Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista do México
04/06/2024
O processo eleitoral no México foi concluído com a votação no domingo, 2 de junho, para eleger o Presidente da República, Câmaras de Deputados e Senadores, Governos da Cidade do México e outras entidades, diversas legislaturas locais e governos municipais de vários estados.
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| Manifestação do PCM |
O processo eleitoral foi marcado pela intervenção governamental em favor do seu partido MORENA, pela utilização de programas sociais, ou seja, pelo lucro da pobreza extrema, pela demagogia dos dois grandes blocos burgueses e das suas candidatas, Claudia Sheinbaum e Xóchitl Gálvez, as campanhas sujas, pelo desperdício obsceno de dinheiro, tanto das prerrogativas do Instituto Nacional Eleitoral (INE), como de fontes estranhas (ou de grupos empresariais ou do crime organizado), pela violência.
Ficou visível o rol de traição governamental do Partido do Movimento Cidadão ; também é um elemento notável que, desde o ponto de vista programático, Sheinbaum e Gálvez estivessem enquadrados na mesma plataforma, com diferenças menores e não essenciais. Fundamentalmente, ambas ratificaram o compromisso de levar a frente a gestão do capitalismo.
Os resultados são claros: foi eleita Claudia Sheinbaum, que terá maioria qualificada para levar a cabo o conjunto de medidas legislativas que considera necessárias uma vez que o PRI e o PAN não terão uma correlação de forças que as dificulte. Será implementado o chamado Plano C, que entre outras medidas visa colocar a Guarda Nacional sob controlo militar. Desde o início da campanha, os empresários ditaram as suas prioridades. Hoje é verificável a satisfação da classe dominante, do poder dos monopólios, com este resultado, com as felicitações imediatas dos banqueiros e das câmaras patronais.



