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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Horário de verão é mais sacrifício para o proletariado

Em 2018 publicamos o artigo que reproduzimos abaixo, destacando o sacrifício e os riscos do horário de verão para a grande maioria dos trabalhadores brasileiros. No ano seguinte, o governo "Bostanaro" decretou o fim do horário de verão, na que seria, segundo nosso ponto de vista, a única medida acertada dos quatro anos do seu mandato desastroso.

Na época um estudo do ministério das minas e energia indicava um aumento de 0,7% na carga de energia no Brasil durante o horário de verão entre 2018 e 2019. Ao mesmo tempo, pesquisa conduzida pelo Paraná Pesquisas, mostrou que 53,7% da população queria o fim do horário de verão; 38,4% apoiavam a manutenção; e 7,9% não souberam ou quiseram opinar. Foram consultadas 2.804 brasileiros com mais de 16 anos.

Agora estão querendo ressuscitar o finado horário de verão, apesar de não haver nenhum estudo sobre a real economia energética com sua adoção, ou sobre o impacto na saúde da população. Muito menos levam em conta os prejuízos e riscos da grande massa de trabalhadores que levanta na madrugada para chegar aos seus locais de trabalho. O que levam em conta são as pressões dos setores empresariais que se beneficiam, a exemplo do turismo e bares, ou são prejudicados, como o setor do transporte aéreo.

Se este governo restaurar o horário de verão, será mais uma das suas covardias contra o proletariado. 


domingo, 4 de novembro de 2018

Abaixo o Horário de Verão


Ney Nunes
Trabalhadores a espera do ônibus na madrugada.
   Que me desculpem os adoradores do horário de verão, mas não consigo simpatizar com algo que sacrifica os que pegam na labuta mais cedo e, na sua maioria, moram longe dos seus locais de trabalho.
   Se acordavam três e meia ou quatro da madrugada, após a entrada em vigor do novo horário, passam a levantar antes das três da matina. Começam sua jornada enfrentando ruas escuras, desertas e perigosas até pegar a sua primeira condução.
    Esse pessoal é o tal do proletariado, simpatizo com eles.

   Abaixo o horário de verão!


segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Líbano é nova vítima dos genocidas

Israel e seus cúmplices ampliam o genocídio.

Editorial



Bombardeio no sul do Líbano - Foto: Mahmoud Zayyat / AFP


    Hoje Israel intensificou os bombardeios no Líbano, deixando, até o momento, um saldo de 356 mortos e mais de 1.000 feridos, em sua maioria população civil, incluindo um grande número de mulheres, crianças e idosos. Essa iniciativa israelense, de expandir para o Líbano o genocídio e destruição que pratica na Palestina, não poderia ser tomada sem o aval político e militar dos seus cúmplices da Europa e Estados Unidos da América.

    O apoio explícito e o silêncio cúmplice são o combustível que o Estado sionista necessita para prosseguir com a carnificina contra seus vizinhos no Oriente Médio. Os governos, instituições e partidos, ao não se posicionarem de forma clara e prática contra o terrorismo de Estado israelense, estão colaborando para que o massacre das populações e a destruição das suas cidades continue acontecendo.

domingo, 15 de setembro de 2024

Exportação de petróleo cru é recorde, Lula conduz o Brasil na rota colonial pavimentada por Temer e Bolsonaro

Felipe Coutinho

Engenheiro químico e presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET)

 04/09/2023

Nenhum país continental e populoso como o Brasil se desenvolveu exportando petróleo cru e produtos primários, muito menos por multinacionais estrangeiras.



