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terça-feira, 29 de setembro de 2020

Revisionismo e Giro à Direita

 Ney Nunes


Marxismo-leninismo versus engodo reformista.

     Alguns companheiros têm me perguntado sobre as atuais posições e práticas do Partido Comunista Brasileiro. Sobre isso, me vejo na obrigação de prestar os seguintes esclarecimentos: 

1 - No dia 18 de agosto de 2020, me afastei da direção e da militância no PCB, portanto, desde essa data, não tenho mais nenhuma responsabilidade ou vinculação com seus pronunciamentos e práticas políticas. 

2 - Tomei essa decisão depois de quatro anos lutando internamente contra o processo revisionista iniciado em 2016. Desde então, passamos a priorizar cada vez mais a institucionalidade burguesa. Nas eleições de 2016 e 2018 ficamos inteiramente a reboque da social-democracia, reféns do PSOL e do discurso pós-moderno, sem nenhuma política séria de inserção no proletariado, acantonados nos guetos da pequena burguesia intelectualizada. 

3 - A vitória eleitoral da extrema-direita em 2018 e o receio de um possível golpe fascista serviram de biombo para concluir esse giro político. Giro à direita bem caracterizado pela assinatura das notas conjuntas com partidos da ordem e da conciliação de classes, em defesa das instituições burguesas e do denominado “Estado Democrático de Direito". 

4 – A política para as eleições municipais em 2020 consegue ser ainda mais rebaixada que as anteriores. Ao não lançar candidaturas majoritárias o PCB fica, mais uma vez, a reboque do PSOL, do seu programa reformista e identitário. Com essa tática eleitoral, em vários estados (alguns já no primeiro turno), o PCB estará na vala comum dos partidos (PT, PC do B, PDT, PSB, REDE, etc.) que nos estados e municípios onde são governo aplicam o ajuste fiscal, a reforma da previdência e reprimem os protestos do funcionalismo. 

5 - Para completar o processo revisionista e o giro à direita, o PCB passou a ser conivente com a ideologia do “socialismo de mercado chinês”, novo farol do revisionismo e da traição à luta revolucionária do proletariado. Apesar de todas as evidências e dados concretos que indicam a completa restauração do capitalismo na China, hoje transformada no paraíso dos novos bilionários. 

6 - Tenho enorme respeito e admiração pelos comunistas revolucionários que, mesmo em franca minoria, permanecem militando no PCB. Mas estou convencido de que essa energia e capacidade militante serviriam melhor à causa da revolução socialista se empenhadas na luta por reconstruir um autêntico Partido Comunista Proletário. 

     O projeto fundado no Brasil em 25 de março de 1922 não tem dono, seu legado pertence ao proletariado brasileiro. 

       Rio de Janeiro, 28/09/2020.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Los Angeles 'descartáveis': O Drama dos Sem-Teto.

Carlos de Urabá

22 de setembro de 2020.

 

De acordo com o National Center on Family Homelessness nos Estados Unidos, há mais de 600.000 desabrigados.

 

Los Angeles é uma das megacidades mais opulentas da América do Norte e do planeta Terra. Neste território habitado pelos indígenas Chumash e Tongva até ao século XVIII foi conquistado pelos missionários jesuítas e, após a expulsão, pelos franciscanos. As crônicas nos contam que a cidade foi fundada em 1781 por um grupo de colonos espanhóis (súditos de Carlos III), mestiços, mulatos e escravos indígenas ou janízaros de Sonora e Sinaloa. Os padres pioneiros batizaram-no com o nome de Nossa Senhora Rainha dos Anjos da Porciúncula. Até o ano de 1846, os invasores ianques tomaram a Califórnia (a ilha da fantasia) dos mexicanos.



Los Angeles com 17 bilhões de habitantes é a segunda maior aglomeração depois de Nova York, uma cidade multiétnica com mais de 200 nacionalidades. Embora também devamos destacar outros centros urbanos como San Francisco, San Diego (onde a base aérea da Ilha do Norte é uma das mais importantes do Pacífico) Sacramento (capital), San José, San Carlos ou Fresno.

