Chico Aviz
20/02/2020
O Estado não representa uma força imposta a partir do exterior, muito menos trata-se de uma “imagem e realidade da Razão”, como acreditava Hegel. Esta entidade é produto da própria sociedade em certa fase do desenvolvimento da luta de classes. Isto é, surgiu historicamente com o antagonismo insolúvel entre as classes. Tal força emerge como o poder de uma classe sobre a outra, mas falseia-se ideologicamente como uma estrutura acima das classes para manter a ordem. Como parte dessa formulação de suposta isenção do Estado, nutrindo-se de aspectos culturais, busca afirmar-se como sentinela das tradições, nacionalidades, crenças, costumes e culturas. Porém, nada mais é do que uma imposição de força e controle da classe dominante.
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| Vítimas dos bombardeios israelenses em 2023 - Foto: Mahmud Hams/AFP |
A partir desta definição encontrada em “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, escrita por Engels em 1884, conquistamos mais clareza não apenas quanto ao Estado de Israel, como todos os Estados burgueses.



