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segunda-feira, 18 de março de 2024

Boicotar a Mídia Burguesa !

Boicotar a mídia burguesa
Faixa de Gaza: genocídio e destruição.


A cobertura do oligopólio midiático brasileiro sobre o genocídio praticado por Israel na Faixa de Gaza evidencia sua total subordinação ao imperialismo norte-americano e europeu. Ao classificar como terrorismo a resistência do povo palestino contra uma ocupação que já dura 75 anos, ao mesmo tempo em que não reconhece estar ocorrendo um genocídio cometido pelas tropas israelenses, esse oligopólio está respaldando o assassinato de dezenas de milhares de seres humanos, a limpeza étnica e crimes de guerra.


Mais de 13 mil crianças mortas nos ataques israelenses em Gaza

Não alimentem os inimigos do proletariado!

Nenhum centavo para a máquina de propaganda capitalista!

Cancelem suas assinaturas do oligopólio midiático burguês!


domingo, 17 de março de 2024

A luta do proletariado e das massas na luta de classes contra a burguesia e seus atuais limites

Coletivo Cem Flores
2023
Jamais reduziremos nossas tarefas ao apoio às palavras de ordem da burguesia reformista mais em voga. Perseguimos uma política independente e apresentamos apenas as reformas que são, sem dúvida, favoráveis aos interesses da luta revolucionária, que sem dúvida aumentam a independência, a consciência de classe e a eficiência de luta do proletariado.
                              Lenin: Mais uma vez sobre o Ministério da Duma (1906)

 

Após a derrota das experiências revolucionárias socialistas do século 20, que se somaram às crises do marxismo e do movimento comunista internacional, e diante da violenta crise que o capital atravessa, o proletariado e as demais classes trabalhadoras em todos o mundo sofreram muitas derrotas e recuaram de forma intensa no terreno da luta de classes. Suas teoria e organizações revolucionárias foram em grande parte abandonadas, desorganizadas ou derrotadas. Sua unidade e suas lutas apresentam enormes dificuldades para se firmarem e serem vitoriosas contra seus inimigos de classe. Concomitantemente, a burguesia passou à ofensiva em várias frentes, retomando e conquistando posições, avançando sobre as grandes massas para impor ainda mais exploração e opressão.
 
A luta do proletariado e das massas no Brasil é parte desse cenário geral. As lutas concretas dos explorados e oprimidos, que brotam da piora das suas condições de vida, encontram diversos e significativos limites políticos, ideológicos e organizacionais, que barram e impedem uma ação mais incisiva e efetiva contra o inimigo burguês e seus aliados. Um dos maiores desafios dos comunistas nesta conjuntura é transformar a crise e a ofensiva burguesa em oportunidades de avanço da luta e organização proletária.

Brasil: democracia burguesa em ação.


De forma mais concreta, são vários os fatores que limitam e emperram a luta do proletariado atualmente no Brasil. O desemprego elevado e a deterioração do mercado de trabalho, um dos principais efeitos da crise, criam um ambiente desfavorável para a luta sindical por melhores condições de trabalho, salários e benefícios, seja pelo aumento  de  concorrência  entre  trabalhadores empregados (formais e informais) e os que compõem o exército de reserva, seja pelo avanço do poder patronal. O reforço da repressão, desde a vigilância à repressão sanguinária, coloca aos explorados a exigência de um patamar mais elevado de organização. A prolongada ausência da posição revolucionária abre espaço para a influência crônica do reformismo e do oportunismo, que desorganizam e corroem os instrumentos de luta das massas, tornando-se verdadeiras armas do inimigo, sendo o exemplo claro a grande maioria dos sindicatos hoje.

sexta-feira, 15 de março de 2024

Velho Oportunismo, Surradas Justificativas

Ney Nunes*

"Hoje, a socialdemocracia nem mesmo pode ser caracterizada enquanto uma força política "reformista" ou "conciliadora". Em primeiro lugar, porque não pretende fazer reformas no capitalismo que possam reduzir  minimamente o grau de exploração dos trabalhadores e,  quando está no governo, se limita a fazer maquiagens visando ocultar os horrores do sistema."

 



    A socialdemocracia em nosso país, representada principalmente por um arco político reunindo: PT, PSOL, PC do B e PSB, nada mais é do que uma linha auxiliar da burguesia que, ao longo do tempo, vem dando inúmeras provas do seu mais completo servilismo aos interesses do capital e colaborando fortemente na estabilidade do regime político burguês. Nesse sentido, ela faz jus ao perfil socialdemocrata inscrito na história internacional, inaugurado com o apoio aos seus respectivos governos na carnificina da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e depois na reação contra a revolução alemã de 1919, quando foram assassinados os dirigentes comunistas Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht.