O estado da Califórnia é considerado a quinta maior economia do mundo por ser um centro nevrálgico para as indústrias aeronáutica, cinematográfica e turística e para as mais famosas multinacionais de alta tecnologia sediadas no Vale do Silício (Baía de São Francisco) Google, Facebook, Amazon , Twitter, Microsoft, IBM, Adobe, Apple, Cisco, eBay, HP, Netflix, SanDisk, Tesla, Yahoo, Lockheed Martin, etc., etc. Curiosamente, apenas os lucros anuais do Google - que giram em torno de 13 bilhões de dólares - equivalem ao PIB de um país como o México. Os salários do CEO de uma dessas empresas multinacionais ultrapassam US $ 363.000 por ano, enquanto os dos executivos não caem abaixo de US $ 16.000 por mês. Consequentemente, o custo de vida disparou em toda a área da baía de São Francisco.

No horizonte ergue-se a cordilheira Snowed Peaks que enquadra o Vale de San Fernando onde se ergue esta megalópole mítica e super tecnológica do século XXI, uma verdadeira miragem dos sonhos com o seu caminho livre apinhado de veículos e arranha-céus que disparam raios laser que nos cegam com seus efeitos especiais. Sentimo-nos anões ao contemplar aqueles pênis eretos de aço e concreto armado recobertos por cristais de prata que tentam copular com as nuvens. Símbolo de opulência e poder imperial nos bancos da catedral, o bezerro de ouro é adorado. Somos subjugados pelo bombardeio de propagandas que com suas lamparinas coloridas tentam nos bajular com as mais variadas ofertas e descontos. Uma multidão de indivíduos com seus celulares na mão trota apressada para suas colmeias de trabalho; Eles são os empresários do tempo, dinheiro e fast food, cujo primeiro mandamento é aumentar a produtividade ao infinito. Prevalece a ética de trabalho protestante, ou seja, disciplina, economia e indústria ilimitada (fundamentos do capitalismo segundo Max Weber) Donald Trump declarou no início de seu mandato que "nunca houve melhor época para viver o sonho americano". A classe baixa quer ser a classe média, a classe média sonha em ser a classe alta e a classe alta quer multiplicar ainda mais sua riqueza.

domingo, 20 de setembro de 2020

Por que a China é Capitalista.*

Eli Friedman**

15/07/2020

A China no século 21 é capitalista. Isto significa uma transformação espetacular para um país que, no final dos anos 1950, havia praticamente eliminado a propriedade privada dos meios de produção e que, na década seguinte, havia embarcado em uma das experiências políticas mais radicais do século. XX. Apesar da profunda reorganização das relações de produção ocorrida nos últimos quarenta anos, o Partido Comunista Chinês (PCC) detém o monopólio do poder e ainda é abertamente socialista, embora agora o seja "com características chinesas".

Shopping em Pequim


A via comunista da China para o capitalismo levou a uma grande confusão na esquerda (na China e em todo o mundo) sobre como caracterizar o estado atual das coisas. Para a prática anticapitalista, é extremamente importante esclarecer essa questão, ainda mais quando levamos em consideração o crescente poder global da China. Em última análise, a questão é se devemos acreditar que o Estado chinês e sua oposição à ordem liderada pelos EUA encarnam uma política de libertação. Se, pelo contrário, entendermos que a China não busca transcender o capitalismo, mas sim está empenhada numa competição com os Estados Unidos para controlar o sistema, então chegaremos a uma conclusão política muito diferente: devemos traçar nosso próprio rumo de libertação radical, de forma independente e em oposição a todos os poderes estatais existentes. 

O capitalismo é um conceito notoriamente complexo, portanto, neste artigo, posso abordar apenas algumas de suas questões centrais. Fundamentalmente, o capitalismo é um sistema no qual as necessidades humanas são acessórias à produção de valor. Esta relação se institucionaliza por meio da universalização da dependência do mercado, uma vez que a forma mercadoria passa a ser a mediadora das relações humanas. Essa lógica do capital se manifesta não apenas na exploração econômica do trabalho e na consequente divisão das relações sociais em classes, mas também nos modos de dominação política no local de trabalho, no Estado e mais além. Apesar das diferenças consideráveis ​​que a separam do modelo liberal anglo-americano, veremos que a China se tornou capitalista em todos os aspectos.

