Ivan Pinheiro (*)
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| Ivan Pinheiro fala no Seminário Internacional do PCM. |
Notícias e análises sobre temas históricos e da atualidade, abordando história, economia, política e relações internacionais a partir da perspectiva marxista-leninista e das lutas dos trabalhadores contra a exploração capitalista.
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ESCRITOS SOBRE A CHINA (I)
A República Popular da China e seu desenvolvimento geram debates e controvérsias entre os militantes e partidos comunistas de todo o mundo, existindo cada vez mais militantes e partidos comunistas que classificam abertamente a China como uma potência imperialista.
Do ano 2000 até hoje, a China redobrou sua
importância e presença político-econômica na América Latina, transformando a
região em um novo ponto de encontro para o confronto interimperialista com os
Estados Unidos, algo que ainda confunde muitos comunistas .
O velho imperialismo liderado pelos Estados Unidos e pela União Europeia está em uma profunda falência política, social e econômica, demonstrando amplamente, como disse Lênin, que o imperialismo é o capitalismo agonizante e em decadência; com sua nova crise econômica, agravada pela pandemia COVID-19, não há dúvida de que o protagonismo geopolítico do Ocidente está se desinflando pouco a pouco em favor do novo Imperialismo liderado pela China. Claro que os Estados Unidos percebem essa perda de controle e hegemonia como uma ameaça cada vez mais direta e empreguem muitos meios de propaganda para atacar a soberania (ver independência de Hong Kong) ou a credibilidade da China (ver a recente campanha sobre a origem da pandemia ou do caso de Xinjiang e dos uigures). Mas essas práticas não devem confundir o militante comunista a acreditar que o inimigo do meu inimigo é meu aliado . Pelo contrário, camaradas. É preciso desenvolver, de igual maneira, uma luta implacável contra este novo imperialismo. Mais implacável se possível no caso da China que, como a União Soviética após o XX Congresso do PCUS, tenta esconder suas práticas criminosas por trás da bandeira vermelha do proletariado e do comunismo. Deng Xiaoping, que alguns comparam à figura de Khrushchev na ex-URSS por seu papel oportunista, foi o promotor da modernização da economia socialista por meio da reforma e abertura da economia chinesa que, na prática, não foi mais do que um processo de transição para uma economia eminentemente imperialista, embora alguns, como Jiang Zemin, o tenham chamado eufemisticamente de transição para um socialismo de mercado.
Humberto Carvalho

Em abril deste terrível ano de 2021, completam-se sete anos de guerra entre a Ucrânia e as Repúblicas Populares de Donestk e Lugansk, da região de Donbass.
Donbass é uma região rica em energia, situada ao leste da Ucrânia, na fronteira sul da Rússia.

Carlos Aquino G.*
07/2020
Não é novidade que na prática política haja quem constantemente esteja "refletindo por caminhos sinuosos" ou "pensando fora da caixa" - como dizia Marcos Mundstock a Daniel Rabinovich no genial "biólogo" de Les Luthiers sobre Terpsícore e o merengue -.
Como diz o velho ditado: "A ignorância é atrevida."
Seguramente uma das explicações poderia ser encontrada no chamado efeito Dunning-Kruger, que levanta o caso da superestimação sobre si mesmas que possuem pessoas não qualificadas ou com conhecimento limitado em certas áreas, que tendem a ter pontos de vista desequilibrados e demasiado favoráveis de suas habilidades, por isso eles “sofrem um duplo fardo: não só eles chegam a conclusões erradas e tomam decisões infelizes, mas sua incompetência os priva da capacidade de se dar conta disso.” [1]
Dessa forma, embora
alguns não tenham problemas em assumi-lo e aplicá-lo como tal, é fundamental
insistir que o marxismo-leninismo não é
um catecismo, não tem orações, ritos litúrgicos, pecados mortais, verdades
imutáveis, nem seres
imaculados. É uma superficialidade - compreensível
em alguns casos, mas sempre imperdoável - para alguém que se diz comunista,
simplesmente decorar frases para repeti-las mecanicamente, como se estivessem
recitando versos do Alcorão ou da Bíblia.
Há poucos meses, no
breve escrito “Corrigir
e fortalecer com avaliação autocrítica”,
ressaltava que “O nosso ‘perfil próprio’ se
demonstra na prática, não na quantidade de camisetas que temos do Che, nas
frases de Lenine que nós aprendemos, nem quanto nos proclamamos
marxistas-leninistas”.
É muito grave
conceber dogmaticamente [2] processos sociais e seus personagens destacados, ou
as organizações políticas e seus dirigentes. Daí o pouco peso, valor e
significado que têm os ataques espúrios que se fazem com citações pinçadas e descontextualizadas.