Notícias e análises sobre temas históricos e da atualidade, abordando história, economia, política e relações internacionais a partir da perspectiva marxista-leninista e das lutas dos trabalhadores contra a exploração capitalista.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
Elon Musk e a ditadura do capital
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025
Dois anos do governo burguês de Lula-Alckmin
Boletim Que Fazer – Fevereiro de 2025
O governo Lula-Alckmin está consolidando a ofensiva burguesa em curso no país nos últimos anos, além de avançá-la em vários pontos. Não é um governo a ser “disputado”, e sim combatido pelas massas trabalhadoras.

A continuidade dos ataques aos trabalhadores
Para tentar garantir o novo teto de gastos de Lula, no final do ano passado, o governo propôs um pacote de corte de gastos (o tal “ajuste fiscal”) que tira mais de R$ 100 bilhões de trabalhadores e aposentados que ganham o salário mínimo, R$ 18 bi do abono, R$ 17 bi do Bolsa Família, R$ 12 bi do BPC e mais R$ 15 bi por conta da “biometria”, além de cortar mais de R$ 40 bi do Fundeb. Foi aprovado com algumas alterações pelo congresso, e Haddad já informou mais de uma vez que esse foi apenas um dos pacotes de cortes que pretendem fazer para se manter dentro do teto de gastos nos próximos anos. Aumentar os impostos dos ricos para isentar quem recebe até R$ 5 mil foi só para enganar trouxas.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2025
Desejo e realidade
Renildo Souza*
Na China, contudo, a bandeira vermelha do comunismo permanece hasteada, garante o PCCh. Na verdade, há uma contradição entre, de um lado, as convicções, desejos e vontade da retórica dos líderes chineses e, de outro, a realidade, os fatos, a vida concreta de massiva, dominante e crescente estruturação econômica e social do capitalismo dentro da China. A grande tragédia, por trás dos véus da autoilusão e da propaganda, é que a China se agarrou ao capitalismo, nutrindo-o, no seu momento ontológico de desgraças, crueldades e violências contra a verdade, a liberdade, a paz e o bem-estar individual e social.
Ao que parece, instalou-se algo parecido com um involuntário pacto faustiano em que o avanço econômico alcançado - necessário, indispensável e brilhante - teve como contrapartida a dominação do capital. A China tornou-se refém de um tipo específico de processo de modernização econômica que é atrelado e dependente da acumulação capitalista.
Houve um processo de instalação ou ponto de partida da formação capitalista contemporânea na China, o que corresponderia ao pecado original na teologia, diria Marx (2013). Subjugação dos trabalhadores, despojados da vitaliciedade dos empregos e da garantia de serviços sociais, privatizações de empresas, descoletivização da terra e privatização do seu uso e fartos recursos e instrumentos do Estado cumpriram esse papel da assim chamada acumulação primitiva. Um belo resultado foi alcançado: constituíram-se as novas classes sociais de burgueses e proletários na China. Mas como se mantém e se reproduz o que foi inaugurado? Em uma palavra, com mais-valor para acumular mais-valor, sem fim. Mas quem impõe a permanência dessa reprodução do capital? Em uma palavra, a naturalização da dependência dos trabalhadores perante o capital. A necessidade de sobrevivência acorrenta a classe trabalhadora à compulsória venda da força de trabalho ao capital chinês.
No evolver da produção capitalista desenvolve-se uma classe de trabalhadores que, por educação, tradição e hábito, reconhece as exigências desse modo de produção como leis naturais e evidentes por si mesmas [...] a coerção muda exercida pelas relações econômicas sela o domínio do capitalista sobre o trabalhador. A violência extraeconômica, direta, continua, é claro, a ser empregada, mas apenas excepcionalmente. (Marx, O Capital: crítica da Economia Política, Livro I, Boitempo, 2013, p.808-809, grifo nosso)
A julgar pelas intenções socialistas dos discursos dos líderes chineses, o país colheu um resultado não intencional. Mas, dado o conteúdo das reformas, deflagradas por esses próprios dirigentes, o desfecho lógico, previsível, esperado era... capitalismo. Plantou-se capitalismo, colheu-se o que tinha de ser colhido. [...]
Fonte: A China de Mao a Xi Jinping, transformação e limites; Renildo de Souza; pag. 190-192; EDUFBA; 2023.
*Renildo Souza, professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da UFBA.
Edição: Página 1917
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025
O espetáculo deprimente do oportunismo
Ney Nunes
03-02-2025
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Nas recentes eleições para renovação das mesas diretoras dos legislativos, assistimos, mais uma vez, ao espetáculo deprimente do oportunismo dos partidos com representação parlamentar da chamada "esquerda". Em troca de carguinhos nas mesas diretoras, esses partidos (PT, PSOL, PC do B e etc.) apoiaram chapas burguesas da direita até a extrema-direita.
As desculpas esfarrapadas são lançadas ao vento nas redes sociais, reproduzindo as velhacarias de sempre ou renovando o repertório das velhas falácias, até chegarem ao ponto em que estamos hoje: de se juntarem com a extrema-direita, pasmem, com o "argumento" que estão a combater a extrema direita!
O mais incrível é que ainda existam pessoas de boa fé, que lutam, ou alguma vez durante suas vidas lutaram por transformações sociais favoráveis ao povo trabalhador em nosso país, investindo seu tempo para divulgar ou tecer justificativas para tamanhas traições.
Infelizmente o ritual se repete e os crentes dizem amém.
Edição: Página 1917