Os indicadores do capitalismo chinês são abundantes. As grandes metrópoles do país exibem Ferraris e lojas Gucci, letreiros de empresas estrangeiras e locais adornam paisagens urbanas e arranha-céus residenciais de luxo brotam em todas as cidades importantes. A China passou rapidamente de um dos países economicamente mais igualitários do mundo, para um dos mais desiguais, o que indica ter ocorrido mudanças estruturais de grande importância. Além disso, a entrada da China como membro da OMC, a insistência contínua do governo de que o país é realmente uma economia de mercado ou as intervenções de Xi Jinping   em defesa da globalização em Davos e advogando que o mercado jogue “um papel decisivo“ na alocação de recursos, podem ser vistos como sinais de que o estado está abraçando o capitalismo. Da mesma forma, podem ser encontradas expressões culturais generalizadas que parecem indicar uma orientação capitalista subjacente, incluindo valorização do trabalho árduo, consumismo descontrolado e reverência pelo gênio singular de heróis empresários como Steve Jobs ou Jack Ma. 

No entanto, seria um erro confundir tais efeitos do capitalismo com o próprio capitalismo. Para compreender de maneira mais ampla como o capitalismo se tornou o princípio orientador do Estado e da economia da China, precisamos ir mais fundo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Verdades e Mentiras do Governo López Obrador

Pável Blanco Cabrera,

Secretário-Geral do Partido Comunista do México

 

   Há dois anos, no México, Andrés Manuel López Obrador ganhou as eleições para a Presidência da República e, na mesma disputa, seu partido Movimento pela Regeneração Nacional (MORENA) e seus aliados o Partido Trabalhista, o Partido Ecologista Verde do México e o Partido do Encontro Social, obtiveram maioria nas duas câmaras do Congresso da União: a de deputados e a de senadores. Ou seja, uma correlação de forças favorável para a realização de seu projeto político, sem obstáculos.

Pável Blanco Cabrera


   Obrador teve um significativo apoio popular porque, de alguma maneira, conseguiu se apresentar como porta-voz da mudança. Porém, é tempo de fazer um balanço se foi esse o caso, ou se tais expectativas se revelaram infundadas.

   López Obrador se apresentou por muitos anos como um crítico da gestão neoliberal, em oposição às privatizações e aos acordos internacionais lesivos à soberania, especialmente o Nafta. Por algum tempo atacou o resgate que se fez dos bancos privados com recursos públicos. Seu discurso se inscrevia naquilo que defendiam os governos burgueses keynesianos: o “nacionalismo revolucionário”.

   Pensamos que o "antineoliberalismo" não significa ir à raiz dos problemas que afligem o grosso da população mexicana, ou seja, a classe operária e os setores populares; que a experiência de mais de duas décadas de "progressismo" nos mostrou que "antineoliberalismo" significa alternar a forma de gestão do capitalismo, porém não acabar com ela. Hoje neoliberal, amanhã keynesiano, o que essencialmente não faz nada além de prolongar a exploração e a opressão. Para conseguir mudanças profundas, o México precisa de uma Nova Revolução e para isso trabalhamos. Mas vejamos em que consistiu o "antineoliberalismo" de Obrador no governo e se corresponde com aqueles que o apoiaram por isso, tanto em nosso país, como em outros. Depois voltarei à questão da viabilidade do socialismo e ao debate com aqueles que, considerando justo esse caminho, o abandonam por “realismo político”.

