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terça-feira, 8 de março de 2022

Elisa Berger, Heroína da Revolução Proletária*

No dia Internacional das Mulheres homenageamos à comunista revolucionária e internacionalista Elise Berger (nome como ficou conhecida no Brasil).

Elise Berger, passaporte americano em que utiliza o codinome Machla Lenczycki, 1935.


Elisabeth (Elise) Saborovsky, conhecida como “Sabo” (Hanôver, 27 de julho de 1907 — Ravensbrück, 9 de fevereiro de 1940), militante comunista alemã que participou do levante de 1935 no Brasil. Elise era esposa de Arthur Ernest Ewert — ex-deputado alemão que usava o codinome Harry Berger. Com a derrota do movimento Elise e Arthur foram presos e barbaramente torturados pela polícia de Getúlio Vargas.

Elise acabou deportada com Olga Benário, de quem era a melhor amiga, para um campo de concentração da Alemanha nazista, onde foi submetida a trabalhos forçados, torturada e assassinada.

*Em 27 de julho de 1907, na cidade alemã de Hanôver nasce Elise Saborovsky, descendente de judeus poloneses. Elise sempre foi mais conhecida por seu apelido, "Sabo", fragmento do seu sobrenome, Saborovsky. Sabo nasceu na Alemanha, mas aos 4 anos de idade, se mudou com seus pais para o Império Austro-Húngaro. Em 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial, seus pais saíram do Império Austro-Húngaro e mudaram-se para a Bélgica, que de momento estava fora da guerra. Mas com os ataques do Império Otomano, aliado da Tríplice Aliança à Bélgica, a família de Sabo teve de se mudar para a Holanda. Em 1918, após o fim da guerra, Sabo, já com 11 anos de idade, se mudou com seus pais para seu país natal, a Alemanha, onde começou a ter seus primeiros contatos com políticas antiguerra, dentre elas o comunismo. Em 1925, com 18 anos, Sabo abandonou sua casa e sua família, e mudou-se para a antiga União Soviética, onde estudou melhor o comunismo e se uniu ao Komintern. Apesar de ser uma novata no Komintern, Sabo foi experimentada em uma missão em Portugal. Foi quando conheceu Arthur Ernest Ewert, seu futuro marido. No ano seguinte, Sabo se casou com Arthur Ewert e, devido a sua experiência na militância, foi designada para várias missões em vários países, dentre eles, Bélgica, Polônia, Noruega, Itália, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Alemanha e Prússia Oriental. Durante sua última missão na Prússia Oriental, Sabo ainda ficou alguns meses morando com Arthur Ewert em Königsberg, capital do país. Em 1928, com 21 anos, Sabo retornou à União Soviética, onde conheceu sua melhor amiga, Olga Benário, também militante comunista. Em 1935, Sabo foi designada pelo Komintern em sua missão mais difícil: instaurar o comunismo no Brasil.

