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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Quem vai pagar por isso? (I)

Ney Nunes


Gaza reduzida a escombros.


Um cessar fogo foi alcançado em Gaza. A notícia ganhou as manchetes da mídia burguesa, claro que enaltecendo Donald Trump como articulador da pretensa paz. Os telejornais destacam a chegada dos reféns israelenses, enquanto os milhares de palestinos sequestrados e levados para Israel não são reféns, são denominados "prisioneiros"! Mas o que esperar da mídia burguesa que não seja manipulação da notícia e mentiras descaradas?

E o que dizer das entrevistas e artigos dos supostos especialistas em Oriente Médio publicados por essa mídia vendida ao imperialismo? Na sua esmagadora maioria são escritores de aluguel vinculados ideologicamente ao sionismo. Segundo esses "especialistas", aqueles que resistem contra a ocupação do território palestino iniciada em 1948 pelos israelenses são terroristas, enquanto o Estado sionista de Israel, que vem praticando todo tipo de crimes desde a sua fundação, culminando com o atual genocídio de milhares de civis palestinos e a destruição completa das suas moradias, escolas, hospitais e toda infraestrutura, é tratado como vítima e suas ações criminosas como defensivas!

No bojo dessa avalanche de falsidades, vem o relato de que, após o cessar fogo, os palestinos estão retornando para suas casas. Que casas? Que ruas? Que Bairros? Se tudo esta arrasado e reduzido a escombros! Esquecem de perguntar, quem vai pagar por isso? Esquecem por que são cínicos até a medula. Estão cansados de saber quem cometeu genocídio, crimes de guerra e destruiu Gaza. Sabem quem executou e quem apoiou fornecendo misseis e bombas que despedaçaram crianças e mulheres indefesas, reduzindo Gaza a um monte de entulhos. Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido foram os principais municiadores do aparato militar israelense. Sem o apoio deles Israel jamais teria condições de sustentar suas agressões simultâneas em Gaza, Líbano, Irã, Síria e Iêmen.

Entre as bandeiras históricas de apoio a causa palestina, agora se soma mais uma: a reparação de guerra pelos crimes cometidos pelo Estado terrorista de Israel e seus cúmplices imperialistas!


Edição: Página 1917

 



sábado, 11 de outubro de 2025

O 'Plano de cessar-fogo' de Trump em Gaza: uma declaração de extermínio organizado, não de paz

Declaração emitida pelo Partido Comunista Palestino

04\10\2025



Ó massas do nosso povo em luta,

O que está sendo comercializado como "plano de cessar-fogo de Trump" não é uma solução nem uma iniciativa de paz. É um projeto imperial que visa liquidar a causa palestina e legitimar massacres contra nosso povo em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém. Tentativas de apresentar esse plano como um "acordo" nada mais são do que uma declaração de extermínio organizado com o objetivo de subjugar nosso povo e consolidar a ocupação sob disfarce diplomático e econômico.

O povo palestino, que resistiu por décadas às políticas de desenraizamento, limpeza e deslocamento forçado, não aceitará ser excluído de nenhuma decisão que diga respeito ao seu destino, nem permitirá que seu sofrimento seja transformado em acordos entre criminosos de guerra como Trump e Netanyahu e seus apoiadores reacionários.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Carta de Despedida de Che Guevara

Ernesto 'Che' Guevara

1965

Che Guevara, em março de 1960.


 Fidel

Neste momento lembro-me de muitas coisas - de quando o conheci no México, na casa de Maria Antonia, quando me propôs juntar-me a você; de todas as tensões causadas pelos preparativos.

Um dia vieram me perguntar quem devia ser notificado em caso de morte, e a possibilidade real desse fato causou um impacto. Mais tarde, soubemos que era verdade, que numa revolução se vence ou se morre (se ela for autêntica).

Atualmente, tudo tem um tom menos dramático, porque somos mais maduros. Mas o fato se repete. Sinto que cumpri com a parte do meu dever que me prendia à revolução cubana em seu território e me despeço de você, dos camaradas, do seu povo, que agora é meu.

Renuncio formalmente a meus cargos no Partido, a meu posto de ministro, à minha patente de comandante e à minha cidadania cubana. Legalmente nada me vincula a Cuba, só laços de outra ordem que não se podem quebrar com nomeações.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

VENEZUELA NA MIRA DOS EUA

André Lavinas 

Navios dos EUA na costa venezuelana: agressão imperialista.


Os EUA estão na iminência de realizarem um ataque massivo contra alvos militares e civis na Venezuela. Em agosto de 2025, os EUA  enviaram destróieres e navios anfíbios¹ com milhares de soldados e equipamentos que podem ser usados num desembarque em território venezuelano e desde o início de setembro deste ano vem aumentando o contingente de aeronaves de ataque, como o F35, nas suas bases em Porto Rico².


Este movimento de Trump enviando um contingente militar para as águas internacionais próximas à costa da Venezuela tem como pretexto o combate aos cartéis de traficantes de drogas que estariam atuando sob o guarda-chuva do governo bolivariano. Mas esta justificativa não poderia estar mais longe da realidade.

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