A aceleração dos leilões para exploração e produção do petróleo nos governos Temer e Bolsonaro, assim como a continuidade, com Lula, das políticas de preços relativamente altos dos combustíveis, de baixo investimento e alta distribuição de dividendos da Petrobrás, da baixa, provisória e já extinta taxação da exportação de petróleo cru e a não reversão das privatizações de refinarias e da distribuidora de combustíveis da estatal, são responsáveis pelo recorde da exportação de petróleo cru e importação de seus derivados para o Brasil. Trata-se de relação internacional do tipo colonial, onde se exporta produtos primários e importa produtos industrializados de maior valor agregado.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Sobre a guerra no Oriente Médio

Artigo da seção de relações internacionais do CC do Partido Comunista da Grécia (KKE)


Gaza, genocídio, destruição e resistência (foto: Saleh Najm e Anas Sharif)


     Nos últimos meses, toda a humanidade testemunhou um ataque generalizado lançado pela máquina político-militar do Estado israelense contra o povo palestino, tendo a Faixa de Gaza como o seu principal alvo. É inútil para a maioria dos meios de comunicação burgueses, que apoiam Israel, tentar convencer as pessoas de que tudo começou em 7 de Outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque a Israel, matando e capturando reféns israelenses. A grande maioria das pessoas sabe que o Estado burguês israelita, com o apoio dos Estados Unidos e dos seus outros aliados europeus, ocupou durante sete décadas os territórios onde, de acordo com as resoluções da ONU, o Estado da Palestina deveria ser estabelecido, e que oprime o povo palestino.

     O “apetite” voraz do Estado burguês israelense pelos territórios palestinos foi aberto pela divisão das terras palestinas em 1947-1948, por uma resolução da ONU, que estabeleceu o Estado de Israel, abrindo o caminho para a ocupação progressiva dos territórios palestinos por este último. A partir de então, milhões de palestinos foram expulsos das suas terras. Isto é um verdadeiro desenraizamento, uma apropriação de terras planejada e um deslocamento de uma população de 6 a 7 milhões de pessoas, ou mais. Israel assumiu o controlo de 774 cidades e aldeias palestinas, das quais 531 foram completamente destruídas e o resto ficou sob o controle do Estado ocupante. Milhões de pessoas que aí permaneceram, seja na Cisjordânia, onde está localizada a sede da Organização para a Libertação da Palestina, ou na Faixa de Gaza, viveram durante gerações sob um verdadeiro regime de exclusão, privação, discriminação, humilhação, em uma palavra, apartheid. Na verdade, cerca de 40% da Cisjordânia, que também está dividida em 3 “zonas de segurança” pelas forças de ocupação, já está hoje nas mãos dos colonos, que aumentaram sete vezes desde a assinatura dos acordos de colonização de Oslo em 1993, passando de 115 mil colonos para 750 mil. Ao longo do tempo, Israel violou todos os direitos do povo palestino e opôs-se a qualquer possibilidade de criação de um Estado palestino ao seu lado, conforme previsto nas resoluções da ONU. É característico que Netanyahu tenha discursado no ano passado na Assembleia Geral das Nações Unidas exibindo um mapa futuro do "novo Médio Oriente", sem, claro, um Estado palestino. Além disso, ao longo dos anos, Israel adotou medidas legislativas para se estabelecer como um “Estado Judeu”, violando todos os direitos de milhões de outras pessoas que vivem neste país de outras origens étnicas, outras tradições religiosas e culturais. Ele procura oprimi-los, exterminá-los e exilá-los. Mesmo no nosso país, os dados mostram que o maior número de perseguidos, que chegam como imigrantes, são provenientes da Palestina, o que não é uma coincidência.

    Este desenvolvimento suscita a reação das pessoas, bem como dos Estados e potências vizinhos. O “emaranhado” de contradições está a aumentar e o “fogo” da guerra ameaça engolir outros países. O Iémen (houthis) e o Irã já estão envolvidos, enquanto as hostilidades entre Israel e o Hezbollah libanês se intensificam, causando centenas de mortes no sul do Líbano (455 pessoas) e em Israel (25 pessoas), deslocando 150.000 israelenses do norte de Israel, bem como o deslocamento de dezenas de milhares de libaneses que vivem em regiões próximas da fronteira com Israel. [1] Deve-se notar que nos conflitos com o Hezbollah, o uso “generalizado” de munições de fósforo branco proibidas pelo exército israelense foi relatado em pelo menos 17 regiões do Sul do Líbano desde Outubro de 2023, mesmo em áreas densamente povoadas.

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