Notícias e análises sobre temas históricos e da atualidade, abordando história, economia, política e relações internacionais a partir da perspectiva marxista-leninista e das lutas dos trabalhadores contra a exploração capitalista.
quarta-feira, 8 de maio de 2024
EUA, Mídia e Cinismo Genocida
terça-feira, 7 de maio de 2024
As Esquerdas Tagarelas
Manuel Augusto Araújo*
24/04/2023
No princípio do ano em Memphis, no estado de Tennessee, Tyre Nichols um jovem negro de 29 anos, morreu no hospital três dias depois de ter sido brutalmente agredido por cinco policiais. O que torna particular este ato de violência é ter sido cometido por cinco policiais negros de uma cidade em que o departamento da polícia é liderado por Cerelyn Davies, uma mulher negra.
Para o quadro ficar completo seria curioso conhecer-se o gênero dos intervenientes nesse acontecimento, que demonstra que a violência policial não tem cor, é inerente a uma sociedade em que a coação exercida pelas classes dominantes tem muitas graduações, das mais persuasivas às que recorrem à força extrema em atos pontuais como este ou por guerras como as que têm sido postas em prática desde há muitos decênios para que o império continue a impor as suas regras. A xenofobia, o racismo, a homofobia são catalisadores num estado de sítio sempre pronto a explodir.
Deveria o brutal assassinato de Tyre Nichols, dado os seus intervenientes mais diretos, os policiais negros, ou mais longínquos, a chefia do departamento policial por uma mulher negra, ter feito implodir as fantasias que as lutas ditas fragmentárias das políticas de identidade e diversidade são o cerne das lutas que irão resolver as questões políticas, sociais e econômicas desta sociedade, tornando obsoletas as lutas de classe e, concomitantemente, os partidos e organizações de classe que continuam empenhados numa radical mudança social, mesmo que diferida no tempo, dado o quadro atual da realidade em que o capitalismo, embora que atravessando graves crises, é hegemônico.
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| Tyre Nichols, morreu a 10 de janeiro de 2023, três dias após ser detido pela Polícia de Memphis, EUA. |
O que é inquietante, é que as evidências desnudadas pelo assassinato de Nichols em nada abalaram os bandos de ativistas nos EUA e seus seguidores, sobretudo no mundo ocidental, as suas retóricas publicitárias que parasitam por uma comunicação social cada vez mais propriedade e voz das oligarquias beneficiárias das desigualdades sociais que agravam o fosso entre os privilegiados e o complexo mundo do trabalho, cumprindo o que desde sempre foi e continua a ser um dos objetivos da burguesia, que é o de secundarizar e se possível tornar invisível a luta de classes para que a crença de se viver numa sociedade aberta seja dominante, pelo que há que inviabilizar o que coloque em causa a sua preponderância.
terça-feira, 30 de abril de 2024
Da Primeira Ferrovia ao Golpe Rodoviarista
Cento e setenta anos da primeira ferrovia brasileira (1854 -2024)
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| Ferroviários posam junto da locomotiva "Baroneza" - 1920. |
A Inglaterra e a expansão das ferrovias
segunda-feira, 29 de abril de 2024
Retomar o Caráter Combativo e Classista do Primeiro de Maio!
Ney Nunes
29/04/2024
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| Primeiro de Maio, anos oitenta, Brasil. |
Ao final do século passado, mais precisamente entre o final dos anos setenta e os anos oitenta, quando vivíamos o ocaso da ditadura empresarial-militar instaurada com o golpe de 1964, participei ativamente de algumas manifestações do Primeiro de Maio. Embalados pelas greves que ressurgiam com força pelo país, em especial nas cidades com grandes concentrações operárias, conseguíamos mobilizar e construir atos do dia do trabalhador com conteúdo classista que reforçavam as bandeiras de luta do movimento sindical.
Nesses atos, os protagonistas eram os trabalhadores e suas organizações sindicais e políticas, não havia lugar para governantes e politiqueiros burgueses. Milhares de trabalhadores se reuniam com objetivo de demonstrar suas insatisfações e para reforçar as reivindicações diante da burguesia e do governo. O caráter internacional da luta de classes e a necessária unidade e solidariedade para enfrentar o capitalismo eram pontos destacados pelos oradores e nos muitos panfletos das organizações e partidos envolvidos com aquelas mobilizações.
A partir dos anos noventa, com as derrotas sofridas pela classe trabalhadora no Brasil e no mundo, derrotas que aprofundaram a exploração e a precarização do trabalho, começava um longo período de retrocesso nas lutas operárias e na consciência de classe. A descaracterização do Primeiro de Maio foi, entre os vários mecanismos para dissolver essa consciência classista, uma das mais significativas. O "Dia do Trabalhador" passa a ser chamado de "Dia do Trabalho", as concentrações combativas e de reivindicações se transformam em shows midiáticos com sorteios de prêmios, em vez dos dirigentes da luta operária, são os políticos burgueses os convidados de honra.
Assim, já temos três décadas dessa deformação do Dia Internacional dos Trabalhadores, chegando hoje ao ponto de vermos essas entidades sindicais esvaziadas, burocratizadas, dirigidas por uma camada de pelegos a serviço da subordinação ao patronato, convocarem atos de primeiro de maio sob o signo da conciliação de classes. Esses lacaios do capital transformaram o dia de combate da classe trabalhadora em dia de festa e de farsa.
O longo período de retrocessos na luta e na consciência de classe dos trabalhadores precisa chegar ao fim. Essa é uma premissa essencial para não cairmos de vez no poço sem fundo que nos reserva a barbárie capitalista. Levantemos bem alto a bandeira da solidariedade internacional da classe trabalhadora, contra os exploradores, contra a guerra imperialista e contra o genocídio na Palestina.
Pela paz entre os povos! Pelo Socialismo!
Edição: Página 1917