A economia

   As privatizações iniciadas em meados da década de 1980, alguma delas foi revertida? Por exemplo, os bancos, algum foi renacionalizado? Não. No entanto, os representantes do capital bancário ocupam importantes cargos no ministério, por exemplo: Olga Sánchez Cordero, conselheira do grupo financeiro Banorte, passou ocupar o segundo cargo do Poder Executivo, a secretária de governo. Além disso, se fortalecem os bancos privados com a transferência de importantes verbas do orçamento federal, como programas sociais, que são entregues por via deles, como é o caso do Banco Azteca, do magnata Ricardo Salinas, dono do monopólio do Grupo Salinas de comunicação, finanças e comércio, que tem um de seus executivos, Esteban Moctezuma, como Ministro de Educação Pública. Pois bem, vejamos o caso escandaloso que significou a privatização da TV pública durante o governo de Carlos Salinas de Gortari, com licitação fraudada, infestada de corrupção e a preços irrisórios, e que hoje não é apenas intocável, mas Ricardo Salinas Pliego é citado frequentemente como exemplo do “empresário social”, e com peso importante em qualquer decisão governamental, além do fato de seus lucros serem garantidos e ampliados. Ou o caso emblemático de Slim, proprietário do monopólio América Móvil, também grande beneficiário do atual governo. Como já dissemos em outra ocasião: economia de monopólio, poder de monopólio.

   Em plena pandemia, há poucas semanas, López Obrador se reuniu com Trump, em Washington, acompanhado dos principais grupos monopolistas do México, para anunciar a entrada em vigor do T-MEC, batizado de NAFTA 2.0, acordo imperialista; desde 1994 os termos desse acordo têm sido fortes grilhões para a classe trabalhadora de toda a América do Norte e um paraíso para as capitalistas dos três países. Aliás, os partidários da tendência "antineoliberal" pensavam que com Obrador haveria uma virada para a multipolaridade, mas este deu-lhes com a porta na cara, pois Trump e as montadoras norte-americanas exigiam a renegociação do Tratado em sua guerra comercial com os capitais chineses. Quer dizer, Obrador cerra fileiras com a corrente protecionista do capitalismo, da qual o presidente dos Estados Unidos faz parte. Para deixar claro: todo o discurso de soberania e independência nacional é letra morta, demagogia, em Obrador. Aqueles que por esse discurso o apoiaram, estão de acordo com o T-MEC, ou preferem ser cúmplices em nome da “tática”?

   Intactos também estão os compromissos com o FMI, Banco Mundial, dívida externa, etc. Gostaríamos de discutir por que o keynesianismo não é uma saída operária e popular com os partidários da corrente “antineoliberal”. Porém, no México, sua aposta é no desenvolvimento da gestão neoliberal em matéria econômica, fazendo isso com uma demagogia que a cada passo declara o fim do neoliberalismo.

Repressão e militarização

   Discutindo com organizações que se reivindicam de esquerda e,  inclusive, lutar pelo socialismo, nos diziam antes das eleições, admitindo que embora Obrador expressasse os interesses do capital, era conveniente fazer concessões para dar uma basta com a repressão,  e é verdade era terrível, pois somente com Peña Nieto (2012-2018) cinco militantes do Partido Comunista do México foram assassinados e um membro do Comitê Central está desaparecido desde então, entre centenas de desaparecidos e assassinados. Mas isso mudou? Lamentamos responder que não, que a repressão seletiva e o assassinato político continuam acontecendo, especialmente contra quadros do movimento indígena e camponês do México.

   De que adianta dizer que nunca mais crimes como os de 68 ou 71 no tempo que se encobria o assassino, o Exército Mexicano? De que adianta anunciar o desaparecimento do nefasto Corpo de Granadeiros ... e que depois com seus mesmos uniformes aparecem restringindo as mobilizações operárias e populares na Cidade do México? Como eximir os responsáveis ​​pelo desaparecimento dos estudantes de Ayotzinapa, pelo assassinato extrajudicial de vários em Tlatlaya? E como fortalecê-los ainda mais, aprovando leis que legalizem sua presença nas ruas? Por que quando Peña Nieto apresentou a Lei de Segurança Interna ela foi rejeitada como reacionária, e por que essa mesma lei, com outro nome, é apresentada como positiva com Obrador?

