Rolando Astarita*
18/07/2024
Neste artigo revisamos alguns dos principais dados referentes à situação da economia argentina nestes primeiros sete meses do governo "La Libertad Avanza". Começamos destacando a profundidade da crise.
A economia, no fundo e estagnada
O primeiro trimestre de 2024 foi o pior desde a cris e de saída da convertibilidade em 2002. O PIB caiu 5,1% em termos homólogos; o consumo privado caiu 6,7%; A formação bruta de capital fixo (inclui construção, máquinas e equipamentos, equipamentos de transporte) caiu 23,4% (INDEC, também a seguir). No primeiro trimestre, em termos homólogos, a Construção variou -19,7%; Indústria de Transformação -13,7%; Intermediação financeira -13%, Comércio atacadista, varejista e de reparos -8,7%. A contrapartida foi o crescimento da Agricultura, pecuária e silvicultura (+10,2%).
No segundo trimestre, a economia estagnou nesses níveis. O estimador mensal da atividade econômica de abril caiu 0,1% frente a março, e caiu 1,7% frente ao mesmo período do ano anterior. O índice de produção industrial manufatureira em maio caiu 14,8% em termos anuais. No acumulado de janeiro a maio foi negativo em 15,2% em termos homólogos. O indicador da atividade de construção em Maio caiu, em termos homólogos, 32%.
Segundo a Câmara de Comércio e Serviços Argentina (CAC), a queda homóloga acumulada no Índice de Consumo, entre janeiro e maio, foi de 4,3%; A queda em maio, em termos reais, em termos homólogos, foi de 7,7%. O consumo representa 70% do PIB. Alguns itens foram particularmente afetados. O consumo de vestuário e calçado caiu 27% em maio, em termos homólogos; Transportes e veículos caíram 11,3%; Recreação e cultura despencaram 42,6%.
.jpg)
_2.jpg)