Notícias e análises sobre temas históricos e da atualidade, abordando história, economia, política e relações internacionais a partir da perspectiva marxista-leninista e das lutas dos trabalhadores contra a exploração capitalista.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2021
Vladimir Lenin, Fundador da URSS.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2021
O MARCO POLÍTICO – MILITAR DO MUNDO CONTEMPORÂNEO
ELISEOS VAGENAS
Secretário de Relações Internacionais do CC do KKE*
As "estradas de paz e prosperidade" prometidas aos povos por todos os tipos de oponentes do socialismo depois de sua queda na União Soviética e em outros países do Leste Europeu nunca foram "abertas". Três décadas depois, "nosso mundo contemporâneo", apesar do avanço da tecnologia, tornou-se mais cruel e desumano para os trabalhadores de todo o mundo. Nele as conquistas históricas da classe trabalhadora foram "decapitadas", enquanto as sucessivas crises capitalistas aumentaram ainda mais os impasses sociais e econômicos dos povos. Os desastres ambientais continuaram, muitas vezes sob o pretexto de "desenvolvimento verde". Os sistemas de saúde pública e assistência social, segurança, educação foram cada vez mais desvalorizados, aumentando as barreiras de classe para atender às necessidades sociais contemporâneas. Todos os anos, dezenas de milhões de pessoas são obrigadas a abandonar as suas casas devido à exploração, intervenções militares e guerras, nas quais morrem milhares de pessoas.
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| Guerra na Líbia: destruição e genocídio. |
Nosso "mundo contemporâneo" é o mundo onde as relações capitalistas de produção dominam universalmente, onde as empresas gigantes - monopólios, desempenham um papel decisivo na vida econômica de cada país capitalista, e que na base do poder econômico - político e militar de cada país, integra-se e ocupa o seu próprio lugar no sistema mundial do imperialismo, formando assim relações interdependentes desiguais com o resto dos países. Na verdade, este lugar pode mudar devido ao desenvolvimento desigual, " ... já que sob o capitalismo o desenvolvimento igual de diferentes empresas, fundos, ramos industriais e países é impossível. " [1] E, é claro, nem por um segundo você pode parar a luta dos capitalistas pela lucratividade, que é a força motriz de qualquer economia capitalista. Há uma luta feroz entre os capitalistas sobre como dividir participações de mercado em todos os ramos, em todos os países, todas as regiões, globalmente, em uma busca implacável por quem vai assumir o controle dos depósitos de energia, riqueza mineral e rotas. transporte de mercadorias.
Essa luta "abarca" todos os aspectos das economias capitalistas, incluindo vacinas e medicamentos, como caracteristicamente vemos neste momento com a evolução da pandemia. Se estende a todos os cantos do mundo. Na Eurásia e no Mediterrâneo Oriental, no Golfo Pérsico e no Pacífico Sul, na África e na América Latina, no Ártico e na Ásia Central, monopólios poderosos, estados capitalistas e suas alianças colidem em todos os lugares. A escalada desta luta, quando as “guerras” comerciais e econômicas e os diversos meios político-diplomáticos não são suficientes, leva ao uso de meios militares.
Nos últimos anos, o epicentro permaneceu na região do Mediterrâneo Oriental, com as guerras na Síria e na Líbia, os planos de guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Ao mesmo tempo, a intervenção dos Estados Unidos na América Latina contra Cuba, Venezuela e Bolívia, as reivindicações chinesas contra o Vietnã e outros países do Pacífico com o envolvimento dos Estados Unidos no Mar da China Meridional e Taiwan, a guerra na Arábia Saudita. contra o Iêmen. Além disso, a situação na região da Ucrânia Oriental (Donbass) e da Crimeia, do Cáucaso e dos Balcãs Ocidentais continua perigosa, enquanto os planos imperialistas são aplicados contra os povos de Chipre e da Palestina, que vivem sob ocupação estrangeira há décadas. .
Nessas condições, é importante destacar novos elementos e tendências, bem como responder, na medida do possível, no contexto deste artigo, algumas opiniões errôneas e confusões que estão circulando nas forças burguesas e oportunistas.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2021
Banco do Brasil e Ford: Capitalismo Sem Disfarces
Ney Nunes*
Os anúncios, na mesma semana, de mais um plano de reestruturação do Banco do Brasil (leia-se plano de desmonte para privatizar) e do fechamento de todas as fábricas da Ford no país, trouxeram à tona o que os “maquiladores” do capitalismo tanto esforço fazem para ocultar, ou seja, na atual fase desse sistema econômico caduco não existe possibilidade para devaneios reformistas.
