes às eleições de julho de 1932 eram o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães [nazis], os sociais-democratas e os comunistas – cada um conquistando milhões de votos. O Partido Comunista Alemão, o maior da Europa, contava com 360 000 membros e possuía as suas próprias organizações paramilitares. O Partido Social-Democrata tinha um milhão de membros, muitos no seu próprio grupo paramilitar. Os nazis somavam 1,5 milhão de membros, com 445 000 paramilitares, os camisas-castanhas.
Claramente, essa realidade não tem relação com os EUA de hoje: não temos desemprego em massa, muito menos partidos fascistas, comunistas e social-democratas como principais candidatos ao poder. Na Alemanha, socialismo ou fascismo – ou três versões de "socialismo" – apresentaram-se como alternativas nas eleições. Aqui, podemos escolher um partido tradicional dos monopólios comandado pelo 1% e escolher outro "do outro lado do corredor".
quinta-feira, 10 de julho de 2025
Ofensiva imperialista e burguesia subalterna
Ney Nunes
Ofensiva imperialista e burguesia subalterna
A mais recente ameaça, enviada através de uma carta do Presidente dos EUA, Donald Trump, ao governo Lula, comunicando a imposição da tarifa de 50% aos produtos brasileiros, agitou os meios políticos, empresariais e midiáticos em todo o país. Ela se insere no contexto da persistente crise da economia capitalista que se arrasta desde 2008 com o estouro da bolha imobiliária norte-americana e das suas consequências, entre as quais, a mais determinante é a crescente e acirrada disputa interimperialista entre as principais potências mundiais.
A imposição de sanções econômicas e o protecionismo desenfreado fazem parte do arsenal da disputa pela hegemonia no sistema imperialista. A União Europeia e os EUA vêm fazendo uso desse arsenal com cada vez mais intensidade, configurando a antessala do conflito bélico mundial que se desenha no horizonte geopolítico. Não por acaso, os gastos militares das grandes potências apresentaram vertiginosa subida nos últimos anos e os planos são de continuarem aumentando, num claro preparativo para a próxima etapa da disputa interimperialista.