    Hoje, a socialdemocracia nem mesmo pode ser caracterizada enquanto uma força política "reformista" ou "conciliadora". Em primeiro lugar, porque não pretende fazer reformas no capitalismo que possam reduzir  minimamente o grau de exploração dos trabalhadores e,  quando está no governo, se limita a fazer maquiagens visando ocultar os horrores do sistema. Em segundo lugar, ela não pratica conciliação entre as classes sociais, apenas gerencia o projeto da classe dominante e distribui migalhas a segmentos miseráveis da população visando a cooptação eleitoral e a contenção de possíveis revoltas. Lembrando que a política das migalhas e da cooptação está sempre combinada com a feroz repressão sobre a população das periferias e favelas, levada a cabo pela polícia militar e pelos bandos narcomilicianos.

    Com tudo isso, ao nos aproximarmos do período das eleições municipais, constatamos, mais uma vez, grupamentos e indivíduos autoproclamados “socialistas”, “comunistas” “revolucionários”, “anarquistas” e etc. se movimentarem em direção ao apoio eleitoral a essa socialdemocracia (mais do que tardia). Utilizando-se das surradas justificativas: “combate ao neoliberalismo”, barrar o avanço da direita “defesa da democracia diante da ameaça fascista”, como se neoliberalismo e fascismo não fossem crias do ventre capitalista. Estão, na verdade, tentando mascarar seu oportunismo político, seu reboquismo e sua permanente submissão à institucionalidade burguesa.

    A ação deletéria desses grupamentos, ao criarem falsas expectativas, ajuda a prolongar a existência do sistema de exploração que está nos encaminhando em direção à barbárie. Ao se associarem aos gestores do capitalismo, acabam por pavimentar o caminho das forças mais reacionárias da sociedade, razão pela qual, é imprescindível desmascará-los se queremos reconstruir a tão necessária política de independência do proletariado face aos seus inimigos de classe. 

Rio de Janeiro, 14/03/2024

Ney Nunes, eletricista, bancário, foi militante sindical, ex-dirigente do PCB e autor do livro "Guerra de Classes": https://clubedeautores.com.br/livro/guerra-de-classes



terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Sobre os dois anos da guerra imperialista na Ucrânia

Declaração do Gabinete de Imprensa do CC do Partido Comunista da Grécia (KKE) - 24/02/2024




A passagem de dois anos desde o início formal do conflito armado imperialista na Ucrânia recorda a todos as trágicas consequências para os povos da derrubada do socialismo e da dissolução da União Soviética.

Nestes dois anos, a guerra em território ucraniano, depois da inaceitável invasão russa e do crescente envolvimento dos EUA, da OTAN e da UE, levou ao massacre dos povos de duas antigas repúblicas soviéticas, a Ucrânia e a Rússia, que viviam em paz e floresceram juntos no âmbito da URSS.

Além disso, tem consequências dolorosas para os povos da Europa, que são chamados a suportar o peso da guerra, da maior militarização dos seus países, dos preparativos para novos conflitos mais gerais. 

O bárbaro massacre do povo palestino por parte de Israel, com o apoio dos EUA e da UE, os planos e antagonismos imperialistas no Oriente Médio e no Mar Vermelho, bem como a tensão em vários locais do planeta, são “indicadores” de situações muito temerárias .

O KKE destacou desde o primeiro momento o caráter antipopular da guerra na Ucrânia, que surgiu no quadro do antagonismo feroz entre as burguesias das potências imperialistas pelo controle dos mercados, das matérias-primas, das redes de transporte, dos apoios geopolíticos no região da Eurásia.

O KKE denuncia o governo da ND que, com o apoio do SYRIZA, do PASOK e dos outros partidos a favor da UE e da OTAN, empurra o país para o “matadouro” das guerras imperialistas pelos interesses de uns poucos exploradores e dos seus aliados na UE e na OTAN.

Os comunistas da Grécia estão na dianteira da luta dos trabalhadores e do movimento popular contra o envolvimento da Grécia na guerra imperialista na Ucrânia, contra as bases dos EUA, contra os gastos militares para a OTAN; Lutamos para que o país fique fora dos planos imperialistas da OTAN e da UE na Ucrânia, no Oriente Médio e no Mar Vermelho.

Continuamos a luta por:

O fim do envio de armas e munições para a Ucrânia, debilitando a capacidade de defesa do país, bem como o treinamento pelas Forças Armadas Gregas de forças do governo reacionário de Kiev,

O não envio de qualquer fragata grega para o Mar Vermelho,

O fechamento das bases de morte, que são utilizadas para o massacre de outros povos e colocam o nosso povo como alvo.

A retirada dos mísseis “Patriot” gregos da Arábia Saudita, bem como de todas as unidades das Forças Armadas gregas que se encontram no estrangeiro,

O desligamento da Grécia das uniões imperialistas da UE e da OTAN, com o povo a governar o seu país.

Fonte: https://inter.kke.gr/en/articles/On-the-second-anniversary-of-the-imperialist-war-in-Ukraine/

Edição: Página 1917

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