O Komintern designou Sabo para ajudar Luís Carlos Prestes na missão ao Brasil. Junto com ela foram enviados seu marido Arthur Ewert, Rodolfo Ghioldi, Victor Allen Barron, Paul Gruber, Leon Jules Vallée, Carmen de Alfaya Ghioldi e Olga Benário, além de outros. Após participar da Intentona Comunista em 1935, Sabo foi presa pela polícia de Filinto Müller junto com seu marido Arthur Ewert. Sabo e seu marido foram torturados durante semanas pela polícia de Müller. Sabo foi espancada, eletrocutada e até mesmo estuprada diante do marido. Segundo Jorge Amado [1] [a polícia] cortara a navalha os seios [dela]. Logo chegou a notícia interna da polícia de Müller, de que Sabo e Ewert estavam sendo torturados. A notícia estampou todos os jornais brasileiros, e depois de protestos do povo contra os maus tratos à estrangeiros, Sabo e Ewert foram presos em prisões comuns. Mas, algumas semanas depois, Filinto Müller retirou Ewert da prisão e começou a torturá-lo novamente em segredo, e isto resultou na perda da sanidade mental de Ewert. Em 1936, Getúlio Vargas deu ordem para deportar Sabo e Olga Benário Prestes para a Alemanha Nazi, depois de a embaixada alemã pedir a deportação de ambas. Sabo e Olga foram deportadas para a Alemanha Nazi no navio cargueiro La Coruña, em setembro de 1936, com Olga grávida de 7 meses. Às 6 horas da manhã do dia 18 de outubro, o navio atraca em Hamburgo. Para evitar protestos em outros portos, oficiais da Gestapo, a polícia secreta alemã já esperavam pelas duas no porto. De lá, Olga foi levada para a prisão de mulheres de Barnimstrasse, em Berlim. Sabo foi levada para um centro de detenção para comunistas em Lübeck. Mesmo com seus traumas de torturas, Sabo foi ainda mais torturada em Lübeck, passou por interrogatórios sem revelar nada do que sabia e foi punida com a falta de alimentação. Mas em outro interrogatório, Sabo estava faminta e contou uma mentira sobre o Komintern: disse que ela e os outros agentes foram enviados por um homem chamado Lwis Iukënn. Os carcereiros pesquisaram sobre o homem mas não encontraram nada, e isto os levou a torturarem Sabo mais ainda. Sabo foi espancada por três guardas, cada um com um cacetete ao mesmo tempo 15 vezes. Quando foi mandada para a cela, Sabo estava quase morrendo de falência pulmonar, mas foi levada a um hospital, pois os carcereiros ainda a queriam para interrogá-la. Um tempo depois, Sabo foi transferida para uma prisão em Colônia. Lá Sabo pôde ser alimentada adequadamente. Mas em 1938, começara o cruel destino de Sabo: os campos de concentração. 

Sabo foi transferida junto com Olga para o campo de concentração de Lichtenburg nos primeiros dias de março de 1938.[2] A princípio Sabo era alimentada, mas por ordem de Hitler, os prisioneiros de campos de concentração não deveriam mais ser alimentados. Sabo foi submetida ao trabalho escravo algum tempo depois. Em 1939, com o começo da Segunda Guerra Mundial, Sabo e Olga foram transferidas para o campo de concentração feminino de Ravensbrück. Sabo chegou ao campo tuberculosa e com seu corpo em pele e ossos, mas mesmo assim foi forçada a trabalhar terrivelmente. Em 9 de fevereiro de 1940, enquanto carregava pedras, Sabo teve um ataque de tuberculose e desmaiou. Assim que acordou, ela foi chutada pelos guardas e mordida pelos cães que foram atiçados pelos guardas. Quando o ataque à Sabo acabou, suas amigas, incluindo Olga, ainda tentaram socorrê-la, mas apesar de seus esforços, Sabo não resistiu à fraqueza e à tuberculose e faleceu, aos 32 anos de idade. Há uma teoria de que Sabo teria conseguido escapar para a França antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial. 

Suposições indicam que mesmo que Sabo resistisse à tuberculose, morreria da mesma maneira. Sabo estava muito fraca, seu corpo já não tinha tanta resistência, e como a cada dia, um bloco de prisioneiras passava por torturas em Ravensbrück, Sabo algum dia seria escolhida para ser torturada e em qualquer tortura morreria, pois não tinha tanta resistência. Além das torturas, Sabo morreria no trabalho escravo, pois não tinha força para trabalhos braçais e morreria de exaustão. Também vale ressaltar que depois de Olga, Sabo era a comunista antinazista mais conhecida na Alemanha. O provável destino de Sabo se ela resistisse seria o mesmo destino de Olga: seria mandada para o campo de extermínio de Bernburg, e morreria gaseada, como Olga. Ou também poderia ser gaseada na câmara de gás de Ravensbrück, quando esta foi construída em outubro de 1944. Contam sobreviventes do campo, que na câmara de gás de Ravensbrück, eram executadas as prisioneiras incapazes para o trabalho. Era ocaso de Sabo.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Elise_Ewert

