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sexta-feira, 30 de maio de 2025

Do "Fazer como Portugal" para... "não vamos tornar-nos outro Portugal"

Partido Comunista da Grécia (KKE) 

A Grécia não deve ser o próximo Portugal”, exclamam várias fações da socialdemocracia e do oportunismo no nosso país, sendo a posição mais paradigmática a do presidente da Nova Esquerda [cisão do SYRIZA], Charitsis, comentando os resultados das eleições portuguesas, com a nova ascensão do partido de extrema-direita Chega, a derrota eleitoral e o declínio significativo dos Socialistas e o novo mínimo histórico para o Partido Comunista Português.

Reformismo abriu as portas para a extrema direita em Portugal.


Ele até encontra uma oportunidade de "ressuscitar" como um suposto "antídoto" o mito falido da "esquerda dominante" e dos "governos progressistas" no solo do capitalismo, afirmando significativamente que "a esquerda pode deter a extrema direita quando tem um programa radical, participa ativamente na promoção de políticas implementadas que mudam a vida das pessoas e se supera em momentos críticos. Caso contrário, corre o risco de ser marginalizada".

É claro que ele e os outros seguidores que reproduzem declarações enganosas semelhantes estão a "esquecer-se" de algo. Eles "esquecem" o que aconteceu antes e o que levou à situação atual...

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Iniciativa do KKE pelo fim do genocídio sionista na Palestina

26.05.2025

A barbárie sionista na Palestina prossegue.


Na quinta-feira, 22 de maio, diante dos dramáticos acontecimentos vivenciados pelo povo palestino devido à brutalidade do Estado israelense, Dimitris Koutsoumbas, Secretário-Geral do CC e Presidente do Grupo Parlamentar do KKE, enviou uma carta aos líderes dos grupos parlamentares da oposição (excluindo os fascistas do partido "Espartanos"). Apesar das diferentes posições dos partidos políticos, a carta foi enviada com base na decisão unânime do Parlamento grego, em 2015, de reconhecer o Estado Palestino.

Em sua carta, D. Koutsoumbas propôs a elaboração de uma declaração a ser dirigida ao governo grego, para que, como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, tome iniciativas relevantes relativas às operações militares em Gaza, aos canais humanitários, à condenação dos crimes de Israel e ao reconhecimento do Estado palestino.

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Análise econômica progressista e capitalismo progressista

"Um momento revolucionário na história mundial é um momento para revoluções, não para reformas" (William Beveridge)

Michael Roberts*



Na semana passada, participei de uma conferência de um dia organizada pelo Progressive Economy Forum (PEF). O PEF é um think tank econômico de esquerda britânico que assessorou a liderança trabalhista de Corbyn-McDonnell quando estes estavam no comando do Partido Trabalhista Britânico. O objetivo do PEF é "reunir um Conselho de economistas e acadêmicos eminentes para desenvolver um novo programa macroeconômico para o Reino Unido". O conselho do PEF quer "promover políticas macroeconômicas que abordem os desafios modernos de colapso ambiental, insegurança econômica, desigualdades sociais e econômicas e mudanças tecnológicas, e incentivar a implementação dessas políticas, trabalhando com formuladores de políticas progressistas e aprimorando a compreensão pública da economia". A única proposta política específica que encontrei em sua declaração de missão foi que o PEF "se opõe à austeridade e à ideologia e narrativa atuais do neoliberalismo, faz campanha para pôr fim à austeridade e garantir que ela nunca mais seja usada como instrumento de política econômica " .

O ex-advogado Patrick Allen é o fundador, presidente e principal financiador do PEF. Ele considera que sua tarefa é "reunir os melhores economistas progressistas e acadêmicos com ideias semelhantes do país para se juntarem a políticos progressistas e mostrarem o fracasso do neoliberalismo, a futilidade da austeridade e apresentarem políticas críveis, inspiradas no keynesianismo, para alcançar uma economia estável, equitativa, verde, sustentável e livre da pobreza".

A menção específica à economia keynesiana identifica de onde vem o PEF. Trata-se de economia "progressista", não de economia socialista e, definitivamente, não de economia marxista. Isso ficou claro pelos muitos palestrantes eminentes na conferência do PEF intitulada "Política Econômica na Era Trump". Todos os palestrantes eram economistas keynesianos ou pós-keynesianos renomados. O único resquício de marxismo veio de um vídeo pré-gravado de abertura da conferência por Yanis Varoufakis, de sua casa na Grécia. Ex-ministro das Finanças grego do governo de esquerda do Syriza durante a crise da dívida de 2014-15, Varoufakis é um "marxista errático" confesso, como ele mesmo se autodenominou.

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Sobre a Questão da Dialética *

Lenin

1915




A essência da dialética está na divisão de um todo e o conhecimento de suas partes contraditórias.(2) Essa é uma das principais se não a característica principal da dialética. É precisamente como Hegel também formula esta questão.(3)

A justeza deste aspecto do conteúdo da dialética deve ser verificada na história da ciência. Geralmente (como, por exemplo, nas obras de Plekhanov), não se dá a atenção suficiente a este aspecto da dialética: a identidade dos contrários é considerada como uma soma de exemplos ["por exemplo: “as sementes”, "o comunismo primitivo", o mesmo acontece com Engels. Mas ele faz isso "para fins de divulgação"...], e não como uma lei do conhecimento (a lei do mundo objetivo).

Em matemática: os sinais (+) e ( -) ou Diferencial e integral.
Na mecânica: ação e reação.
Em física: eletricidade positiva e negativa.
Em química: a combinação e a dissociação dos átomos.
Nas ciências sociais: a luta de classes.

A identidade das contradições (talvez fosse mais correto dizer sua "unidade", embora a diferença entre os termos “identidade” e “unidade” não tenha, neste caso, uma importância essencial e, em algum sentido, ambos os termos são justos), constitui o reconhecimento (descoberta) da existência de tendências contraditórias e mutuamente excludente e antagônicas em todos os fenômenos e processos da natureza (tanto os do espírito quanto os da sociedade). A condição para o conhecimento de todos os processos do universo em seu "automovimento", em seu desenvolvimento espontâneo, em sua vida real, está na unidade das contradições. As duas concepções fundamentais (as duas possíveis ou as duas historicamente observadas) do desenvolvimento (evolução) são: desenvolvimento no sentido de diminuição e aumento, como repetição, e desenvolvimento no sentido da unidade dos contrários (a divisão da unidade em dois polos mutuamente excludentes e a relação entre eles).

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