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sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Greve Geral na Grécia

Uma mensagem de revolta dos trabalhadores por salários e rendimentos dignos, contra o envolvimento do nosso país na guerra.

Partido Comunista da Grécia (KKE)

Um mar de pessoas inundou as ruas de Atenas e outras cidades da Grécia em 20 de novembro de 2024 .

Trabalhadores gregos contra o arrocho e a guerra.

Milhares de grevistas, que participaram da greve nacional de 24 horas dos sindicatos dos setores público e privado da economia, apresentaram suas justas reivindicações. Eles exigiram aumentos salariais, dinheiro para os sistemas de saúde e educação públicos e para que a Grécia saísse dos matadouros de guerra.

O militarismo e as próximas guerras

István Mészáros*

2003


Palestina: genocídio e destruição confirmam o avanço da barbárie. 



[...] A produção militarista, hoje em dia primariamente personificada no "complexo militar-industrial", não é uma entidade independente, regulada por forças militaristas autônomas que são também responsáveis pelas guerras. Rosa Luxemburgo foi a primeira a colocar estas relações na sua perspectiva correta, já em 1913, na sua obra clássica "A Acumulação do Capital", publicada em inglês cinquenta anos mais tarde, e na qual a autora sublinhava profeticamente, há noventa anos, a crescente importância da produção militarista, sublinhando que:

Em última análise, o próprio capital controla este movimento automático e rítmico de produção militarista através da ação legislativa e de uma imprensa cuja função consiste em moldar a chamada “opinião pública”. É por isso que este domínio particular da acumulação capitalista parece capaz de expansão ilimitada.

Estamos, por conseguinte, preocupados com um conjunto de indeterminações que devem ser encaradas como partes de um sistema orgânico. Se queremos lutar contra a guerra enquanto mecanismo de governo mundial, como o devemos fazer, a fim de salvaguardar a nossa própria existência, temos de situar as mudanças históricas que tiveram lugar nas últimas décadas no seu quadro causal próprio. A concepção de um Estado nacional superpoderoso, que controlaria todos os outros, seguindo os imperativos imanentes da lógica do capital, só pode conduzir ao suicídio da Humanidade. Ao mesmo tempo, deve também reconhecer-se que a contradição aparentemente insolúvel entre aspirações nacionais — que explodem ciclicamente em antagonismos devastadores — e internacionalismo só pode ser resolvida se for regulada numa base totalmente equitativa, o que é completamente inconcebível na ordem hierarquicamente estruturada do capital.

terça-feira, 19 de novembro de 2024

A Grécia deve ser imediatamente afastada da guerra imperialista na Ucrânia.

O governo ND não tem legitimidade para arrastar o povo e o país para o massacre.
Gabinete de Imprensa do CC do Partido Comunista da Grécia (KKE), 19/11/2024.



Por ocasião do primeiro ataque realizado pelas forças armadas ucranianas em uma área de fronteira dentro do território russo com um míssil ATACMS de longo alcance, o Gabinete de Imprensa do KKE relata o seguinte:

"Após a permissão dos EUA e da OTAN para o regime de Zelensky usar mísseis de longo alcance da OTAN contra a Rússia e a subsequente atualização da Doutrina Nuclear da Rússia para "usar armas nucleares caso ela ou seu aliado sejam atacados com armas não nucleares", é óbvio que a guerra imperialista na Ucrânia entre a OTAN e a Rússia atingiu um novo nível de escalada e possível generalização com consequências imprevistas para os povos.

A China de Mao a Xi Jinping*

Renildo Souza**

"Ao tratarmos de China, discutindo capitalismo e socialismo, é indispensável escaparmos do dogmatismo, da mente fechada, das interpretações simplistas ou até mesmo das elucubrações fantásticas dos que se contentam em proclamar insistentemente, como exercício de autoconvencimento, de que a China é socialista."

 



[...] Aqui, cabem algumas advertência e ressalvas sobre a avaliação do período das reformas. A análise parcial, economicista e convencional dos prisioneiros das ilusões sobre a China mostra-se contraproducente, porque mascara a natureza daquela formação social, isola a economia das suas relações sociais gerais e de longo prazo e bloqueia a apreensão dos processos reais do capitalismo do século XXI. A recusa de compreensão da totalidade dos múltiplos aspectos e contradições sociais fundamentais do processo chinês é uma perspectiva epistemológica estranha ao materialismo histórico. Ademais, essa atitude é uma forma de desarmar a crítica social, que é indispensável para compreensão do pós-capitalismo. Ao tratarmos de China, discutindo capitalismo e socialismo, é indispensável escaparmos do dogmatismo, da mente fechada, das interpretações simplistas ou até mesmo das elucubrações fantásticas dos que se contentam em proclamar insistentemente, como exercício de autoconvencimento, de que a China é socialista.

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