Edição: Página 1917

segunda-feira, 7 de março de 2022

O destino da pequena burguesia

Ney Nunes

 06-03-2022


 A pequena burguesia, mesmo nesta sua última encarnação política que é o “fascismo”, revelou definitivamente sua verdadeira natureza de serva do capitalismo e da propriedade agrária, de agente da contrarrevolução. Mas revelou também que é fundamentalmente incapaz de desempenhar qualquer tarefa histórica”  (Antonio Gramsci)

 


     Qual será a razão da pequena burguesia querer sempre um imperialismo para chamar de seu? Desconfio que essa classe intermediária entre a burguesia e o proletariado, no fundo, tenha consciência de que jamais será uma alternativa de poder entre as duas classes principais e antagônicas no capitalismo. 

     A pequena burguesia sofre das síndromes da impotência e da frustração crônicas. A História confirma que o seu destino é ser apenas força auxiliar e subalterna na luta de classes.

     Nada além disso.

 

Edição: Página 1917

quinta-feira, 3 de março de 2022

A Guerra, o Oligopólio e as Fake News

Ney Nunes

03/03/2022

 



          Muita gente se mostra escandalizada com o noticiário da mídia brasileira sobre a guerra na Ucrânia. Mas qual a novidade nesse comportamento? De forma geral, o oligopólio midiático sempre se comportou no Brasil como uma agência de propaganda dos EUA. Em tempos de guerra e acirramento das contradições apenas intensificam essa prática. Nesse aspecto, o que existe de diferente, desde que as tropas da Rússia atravessaram as fronteiras ucranianas, é que das rotineiras reportagens tendenciosas e análises unilaterais, eles deram um salto de qualidade, acrescentando a isso um cardápio de notícias e vídeos falsos, as denominadas “fake news”.

          Repetem o que fizeram por ocasião de outros conflitos onde os interesses do imperialismo norte-americano e europeu estiveram em jogo. Foi assim nas guerras da Iugoslávia, Iraque, Líbia, Síria, Afeganistão, etc. Em todas elas a cobertura nada teve de “jornalística”, pelo contrário, tratou de difundir versões favoráveis ao imperialismo, apoiadas em falsificações grosseiras. A mais lembrada delas são as famosas “armas de destruição em massa”, que serviram de pretexto para a invasão do Iraque e a derrubada do governo daquele país, resultando na morte de mais de meio milhão de iraquianos. Procuradas a exaustão, as tais “armas de destruição em massa” jamais foram encontradas.

     Durante um bom tempo nos acostumamos a ver esse oligopólio midiático (Globo à frente), denunciando as “fakes news” disseminadas pelas redes sociais. Uma campanha que visa apenas desacreditar qualquer fonte noticiosa fora do controle do oligopólio. Afinal, como sustentar um sistema econômico que explora e oprime a imensa maioria do povo sem recorrer a uma enxurrada de notícias falsas e análises tendenciosas todos os dias?

     A guerra na Ucrânia é mais um capítulo da decadência do capitalismo na sua fase imperialista, nesse contexto as disputas entre as grandes potências pelo controle dos mercados, tecnologias, recursos naturais, etc. se acirram cada vez mais, passando rapidamente das mesas de negociação para as agressões militares. O proletariado ucraniano e russo só tem a perder nessa guerra, são as maiores vítimas das suas respectivas burguesias e das alianças imperialistas. Somente ingênuos, ou mal-intencionados, podem ficar surpresos e ignorar que o papel do oligopólio midiático, no Brasil e no mundo capitalista, é distorcer a realidade a qualquer custo para  preservar o poder dos exploradores.


Edição: Página 1917

 

 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Não à Guerra Imperialista na Ucrânia!