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| Protesto contra fechamento da Ford em São Bernardo, 2019. |
No BB, o desmonte do banco público vem acontecendo desde o governo Dilma, foi intensificado por Temer e agora mais ainda pelo fascista Bolsonaro. O objetivo é arrochar os funcionários, transferir para os bancos privados as operações mais rentáveis do BB, reduzir seu espaço no mercado e, finalmente, vender por qualquer ninharia o que restar. Em plena pandemia o plano atual, reduz mais uma vez a rede de agências, corta salários, funções gratificadas e prevê a redução de 5 mil postos de trabalho. Serão fechadas 361 unidades, sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento. Um encolhimento premeditado que vai muito além dos efeitos da automação bancária, feito na medida para favorecer os bancos privados.
A Ford chegou ao Brasil em 1919, mas, como outras montadoras, cresceu de forma acelerada a partir da metade do século XX, aproveitando-se do rodoviarismo incrementado no país após o fim da Segunda Guerra Mundial, em detrimento do transporte ferroviário. Também se beneficiou dos conhecidos e generosos incentivos fiscais. Depois de um século remetendo milhões de dólares de lucros obtidos graças a esses incentivos fiscais e, principalmente, explorando a mão-de-obra barata do trabalhador brasileiro, a Ford anunciou o fechamento das suas três fábricas restantes no país (em 2019 já havia fechado a de São Bernardo em SP). Isso faz parte de um processo de reestruturação mundial da empresa para reduzir custos e aumentar a lucratividade, deixando aqui no Brasil um saldo de milhares de desempregados.
Nesses dois casos, assim como, em inúmeros outros que vêm se sucedendo ao longo das últimas décadas, as decisões dos capitalistas e dos seus prepostos nos governos estão sempre na direção de concentrar o capital e a renda, às custas da superexploração dos trabalhadores. Esses fatos indicam não existirem mais condições para remendos na teia desse sistema, a sua continuidade representa um verdadeiro passaporte para a barbárie.
Quando reformismo se confunde a luz do dia com neoliberalismo, os disfarces para “embelezar” o capitalismo começam a cair por terra. O caminho da classe trabalhadora é a retomada da consciência de classe, da organização e da unidade para lutar, bases imprescindíveis para os enfrentamentos que tendem a ser cada vez mais radicalizados contra o capital. Esse caminho é o da revolução.
*Diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e ex-funcionário do Banco do Brasil.
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
Biden Põe um Criminoso de Guerra à Frente do Pentágono
Biden nomeou como secretário da Defesa o general Lloyd Austin. Será o primeiro negro à frente do Pentágono.
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| General Austin comandando ocupação no Iraque. |
Como bom farsante, durante a campanha eleitoral Biden disse que a Guerra do Iraque havia sido um "erro". Austin ajudou a dirigir o referido "erro". Primeiro dirigiu a invasão e a seguir a ocupação militar.
Em 2010 dirigiu o treino das ISF (Forças de Segurança Iraquianas), que logo se destacaram pelos crimes de guerra que cometeram em Mossul. Uma unidade das ISF foi gravada a golpear e matar iraquianos nus, incluindo uma criança.
Em 2013 foi nomeado comandante do Centcom, oficialmente conhecido como Comando de Combate, que está no comando de todas as tropas dos Estados Unidos no Oriente Médio. É um dos 11 grupos de tropas dos EUA numa região específica do mundo.
Entre as atrocidades mais documentadas cometidas pelas tropas de Austin no Oriente Médio está a destruição de cidades inteiras da Síria, o bombardeio de um hospital no Afeganistão, no qual morreram 42 pessoas e o começo da guerra infame que os EUA desencadearam contra o povo iemenita, juntamente com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.
Depois de se retirar do exército, em 2016, Austin uniu-se à empresa Raytheon, o terceiro maior empreiteiro de defesa dos EUA e um dos maiores fabricantes de armas do mundo.
Uma vez que um terço da equipe de transição de Biden provém de empresas da indústria armamentista e de equipes de consultoria, é lógico que os interesses comerciais da Raytheon estejam representados pelo secretário da Defesa.
Austin também faz parte da junta diretiva da Tenet Healthcare, um conglomerado de empresas dedicadas a cuidados de saúde que utilizou o dinheiro dos impostos do seguro médico "Cares" para encher os bolsos durante a pandemia.
Para que os civis pudessem controlar melhor o exército, em 1947 os Estados Unidos aprovaram uma lei que proíbe os militares reformados, como Austin, de ocupar cargos no Pentágono quando têm menos de sete anos da data da reforma.
É papel molhado. Trump já a ignorou ao nomear James Mattis como secretário da Defesa. O mesmo vai-se passar com Austin.
Para encobrir o assunto e a biografia de Austin, a mídia capitalista vai iniciar uma campanha de imagem destacando que Austin é negro e que é a primeira vez que um negro é posto à frente do Pentágono. Para subir a essas alturas, os negros têm que cometer tantos crimes como os brancos, pelo menos.
Fonte: https://resistir.info/eua/austin_07jan21.html
Edição: Página 1917.


