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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Conflito Venezuela-Guiana: por uma posição internacionalista!

Lucha de Clases (CMI/Venezuela) 12/12/2023


No dia 3 de dezembro, foi realizado na Venezuela um referendo público consultivo, convocado pela Assembleia Nacional, sobre a disputa territorial da região de Essequibo, na Guiana. A escalada do conflito nesta região tem implicações profundamente reacionárias para ambos os povos. É imperativo que os comunistas adotem uma posição internacionalista.

O referendo assumiu a forma de cinco perguntas, que (em ordem) perguntavam aos eleitores se eles: 1) rejeitavam o despojo “fraudulento” da Venezuela de Essequibo na Arbitragem de Paris de 1899; 2) apoiavam o Acordo de Genebra de 1966 para resolver a questão; 3) concordavam com a recusa histórica da Venezuela em reconhecer a “jurisdição do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ)” sobre a questão; 4) rejeitavam a reivindicação territorial da Guiana; e 5) concordavam com o desenvolvimento de um “plano acelerado” para restabelecer a soberania venezuelana.

Essequibo: petróleo e outras riquezas minerais atiçam cobiça capitalista.

A votação ocorreu em meio a relatos de baixa participação nas seções eleitorais. Segundo os dados oficiais, os percentuais de aprovação foram: 97,83% para a primeira questão; 98,11% para a segunda; 95,40% para a terceira; 95,94% para a quarta; e 95,93% para a quinta. A participação oficial foi de 10,5 milhões, o que representa 50% do censo eleitoral.

Embora todos antecipassem uma vitória do “Sim”, o governo do PSUV esperava uma maior participação, dada a sua intensa campanha chauvinista, ao custo de US$ 1 milhão, o que reflete uma apatia geral em relação a todos os processos e instituições políticas, enquanto os trabalhadores e os pobres lutam pelos fundamentos básicos da vida e enfrentam ataques contínuos aos seus direitos.

domingo, 10 de dezembro de 2023

A Economia Brasileira no Final de 2023

Coletivo Cem Flores

05.12.2023

Depois de um primeiro semestre com crescimento acima do esperado, a economia brasileira desacelera nesse final de ano. Para os/as trabalhadores/as, tem sido mais um ano de exploração e carestia.

O crescimento econômico em 2023

No ano passado, o Brasil cresceu 2,9%. Foi mais um ano de recuperação econômica após a enorme crise em 2020. E tal crescimento se deu, dentre outros fatores como a demanda internacional pelas commodities brasileiras, pelo novo patamar de exploração que os patrões têm imposto às classes trabalhadoras do país.

Seguindo a tendência internacional, a expectativa era que, em 2023, o Brasil desacelerasse e “crescesse” em torno de 1%. Ou seja, estagnação. Afinal, o cenário geral era de agravamento das contradições interimperialistas, de persistente inflação surgida em 2021 e de grande aumento das taxas de juros.

No entanto, alguns fatores levaram à economia brasileira ter um desempenho muito acima do esperado no primeiro semestre. Lá fora, a desaceleração não foi tão forte como esperado, e o maior parceiro comercial do Brasil, a China, cresceu a ritmo maior, apesar de enfrentar sérios problemas econômicos. Já os preços das commodities, principais produtos exportados pelo Brasil, estiveram em alta no primeiro semestre.

sábado, 2 de dezembro de 2023

Classe / identidades

João Bernardo*

20/03/2019

João Bernardo Maia Viegas Soares



A classe trabalhadora pode ser definida no plano econômico ou no plano sociológico. É indispensável não confundir estes dois planos.

Eu defino o tempo como a substância do capitalismo, porque a mais-valia, ou seja, o processo de exploração, ocorre no tempo e resulta de contradições operadas no tempo. Aqueles que controlam o seu próprio tempo de trabalho, ou participam nesse controle, e simultaneamente controlam o tempo de trabalho alheio constituem as classes exploradoras (burgueses e gestores). Aqueles que não controlam o seu próprio tempo de trabalho nem o tempo de trabalho alheio constituem a classe trabalhadora. Aqueles que controlam o seu tempo de trabalho e não controlam o tempo de trabalho de mais ninguém são exteriores ao modo de produção capitalista, com o qual se relacionam apenas através do mercado (artistas, artesãos individuais e o que resta das velhas profissões liberais).

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Eleições Presidenciais na Argentina

Seção de Relações Internacionais do CC do Partido Comunista do México (PCM)
 21/11/2023




Durante o segundo turno das eleições presidenciais na Argentina, foi eleito Javier Milei, representante das forças reacionárias e anticomunistas, que nos últimos anos têm sido promovidas na Europa e na América, por exemplo, com Verastegui no México, Gloria Álvarez em Guatemala, ou o Partido VOX na Espanha. Um exemplo desses governos foi a presidência de Bolsonaro no Brasil. Em essência, é um ataque mais aberto da gestão do capital contra a força de trabalho, os sindicatos e os direitos trabalhistas; redução dos orçamentos sociais e promoção de ideias obscurantistas, retardadas e anticientíficas. Não temos dúvidas de que a classe trabalhadora e o povo argentino aumentarão a sua infelicidade, continuarão a viver no sistema de exploração, de superlucros para monopólios e pauperização, insalubridade, barbárie.

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