Declaração Conjunta dos Partidos Comunistas e Operários

25/02/2022 

É necessária uma luta independente contra os monopólios e as classes burguesas, pela derrubada do capitalismo, pelo fortalecimento da luta de classes contra a guerra imperialista, pelo socialismo! 


Ucrânia, restauração capitalista e guerra imperialista.


1. Os partidos comunistas e operários que assinam esta Declaração Conjunta se opõem ao conflito imperialista na Ucrânia, que constitui uma das consequências da trágica situação para os povos formados após a derrubada do socialismo e a dissolução da União Soviética. Tanto a burguesia, como as forças oportunistas, que por anos lutaram contra a URSS e recentemente celebraram o 30º aniversário da sua dissolução, silenciando o fato de que a restauração do capitalismo significou o desmantelamento de conquistas históricas dos povos e da classe trabalhadora, e trouxe a URSS de volta a era da exploração capitalista e guerra imperialista, estão completamente desmascarados.

2. Os acontecimentos na Ucrânia, que ocorrem no marco do capitalismo monopolista, estão ligados aos planos dos EUA, da OTAN, da União Europeia e sua intervenção nesta região no contexto de sua feroz competição com a Rússia capitalista pelo controle dos mercados, matérias-primas e redes de transporte do país. Esses propósitos são ocultadas pelas potências imperialistas envolvidas no conflito sob  pretextos como “defender a democracia”, “autodefesa” e o direito de “escolher suas alianças”, o cumprimento dos princípios da ONU ou da OSCE, ou um suposto “fascismo”, que apresentam deliberadamente desconectado do sistema capitalista que o fomenta e utiliza.

3. Denunciamos a atividade das forças fascistas e nacionalistas na Ucrânia, o anticomunismo e a perseguição aos comunistas, a discriminação contra a população de língua russa e os ataques armados do governo ucraniano contra o povo de Donbas. Condenamos o uso das forças políticas mais reacionárias da Ucrânia, incluindo grupos fascistas, pelas potências Euro-atlânticas para a aplicação dos seus planos. Além disso, a retórica anticomunista contra Lenin, os bolcheviques e a União Soviética, à qual a liderança russa recorre para justificar seus próprios planos estratégicos na região é inaceitável. No entanto, nada pode manchar a enorme contribuição do socialismo na União Soviética, que era uma união multinacional de repúblicas socialistas em igualdade.

4. A decisão da Federação Russa de reconhecer inicialmente a “independência” das chamadas “Repúblicas Populares” em Donbas e depois proceder uma intervenção militar, que acontece sob o pretexto da “autodefesa” da Rússia a “desmilitarização” e “desfascistização” da Ucrânia, não foi feita para proteger o povo da região ou a paz, mas sim para promover os interesses dos monopólios russos no território ucraniano e sua feroz competição com os monopólios ocidentais. Expressamos nossa solidariedade com os comunistas e os povos da Rússia e da Ucrânia, estaremos ao lado deles para fortalecer a luta contra o nacionalismo fomentado por suas respectivas burguesias. Os povos desses dois países, que viveram em paz e prosperaram conjuntamente como parte da URSS, assim como os demais povos do mundo,  não têm nada a ganhar ao aliar-se a um ou outro polo ou aliança imperialista que serve aos interesses dos monopólios.

5. Salientamos que as ilusões propagadas pelas forças burguesas que afirmam que poderia haver uma “melhor arquitetura de segurança” na Europa pela intervenção da UE, a OTAN “sem planos militares e sistemas de armas agressivos em seu território”, uma “UE pró-paz”, ou um “mundo multipolar pacífico”, etc., são altamente perigosas. Todas essas suposições nada têm a ver com a realidade e são enganosas para a luta anticapitalista e anti-imperialista, pois buscam cultivar a percepção de que pode existir um “imperialismo pacífico”. No entanto, a verdade é que a OTAN e a UE, como qualquer aliança capitalista multinacional, são alianças predatórias de natureza profundamente reacionária, que não se colocam a favor dos interesses populares e continuarão a agir contra a classe trabalhadora, contra seus direitos e o dos povos; que o capitalismo anda de mãos dadas com as guerras imperialistas.

