14/06/2024
Os americanos sabiam. Os americanos ajudaram. Os americanos forneceram as bombas, os helicópteros, os caças, as balas e os projéteis dos tanques. Os americanos assistiram ao desenrolar do ataque. Eles assistiram do cais de Biden. Eles assistiram de drones. Eles observaram enquanto as ruas se enchiam de sangue, corpos e membros. Depois, os americanos elogiaram a operação de resgate e nada disseram sobre as crianças e mulheres palestinas mortas. Nada sobre os amputados e os eviscerados. Nada sobre os três reféns que aparentemente também foram mortos no ataque israelita, incluindo um cidadão americano.
![]() |
| Gaza, destruição e genocídio. |
Alguns dos israelenses vieram vestidos como palestinos, falando árabe e parecendo refugiados. Alguns vieram escondidos em caminhões civis. Outros pairavam acima em helicópteros de ataque Apache, esperando para atacar.
O vizinho Hospital Al-Aqsa já estava lotado de pacientes dos ataques aéreos dos dias anteriores, antes de começar a receber os feridos e mutilados do dia mais sangrento do ataque de Israel a Gaza. Al-Aqsa já estava com poucos suprimentos, com poucos medicamentos, água e energia. Os corredores do hospital já estavam cheios de pacientes gemendo, enfaixados, se recuperando de ferimentos e cirurgias sem analgésicos. Os funcionários já estavam sobrecarregados, cansados e estressados, quando ouviram as primeiras explosões, por volta das 11h.
Dezenas de ataques aéreos foram seguidos por rajadas de tiros de armas pequenas e granadas lançadas por foguetes. Algumas explosões pareciam muito próximas do hospital. Alguém disse que as IDF ligaram para o hospital minutos antes e alertaram a equipe para evacuar porque também era um alvo. Mas as enfermeiras e os médicos não abandonavam os seus pacientes. Talvez tenha sido desinformação ou apenas mais um boato de uma guerra infernal.



