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terça-feira, 18 de julho de 2017

As Reformas Enterram o Pacto Social

                                                                                                                                            Ney Nunes*

    A reforma trabalhista do governo Temer aprovada na Câmara e no Senado, assim como, a pretendida reforma da previdência, não são fatos isolados no mundo capitalista contemporâneo. Projetos similares vêm sendo propostos e aplicados em diversos outros países. Apesar do movimento de resistência dos trabalhadores, através de greves e manifestações contra estas medidas que reduzem ou retiram direitos duramente conquistados ao longo do século XX, a verdade é que elas estão sendo implementadas.


Manifestação durante a Greve Geral na França
      
     O pano de fundo dessas reformas é a profunda crise estrutural do capitalismo em sua fase ultra imperialista, na qual observamos uma concentração de riquezas e centralização do capital jamais vista na história mundial, ao mesmo tempo, o Estado opera como um mero gerente subordinado aos interesses financeiros das megacorporações globais, independente do regime político burguês que está em vigor em cada país.

     O significado fundamental dessas reformas, inseridas na crise estrutural capitalista, é não ser mais possível ao capital retomar um efetivo crescimento da taxa de lucro exclusivamente através dos seus mecanismos tradicionais, como, por exemplo: inflação, desemprego, rotatividade da mão de obra, transferência de empresas para regiões ou países com custos menores, etc. Para retomar a acumulação de capital se fez necessário romper o pacto social, o qual, mesmo com grandes diferenciações, foi estabelecido em praticamente todo o mundo capitalista. Pacto este, que de forma geral, garantia direitos sociais mínimos à classe trabalhadora.

     Os partidos e sindicatos que, ao longo da vigência desse pacto social capturavam a representação dos trabalhadores, estão aturdidos com a virulência dos ataques. Todo o seu discurso e programa no sentido de pequenos ajustes no sistema para manter funcionando o pacto, ou seja, manter a massa trabalhadora subalterna, sendo explorada em troca de garantias mínimas, perdeu credibilidade. O pacto, defendido e muitas vezes gerenciado pelos reformistas, agora foi rasgado pela burguesia em nome da retomada dos seus lucros.

     Esse quadro indica uma virada histórica, ou seja, que a época favorável para as forças políticas fundamentadas na conciliação de classes está terminando. A burguesia, essa “ingrata”, se inclina a dispensar o serviço desses velhos conciliadores, seus lacaios, especialistas em manter o proletariado com esperanças na obtenção de progresso, justiça e paz na vigência do capitalismo. A alternativa burguesa diante da crise estrutural é impor as medidas que entendem como necessárias, de forma rápida e profunda, mesmo que para isso sejam obrigados a se despir da capa democrática e assumir a sua verdadeira face: uma ditadura dos ricos e exploradores contra o povo trabalhador.


*Bancário aposentado, dirigente do PCB.

Socialismo na URSS - José Paulo Netto

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Pensamento Comunista

"Na época de ascensão e florescimento do capitalismo, a pequena burguesia, apesar de fortes acessos de descontentamento, quase sempre caminhou obediente na esteira do capitalismo. E não restava outra coisa a fazer. Mas, nas condições de decomposição capitalista e da situação econômica sem saída, a pequena burguesia tenta, procura, experimenta livrar-se dos grilhões dos velhos senhores e dirigentes da sociedade. Ela é perfeitamente capaz de prender seu destino ao do proletariado. Para isso, basta uma coisa: a pequena burguesia ter confiança na capacidade de o proletariado dar à sociedade um novo rumo. O proletariado só pode inspirar-lhe essa confiança por sua própria força, pela segurança de suas ações, pela destreza de sua ofensiva contra contra o inimigo, pelo êxito de sua política revolucionária.


      Mas, ai, se o partido revolucionário não se mostra à altura da situação! A luta cotidiana agrava a instabilidade da sociedade burguesa. As pertubações políticas e as greves pioram a situação econômica do país. A pequena burguesia estaria disposta a conformar-se passageiramente com as crescentes privações, se chegasse, pela experiência, a convicção de que o proletariado é capaz de guiá-la por uma nova senda. Mas continue o partido revolucionário a mostrar-se, sempre, apesar da intensificação ininterrupta da luta de classes, incapaz de reunir em torno de si a classe operária, vacile, desoriente-se, contradiga-se: então a pequena burguesia perde a paciência e principia a ver nos trabalhadores revolucionários os fatores de sua própria miséria. Todos os partidos burgueses, inclusive também a social democracia, impelem seus pensamentos nesta direção. E é quando a crise começa a adquirir uma intensidade insuportável é que entra em cena um partido especial, cujo objetivo é trazer a pequena-burguesia a um ponto candente e a dirigir seu ódio e seu desespero contra o proletariado. Esta função histórica desempenha hoje na Alemanha o nacional-socialismo, uma ampla corrente, cuja ideologia se compõe de todas as exalações pútridas da sociedade burguesa em decomposição." 

Burguesia, Pequena-burguesia e Proletariado (Trotsky)



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Reforma Trabalhista: violento ataque do capital contra os trabalhadores e a juventude

Reforma Trabalhista: violento ataque do capital contra os trabalhadores e a juventude: A hora é de luta, organização e mobilização! O maior atentado aos direitos trabalhistas acaba de ser celebrado pelo Congresso. O Senado Federal aprovou, por 50 votos a favor e 26 contrários, o text…

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