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quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Mobilização do KKE e do KNE contra a visita do Secretário-Geral da OTAN à Grécia

Grécia fora da guerra! Nem terra nem água para os assassinos dos povos!


Na terça-feira, 26 de novembro de 2024, a Organização do Partido Ática do KKE e a Organização da Região Ática do KNE realizaram uma mobilização em massa no centro de Atenas contra a visita de M. Rutte, Secretário-Geral da OTAN a Atenas.

Milhares de gregos atenderam ao chamado do KKE


Milhares de pessoas e jovens participaram da mobilização, gritando os slogans: "Grécia fora da guerra!" e "Nem terra nem água aos assassinos dos povos".

Apelando à mobilização, as organizações do KKE e do KNE enfatizaram o seguinte:

"Poucos dias após o uso de armas americanas e britânicas contra a Rússia pelo regime de Zelensky, a subsequente atualização da Doutrina Nuclear pela Rússia, os recentes lançamentos de mísseis e os avisos de que a guerra está se tornando "global"...

Paquistão: Sinais de uma revolução em curso

 – A revolta que a mídia corporativa do ocidente silencia

Junaid S. Ahmad [*]

Revolta no Paquistão.

"Pelas cenas que vimos, parecia a guerra entre a Palestina e Israel. Foi um jogo sangrento e brutalidade é uma palavra demasiado pequena para descrever o que estes canalhas sádicos estão a fazer. Quando fugimos dali, havia cadáveres debaixo dos nossos pés. As forças policiais estão agora a disparar de forma aleatória e contínua”.
Estudantes da Universidade Islâmica Internacional – Islamabad (IIU-I)

Os acontecimentos impressionantes das últimas 48 horas no Paquistão, e especificamente na capital Islamabad, continuam à espera de uma cobertura séria por parte do mundo. O regime da lei marcial não conseguiu impedir que manifestantes de todo o país marchassem e entrassem em Islamabad. Apesar de ter sido necessário importar milhares e milhares de contentores de transporte para isolar a cidade e impedir as pessoas de entrarem na capital, o establishment militar não conseguiu impedir a sua entrada. No entanto, o dilúvio de tergiversações incessantes que emanam do Inter-Services Public Relations (ISPR), o serviço de propaganda dos militares, tem continuado incessantemente e de modo nauseabundo.

A ferocidade da selvajaria estatal fez parar temporariamente o movimento de protesto. O antigo primeiro-ministro Imran Khan tem exigido sistematicamente que não só o seu Movimento para a Justiça seja totalmente pacifista como também desista nas situações em que haja a probabilidade de o seu próprio sangue ser derramado às mãos deste regime violento.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Greve Geral na Grécia

Uma mensagem de revolta dos trabalhadores por salários e rendimentos dignos, contra o envolvimento do nosso país na guerra.

Partido Comunista da Grécia (KKE)

Um mar de pessoas inundou as ruas de Atenas e outras cidades da Grécia em 20 de novembro de 2024 .

Trabalhadores gregos contra o arrocho e a guerra.

Milhares de grevistas, que participaram da greve nacional de 24 horas dos sindicatos dos setores público e privado da economia, apresentaram suas justas reivindicações. Eles exigiram aumentos salariais, dinheiro para os sistemas de saúde e educação públicos e para que a Grécia saísse dos matadouros de guerra.

O militarismo e as próximas guerras

István Mészáros*

2003


Palestina: genocídio e destruição confirmam o avanço da barbárie. 



[...] A produção militarista, hoje em dia primariamente personificada no "complexo militar-industrial", não é uma entidade independente, regulada por forças militaristas autônomas que são também responsáveis pelas guerras. Rosa Luxemburgo foi a primeira a colocar estas relações na sua perspectiva correta, já em 1913, na sua obra clássica "A Acumulação do Capital", publicada em inglês cinquenta anos mais tarde, e na qual a autora sublinhava profeticamente, há noventa anos, a crescente importância da produção militarista, sublinhando que:

Em última análise, o próprio capital controla este movimento automático e rítmico de produção militarista através da ação legislativa e de uma imprensa cuja função consiste em moldar a chamada “opinião pública”. É por isso que este domínio particular da acumulação capitalista parece capaz de expansão ilimitada.

Estamos, por conseguinte, preocupados com um conjunto de indeterminações que devem ser encaradas como partes de um sistema orgânico. Se queremos lutar contra a guerra enquanto mecanismo de governo mundial, como o devemos fazer, a fim de salvaguardar a nossa própria existência, temos de situar as mudanças históricas que tiveram lugar nas últimas décadas no seu quadro causal próprio. A concepção de um Estado nacional superpoderoso, que controlaria todos os outros, seguindo os imperativos imanentes da lógica do capital, só pode conduzir ao suicídio da Humanidade. Ao mesmo tempo, deve também reconhecer-se que a contradição aparentemente insolúvel entre aspirações nacionais — que explodem ciclicamente em antagonismos devastadores — e internacionalismo só pode ser resolvida se for regulada numa base totalmente equitativa, o que é completamente inconcebível na ordem hierarquicamente estruturada do capital.

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