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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Não à criminalização da ideologia comunista e da luta pela derrubada da barbárie capitalista

Seção de Relações Internacionais do Comitê Central do KKE

18 de dezembro de 2025


Militantes marxistas presos e condenados na Rússia.


A decisão das autoridades russas de condenar membros de um círculo marxista a penas de prisão que variam de 16 a 22 anos, com base na conclusão absurda e perigosa de uma comissão de especialistas que caracterizou a obra de Lenin, "O Estado e a Revolução", como um "manual terrorista", é completamente inaceitável e atesta o declínio do poder burguês na Rússia em direção ao anticomunismo e à antidemocracia. O uso, pelo sistema judiciário burguês russo, para seus próprios fins, da definição de dicionário do lexema "revolução" e a caracterização da "ideologia do socialismo" – "todo o poder aos Sovietes", "a criação dos Sovietes" – como uma "ideologia extremista" que "atesta à natureza violenta da mudança nos fundamentos do regime vigente" demonstram os esforços implacáveis ​​das autoridades burguesas para denegrir a revolução e o socialismo, bem como para suprimir a menor atividade política que questione a escolha política da burguesia e vise derrubar o bárbaro sistema capitalista.

Essa decisão judicial é mais um elo na cadeia de políticas anticomunistas da burguesia russa.

Merece destaque, em separado, a reunião de organizações fascistas de todo o mundo, que incluiu também representantes do partido nazista grego Aurora Dourada; a criação de uma escola política em uma universidade estatal, batizada em homenagem ao filósofo fascista russo Ivan Ilyin; e os argumentos antissoviéticos e anticomunistas usados ​​por Vladimir Putin para lançar a inaceitável invasão russa da Ucrânia em 2022, que se tornou o início formal de uma guerra imperialista que continua até hoje, na qual centenas de milhares de jovens da Ucrânia e da Rússia, em sua maioria de famílias pobres, morrem pelos interesses dos capitalistas.

O KKE condena veementemente este veredicto inaceitável, comparável a julgamentos e proibições anticomunistas semelhantes na Ucrânia, à recente proibição do Partido Comunista Polonês na Polônia e à "semana do anticomunismo" declarada por Trump, e salienta que o anticomunismo não é exclusivamente uma "ferramenta" do bloco imperialista euro-atlântico, podendo ser utilizado pelo poder burguês da Rússia capitalista sempre que julgar necessário, apesar de a liderança russa alegar estar travando uma "guerra antifascista" e, todos os anos, em 9 de maio, tentar especular sobre a vitória da URSS e dos movimentos partidários sobre o nazismo, que é um produto do capitalismo.

Exigimos a libertação imediata dos membros condenados do círculo marxista e o fim da perseguição política anticomunista. Deixem os comunistas em paz!

Edição: Página 1917

Fonte: https://inter.kke.gr/en/m-article/No-to-the-criminalization-of-communist-ideology-and-the-struggles-for-the-social-overthrow-of-capitalist-barbarity/




terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Farsa da “Democracia” nos Conselhos de Administração

Participação dos Trabalhadores como Propaganda Capitalista. A “democracia” nos Conselhos de Administração é, hoje, um instrumento de dominação.

Felipe Coutinho*

12/2025



A participação dos trabalhadores em Conselhos de Administração (CA) de empresas, sejam estatais ou privadas, é frequentemente celebrada como um avanço democrático no mundo corporativo. No entanto, uma análise crítica revela que essa prática não passa de uma cortina de fumaça, uma encenação destinada a mascarar a dominação capitalista enquanto mantém intactas as estruturas de poder.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Marines no Uruguai e o garrote no Caribe: a Doutrina Monroe-Condor de Trump

Luís Vignolo

 América Latina na mira do imperialismo.


A agressão imperial dos Estados Unidos contra a América Latina e o Caribe atingiu seu ápice desde os tempos da Guerra Fria com o segundo mandato de Trump.

Não é uma coincidência imprevista que isso esteja acontecendo. O poder relativo dos Estados Unidos no mundo está diminuindo devido à ascensão da China, ao ressurgimento da Rússia, à criação e expansão do BRICS e à deterioração da capacidade industrial americana, entre outros fatores. Uma redistribuição do poder global entre as grandes potências está em curso.

Nesse cenário, que tem sido chamado de “uma guerra mundial em etapas”, complementado pelo que temos chamado há anos de “uma nova Yalta em etapas”, era altamente previsível que os Estados Unidos buscassem assegurar o controle incondicional do território que continuam a considerar seu “quintal”, nossa América Latina indo-afro-americana. A República Imperial Ianque se consolidou como tal no século XIX, à custa de sua expansão na América Latina e no Caribe, antes de se aventurar no cenário mundial, muito antes de disputar o poder no vasto espaço euro-afro-asiático.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

“NA VENEZUELA NÃO SE TOCA!”

Ivan Pinheiro*

02/12/25

Italianos fazem manifestação em Roma contra as agressões imperialistas na  Palestina e Venezuela.


Compartilho duas notícias alvissareiras que podem contribuir para o diverso campo político chamado de esquerda se levantar, ainda que tardiamente, em defesa não apenas da Venezuela, mas de toda a América Latina!

Começo pela notícia que me parece mais relevante: apesar de uma conjuntura mundial desfavorável e da continuidade do bloqueio que lhe move há décadas o imperialismo ianque, Cuba é ainda um dos cada vez mais raros países do mundo que praticam a solidariedade internacionalista. Há aqueles que praticam alguma solidariedade a outros, em geral de forma discreta, quando o gesto tem o potencial de lhes propiciar vantagens econômicas e estratégicas.

Mesmo estando sob bloqueio, a apenas 90 milhas do território estadunidense e em meio a dificuldades para superar alguns de seus atuais obstáculos e limites, Cuba denuncia corajosamente as ameaças e ações de Trump contra a Venezuela e nos faz refletir sobre a urgência de uma autocrítica coletiva por conta da omissão, na ação política militante, em solidariedade ao povo irmão venezuelano.

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