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terça-feira, 20 de agosto de 2024

A violência contra as massas oprimidas avança também no campo

Boletim Que Fazer – Agosto de 2024



A violência do capitalismo no Brasil

Os mais recentes dados sobre a violência e repressão no país demonstram que o capitalismo no Brasil continua realizando uma verdadeira guerra contra as massas exploradas. Essa guerra visa manter a opressão de classe burguesa, reprimir as tentativas de revolta das massas e gerar as condições necessárias para a burguesia arrancar o seu lucro por meio de nosso suor e nosso sangue.

Nas cidades, as polícias continuam suas chacinas e o encarceramento em massa nas periferias, sobretudo contra a população trabalhadora. Atualmente, o estado assassina cerca de 6 mil pessoas por ano no Brasil. Fora os massacres causados pelas milícias e empresas do crime organizado. Hoje são mais de 850 mil pessoas presas, o que significa uma das maiores populações carcerárias do mundo. Números de uma verdadeira guerra.

Essa violência e repressão também permanece de forma brutal no campo e na floresta. Nessas regiões, trata-se também do confisco e exploração de terras, água e riquezas naturais de povos indígenas, quilombolas e camponeses. Seja por meio de milícias privadas ou pelos braços oficiais do estado. De qualquer forma, toda essa violência tem a mesma origem: as classes dominantes e a exploração que elas impõem!

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

XX Congresso do PCUS

Francisco Martins Rodrigues

2006

Passam 50 anos sobre o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS). Com as suas críticas aos “graves erros” de Stalin, a declaração da “coexistência pacífica” com o imperialismo e o anúncio da “passagem pacífica ao socialismo” nas democracias burguesas, através da colaboração entre comunistas e social­democratas, o congresso desencadeou um terramoto no já cambaleante movimento comunista.


Kruschov discursa no XX Congresso do PCUS.

Kruschov justificava o seu “leninismo criador” com a “nova situação internacional criada pela força do campo socialista e pelo declínio do imperialismo”. Mas o otimismo aparente disfarçava mal a mudança de campo: o antagonismo e a vigilância que até aí animara os comunistas face ao imperialismo e à reação passavam a ser descartados como “sectarismo”.

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Quem possui e controla o capital globalmente?

Albina Gibadullina*

Desde a década de 1980, as finanças dos EUA cresceram desproporcionalmente em poder e influência, à medida que os fundos de investimento americanos se tornaram os maiores acionistas das corporações americanas, administrando dezenas de trilhões de dólares em investimentos. Este artigo fornece uma nova análise empírica da ascensão do capitalismo de gestores de ativos nos Estados Unidos.


De fato, ele explora a extensão de sua disseminação global, examinando o Formulário SEC de investidores institucionais dos EUA, juntamente com um extenso conjunto de dados de propriedade corporativa global fornecido pela Orbis. Este artigo conclui que as finanças dos EUA possuem aproximadamente 60% das empresas listadas nos EUA (era apenas 3% em 1945) e 28% do patrimônio de todas as empresas listadas globalmente.

Como maiores acionistas globais e gestores exemplares de ativos nos EUA, as Três Grandes detêm investimentos em 81% das empresas listadas nos EUA e possuem 17% do mercado de ações dos EUA, ao mesmo tempo em que aparecem como acionistas em 20% das empresas listadas em mercados de ações fora dos EUA e que possuem 4% das empresas não americanas mercado de ações.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Entre a ilusão de potência econômica e a realidade da exploração dos trabalhadores

Centro de Estudos Victor Meyer

03/08/2024

“Este país pode virar uma grande potência econômica”. Com essas palavras, Lula expressou, na cerimônia de inauguração da nova sede da Anfavea, o seu entusiasmo com os novos programas do governo de incentivo à indústria automobilística. Certamente levou em conta na avaliação ufanista a notícia vinda do FMI de que o Produto Interno Bruto (PIB) do país havia ultrapassado o do Canadá e o da Itália, figurando agora na oitava posição no ranking mundial.


Greve Renault Paraná
Trabalhadores da Renault no Paraná em greve, 06/2024, (foto:simec.com.br).


Mas como ser assim tão otimista, diante de alguns dados que revelam o fraco desempenho do país nos últimos anos no terreno econômico? O crescimento médio anual do PIB nos últimos dez anos foi de apenas 0,66%, compreendendo três anos em que simplesmente houve depressão econômica, ou seja, em 2015, 2016 e 2020 o país regrediu na produção de riquezas.

Sinal dessa fraqueza é a taxa que mede a proporção do investimento em relação ao PIB, que vem caindo, passando de uma média de 18,5%, de 2003 a 2013, para 16,4%, de 2014 a 2024. Isso mostra que a acumulação de capital no Brasil sofre de uma limitação crônica, especialmente quando comparada com a de outros países, estes sim pretendentes sérios ao título de “grande potência econômica”. A China, por exemplo, nunca apresentou uma taxa de investimento inferior a 40% em todos os anos, de 2010 até agora. Mesmo a Índia e a Indonésia têm taxas variando em torno de 30%, quase o dobro da brasileira.

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