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terça-feira, 31 de outubro de 2023

O Conflito Militar Israel-Palestina

Dimitris Koutsoumbas

21/10/23

Gaza bombardeada pelo Estado sionista israelense. 

A ofensiva terrestre de Israel na Faixa de Gaza desencadeará uma conflagração geral na região e, de um modo mais geral, à escala global. Esta questão foi corretamente abordada na recente reunião plenária do CC do KKE. O CC reafirmou as posições públicas do Partido, tal como se refletiram nos comunicados de imprensa do Gabinete de Imprensa, nas intervenções dos seus deputados nos Parlamentos Grego e Europeu, bem como nas suas ações no movimento de massas.

As potências regionais e internacionais – estados capitalistas envolvidos no conflito no Médio Oriente

Eles podem ser agrupados aproximadamente nas seguintes categorias:

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Genocídio e Imperialismo

Ney Nunes

30/10/2023

 Criança atingida em Gaza (© AP Photo / Hatem Ali)

     O chefe do Estado terrorista Israelense, o sionista Benjamin Netanyahu, declarou hoje que não vai parar os bombardeios sobre os dois milhões e trezentos mil habitantes de Gaza, na Palestina. O genocida conta com aval político e militar da principal potência imperialista, os Estados Unidos, para prosseguir com o massacre que já ceifou a vida de 8,3 mil palestinos, entre os quais, mais de 3 mil são crianças.(1) Netanyahu, também recebe apoio de um outro bloco imperialista, a União Europeia, para prosseguir com a carnificina.

    O genocídio praticado por Israel contra os palestinos é parte integrante desse sistema de exploração e opressão dos povos pelas potências capitalistas, o capitalismo na sua fase imperialista, e a História nos mostra que esse sistema nos levou até duas guerras mundiais. Hoje, a gravidade dos conflitos bélicos em curso no mundo indicam que a terceira guerra pode estar bem mais próxima do que poderíamos imaginar.

    O propalado mundo multipolar, por si só, não oferece nenhuma perspectiva de resolução desses conflitos e de garantia da paz. A multipolaridade sob a égide do sistema imperialista se constitui, na verdade, em mais um fator de acirramento das disputas interimperialistas e nunca é demais lembrar que duas Guerras Mundiais foram deflagradas justamente no contexto de um mundo multipolar. A paz duradoura entre os povos não tem chance de viabilidade enquanto perdurar a hegemonia dos interesses dos oligopólios empresariais, característica determinante da época imperialista.

    O genocídio em Gaza é prenúncio da barbárie que aguarda a humanidade. A única forma de evitá-la é avançarmos decididos no combate pela imediata suspensão do morticínio praticado por Israel na Palestina e na luta estratégica pela derrocada do capitalismo no mundo.


(1)https://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/ultimo_momento/2023/10/30/numero-de-mortos-em-gaza-ultrapassa-marca-de-83-mil_69f1297e-d28b-4fba-b80a-5b0580b078dc.html


Edição: Página 1917



sábado, 28 de outubro de 2023

Como os Regimes Árabes Financiam a Guerra de Israel em Gaza

Os estados árabes que normalizaram as relações com Tel Aviv estão entre os principais contribuintes em dinheiro para o complexo militar-industrial de Israel. Estes bilhões de dólares árabes estão agora a fluir para a guerra absurda do Estado de Ocupação contra os palestinos em Gaza, Jerusalém e na Cisjordânia.

Mohamad Hasan Sweidan

20/10/23

Gaza: crime contra a humanidade. (foto: Mahmud HAMS / AFP)

Ao longo da sua curta história, Israel praticou atrocidades tanto contra o povo palestino como contra os Estados árabes vizinhos, utilizando frequentemente produtos químicos proibidos internacionalmente, como o fósforo branco , que foi utilizado contra Gaza e o Líbano nos últimos dias.  

No meio da sua guerra em curso contra a Faixa de Gaza, o Estado de ocupação tem desfrutado de uma variedae de meios considerável, graças em grande parte ao apoio ocidental, nomeadamente de Washington, que orgulhosamente se autodenomina um defensor dos direitos humanos globais. Os flagrantes padrões duplos desta política ocidental são exemplificados por décadas de abusos e crimes de guerra documentados em países como o Iraque, o Afeganistão, o Viet, a Síria, o Líbano e outros.

Mas não são apenas os Estados ocidentais que sustentam hoje as capacidades militares de Israel. Uma análise aprofundada revela que uma parte significativa do financiamento para a indústria militar de Israel vem agora de países árabes que normalizaram recentemente as relações com o Estado de ocupação. Quem são, então, os financiadores das guerras de Israel?

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Do Eurocomunismo à Participação no Governo Burguês*

Raúl Martínez, membro do Burô Político do Partido Comunista dos Trabalhadores da Espanha (PCTE)


MARINA GINESTA – Comunista revolucionária ficou eternizada na luta contra o fascismo na Espanha.


A longa viagem do eurocomunismo:

No dia 13 de janeiro de 2020 constituiu-se o primeiro governo de coalizão desde a II República, do qual formam parte os ministros do PSOE e a coalizão Unidas Podemos, da qual formam parte, por sua vez, a Esquerda Unida e o Partido Comunista da Espanha. Com isso, dois militantes do PCE passam a ocupar o Conselho de Ministros: a ministra do trabalho, Yolanda Díaz, e o ministro do consumo, Alberto Garzón.

A longa viagem empreendida pela direção revisionista do PCE, encabeçada por Santiago Carrillo, chega a seu fim. O objetivo traçado pelo eurocomunismo foi cumprido. Estão agora no governo. Chegou a hora da verdade, a hora que a prática confirme, ou não, a tese que outrora conduziu a direção comunista espanhola ao abandono de toda estratégia revolucionária, abrindo uma crise no movimento comunista que perdura até hoje.

O Burô Político do PCTE se pronunciou publicamente sobre o novo governo de coalizão. Em nossa resolução, advertimos que esse governo não faria outra coisa além de gerir a exploração capitalista. Advertimos sobre as falsas ilusões que importantes setores do movimento operário estavam semeando, com base em uma série de propostas simbólicas. Convidamos a não depositar nem um pingo de confiança no governo social-democrata, que chegava para conter a mobilização das massas, frente a um incipiente estalar de uma nova crise capitalista.

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