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terça-feira, 30 de março de 2021

Contra o capitalismo, o fascismo e a opressão da burguesia e dos seus governos só existe um caminho:

a resistência e a luta da classe operária e das massas!

Nas últimas semanas, em vários estados, os/as petroleiros/as têm partido mais uma vez para a luta por várias razões: assédio moral, falta de segurança, privatização.

Nós, trabalhadores e trabalhadoras, enfrentamos um momento de gravíssima deterioração de nossas condições de vida sob o capitalismo no Brasil. Neste momento se somam e se reforçam reciprocamente três catástrofes: a pandemia, a crise econômica e a crise política, sob a forma de uma ofensiva burguesa.

Nesse cenário extremamente difícil, a classe operária e as massas lutam com grandes sacrifícios para sobreviver, tentam criar formas novas de apoio mútuo e solidariedade entre si e os seus, e buscam resistir ao desemprego e à exploração capitalista com greves e manifestações. Embora essas ainda sejam pequenas e estejam dispersas, e atualmente muito dificultadas pela pandemia, não há outro caminho para a libertação a não ser o da luta, contando com nossas próprias forças.

Os vendedores de ilusões, os reformistas de ideologia burguesa infiltrados entre as massas, buscam enganá-las com promessas de uma vida melhor, dentro do capitalismo, sem luta, apenas votando em seus candidatos e apoiando seus conchavos com os patrões. No entanto, a libertação das classes dominadas somente pode ser conquistada pelas próprias classes dominadas.

sexta-feira, 26 de março de 2021

Manoel Alves Ribeiro, o "Seu Mimo", um comunista histórico.

Manoel Alves Ribeiro

   
   Manoel Alves Ribeiro, o "Seu Mimo", nasceu em Imaruí, Santa Catarina, em 13 de março de 1903 e faleceu em Florianópolis, 29 de Setembro de 1994. Operário desde jovem, foi mineiro, ferreiro e depois eletricista,  trabalhou na construção da Ponte Hercílio Luz,  militante e dirigente do Partido Comunista Brasileiro desde a fundação do partido em Santa Catarina na década de 1930. Em 1959 é eleito vereador pela legenda do Partido Social Progressista (PSP), legenda utilizada pelos comunistas devido a ilegalidade do PCB.  Em 1980 sai do partido acompanhando a ruptura de Luiz Carlos Prestes.

"Eu julgo hoje o capitalismo no Brasil e no mundo, um edifício que quer ruir, eu não vou lá colocar uma estaca para segurá-lo. Se eu puder dou um pontapé para ele cair de uma vez."

Assista a entrevista com "Seu Mimo", realizada em 1989.
 

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quinta-feira, 25 de março de 2021

A Reconstrução Revolucionária do PCB (Partido Comunista Brasileiro)

 Ivan Pinheiro (*)


(Intervenção no Seminário Internacional promovido pelo Partido Comunista do México, em 23/11/19, nos marcos das comemorações de um século de luta dos comunistas mexicanos e dos 25 anos da reconstrução do seu partido)

Ivan Pinheiro fala no Seminário Internacional do PCM.

Deixo aqui uma saudação, certamente compartilhada pela militância do meu Partido, às delegações dos diversos Partidos presentes e a todos os convidados a este importante Seminário Internacional, nomeadamente aos camaradas do Partido Comunista do México (PCM), uma referência fundamental na reconstrução revolucionária do Movimento Comunista Internacional (MCI).

Tive o privilégio de assistir ao V Congresso do PCM, em 2014, em nome do PCB, e testemunhar o que penso ter sido o momento de um salto de qualidade desse partido marxista-leninista de fato (e não por auto proclamação), vocacionado a se constituir na vanguarda da classe operária mexicana e seus aliados, no caminho ao socialismo e ao comunismo.

Impressionou-me, para além da energia e jovialidade de sua militância e da qualidade política e ideológica dos seus quadros, a composição social positivamente equilibrada do conjunto dos delegados, com uma presença proletária significativa e indicativa das possibilidades de inserção do Partido na classe operária e entre os trabalhadores em geral.

As trajetórias do PCM e do PCB nas últimas décadas guardam algumas diferenças e semelhanças. Uma destas é que nossos Partidos foram vítimas de maiorias reformistas nos respectivos Comitês Centrais que, para empreender a sua liquidação, se aproveitaram da crise do MCI, em meio aos desvios revisionistas que acabaram por degenerar e liquidar por dentro o Partido Comunista da União Soviética (PCUS), culminando com a contrarrevolução que levou à derrota as experiências de construção do socialismo na União Soviética e no Leste Europeu.

sábado, 20 de março de 2021

CHINA: SUA INFLUÊNCIA NA AMÉRICA LATINA E O INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO

 ESCRITOS SOBRE A CHINA (I)



A República Popular da China e seu desenvolvimento geram debates e controvérsias entre os militantes e partidos comunistas de todo o mundo, existindo cada vez mais militantes e partidos comunistas que classificam abertamente a China como uma potência imperialista.

Do ano 2000 até hoje, a China redobrou sua importância e presença político-econômica na América Latina, transformando a região em um novo ponto de encontro para o confronto interimperialista com os Estados Unidos, algo que ainda confunde muitos comunistas .

velho imperialismo liderado pelos Estados Unidos e pela União Europeia está em uma profunda falência política, social e econômica, demonstrando amplamente, como disse Lênin, que o imperialismo é o capitalismo agonizante e em decadência; com sua nova crise econômica, agravada pela pandemia COVID-19, não há dúvida de que o protagonismo geopolítico do Ocidente está se desinflando pouco a pouco em favor do novo Imperialismo liderado pela China. Claro que os Estados Unidos percebem essa perda de controle e hegemonia como uma ameaça cada vez mais direta e empreguem muitos meios de propaganda para atacar a soberania (ver independência de Hong Kong) ou a credibilidade da China (ver a recente campanha sobre a origem da pandemia ou do caso de Xinjiang e dos uigures). Mas essas práticas não devem confundir o militante comunista a acreditar que o inimigo do meu inimigo é meu aliado . Pelo contrário, camaradas. É preciso desenvolver, de igual maneira, uma luta implacável contra este novo imperialismo. Mais implacável se possível no caso da China que, como a União Soviética após o XX Congresso do PCUS, tenta esconder suas práticas criminosas por trás da bandeira vermelha do proletariado e do comunismo. Deng Xiaoping, que alguns comparam à figura de Khrushchev na ex-URSS por seu papel oportunista, foi o promotor da modernização da economia socialista por meio da reforma e abertura da economia chinesa que, na prática, não foi mais do que um processo de transição para uma economia eminentemente imperialista, embora alguns, como Jiang Zemin, o tenham chamado eufemisticamente de transição para um socialismo de mercado.

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