6. Chamamos os povos dos países cujos governant estão envolvidos nos acontecimentos, especialmente através da OTAN e da UE, mas também da Rússia, a lutar contra a propaganda das forças burguesas que atraem o povo para a monstruosa máquina de guerra imperialista, usando diversos pretextos espúrios. Os chamamos a exigir o fechamento de bases militares e o retorno para casa das tropas enviadas em missões no exterior, a fortalecer a luta pelo rompimento dos países com os planos e alianças imperialistas como a OTAN e a UE.

7.O interesse da classe trabalhadora e das camadas populares requer dos comunistas o fortalecimento do critério de classe para analisar os acontecimentos, para traçar nosso próprio caminho independente contra os monopólios e as classes burguesas, pela derrubada do capitalismo, pelo fortalecimento da luta de classes e contra a guerra imperialista, pelo socialismo, que permanece tão vigente e necessário como sempre.

Partidos Comunistas e Operários que assinam a declaração conjunta:

1. Partido Argelino para a Democracia e o Socialismo

2. Partido Comunista do Azerbaijão

3. Partido do Trabalho da Áustria

4. Partido Comunista de Bangladesh

5. Partido Comunista da Bélgica

6. Movimento “Che Guevara” (União dos Comunistas da Bulgária)

7. Partido Comunista na Dinamarca

8. Partido Comunista de El Salvador

9. Partido Comunista da Finlândia

10. Partido Comunista Revolucionário da França (PCRF)

11. Partido Comunista da Grécia

12. Partido Comunista do Curdistão-Iraque

13. Partido dos Trabalhadores da Irlanda

14. Frente Comunista (Itália)

15. Movimento Socialista do Cazaquistão

16. Partido Socialista da Letônia

17. Partido Comunista do México

18. Novo Partido Comunista da Holanda

19. Partido Comunista da Noruega

20. Partido Comunista Palestino

21. Partido Comunista do Paquistão

22. Partido Comunista Paraguaio

23. Partido Comunista Peruano

24. Partido Comunista das Filipinas [PKP 1930]

25. Partido Comunista da Polônia

26. Partido Socialista Romeno

27. Partido Comunista Sul-Africano

28. Partido Comunista dos Trabalhadores da Espanha

29. Partido Comunista Sudanês

30. Partido Comunista da Suazilândia

31. Partido Comunista da Suécia

32. Partido Comunista Sírio

33. Partido Comunista da Turquia

34. União dos Comunistas da Ucrânia

 

Organizações da Juventude Comunista que assinam a Declaração Conjunta

1. Seção Juvenil do Partido do Trabalho da Áustria   

2. Jovens Comunistas da Bélgica

3. União da Juventude Comunista, República Tcheca

4. Juventude Comunista da Dinamarca

5. Juventude Comunista do Partido Comunista dos Trabalhadores , Finlândia

6. Juventude Comunista da Grécia

7. Juventude do Partido dos Trabalhadores , Irlanda

8. Frente da Juventude Comunista, Itália

9. Federação de Jovens Comunistas, México

10. Movimento da Juventude Comunista, Holanda

11. Federação Democrática de Estudantes, Paquistão

12. União da Juventude Socialista, Romênia

13.  Liga da Juventude Comunista Revolucionária (bolcheviques), Rússia

14.  Coletivos de Jovens Comunistas, Espanha

15.  União da Juventude Socialista, Sri Lanka

16.  Juventude Comunista da Suécia

17.  União da Juventude Comunista Leninista do Tajiquistão

18.   Juventude Comunista da Turquia

19.   Liga dos Jovens Comunistas EUA

A declaração está aberta para novas assinaturas


Edição: Página 1917

Fonte:https://inter.kke.gr/es/articles/No-a-la-guerra-imperialista-en-Ucrania/

 

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