   O Exército se fortalece e ganha também um novo braço: a Guarda Nacional, aríete repressivo contra os que lutam, e também ... a executora da política anti-imigração ditada por Pompeo e pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Isso resultou em um aumento de 60% na detenção de migrantes em comparação com governos anteriores.

Mundo de trabalho

   Houve ilusões de que os ataques aos direitos dos trabalhadores poderiam recuar com López Obrador como presidente. A esperança de revogar a reforma trabalhista de novembro de 2012 foi apresentada como um argumento por alguns para o “apoio crítico” a Obrador; e aí também a mensagem é oposta, já que a terceirização continua e novos roubos nas pensões estão em curso. Porém, o Estado dá passos para continuar a precarização da juventude trabalhadora, com programas como “jovens construindo o futuro”, onde a força de trabalho de milhões de jovens é entregue aos grandes monopólios e ao setor privado, custeando seus salários com o orçamento público. O que há de progressivo na transferência de recursos para o capital por meio da exploração da força de trabalho gratuita, também sem direito à seguridade social, a acumular anos para aposentadoria, ou fundos para habitação?

   Poderiam falar de um aumento salarial, mas ele evaporou devido ao rápido aumento do custo da cesta básica e dos serviços.

A pandemia

   Apesar da má gestão da Covid-19 no México pelo Estado, os promotores do “antineoliberalismo” tomam cuidado para não colocar o México na lista dos países com problemas, talvez para não equipará-lo com o desastre do Brasil ou do Peru. Mas os dados são contundentes, com quase 70.000 mortos e mais de 600.000 infectados, resultado de uma política que priorizou os interesses da classe dominante, os lucros dos capitalistas, que não alocou um único peso para garantir que os trabalhadores e setores populares pudessem manter a quarentena diante da perspectiva sombria de ficar em casa para morrer de fome ou sair para receber um salário correndo o risco de contágio. Um governo que, sem fazer piada, confiava em amuletos como proteção contra o vírus e até hoje continua rejeitando o uso das máscaras.

   Esta sucinta recapitulação não pode deixar de lado os chamados projetos emblemáticos de Obrador, o trem maia, as ZEE’s, o novo aeroporto. Não importam os povos originários, não se preocupa com a natureza. Mais uma vez surge a sede de lucro dos capitalistas, que assim se satisfaz, mascarada na criação de empregos temporários para inflar as estatísticas, que maquilam, mas não resolvem.

   No entanto, isso mostra que o governo "antineoliberal" é tão neoliberal quanto os dos últimos 30 anos. Tampouco, houve alguma trégua na luta, mas sim um recrudescimento do ataque do capital contra os trabalhadores, que se intensificará na crise econômica em curso.

   Poderíamos discutir sinceramente os argumentos de que a gestão keynesiana do capitalismo é melhor do que a neoliberal, como defendem os  "antineoliberais". Não temos que recorrer à diatribe, pois temos muitos elementos sobre a atualidade da luta pelo socialismo como um objetivo colocado na ordem do dia. Porém tal discussão carece de sentido quando os "antineoliberais" ficaram "pendurados na brocha" e apresentam Obrador como progressista quando ele não o é. Esperamos que seja porque não conhecem os fatos, e não por cumplicidade.

   Quanto aos comunistas, não estamos na luta para atenuar a exploração, mas sim para derrubá-la, não estamos para eleger o mal menor, mas para mudar o mundo.

Em 2018, o PCM declarou:

   “No México e no mundo, ingenuamente se pensa que Obrador é uma opção de mudança e que estamos às vésperas de uma guinada para a esquerda. É uma percepção sem fundamento, ingênua e errônea.

   Obrador irá reforçar o domínio da classe capitalista, e com a gestão social-democrata e medidas populistas, e também autoritárias, oferece como cartão de visita a contenção do povo ”.

   Lamentavelmente não nos equivocamos.


Tradução e edição: Página 1917.

Este artito foi publicado originalmente em:

https://elcomun.es/2020/09/02/verdades-y-mentiras-del-gobierno-de-lopez-obrador/

 

 

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