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sábado, 28 de outubro de 2023

Como os Regimes Árabes Financiam a Guerra de Israel em Gaza

Os estados árabes que normalizaram as relações com Tel Aviv estão entre os principais contribuintes em dinheiro para o complexo militar-industrial de Israel. Estes bilhões de dólares árabes estão agora a fluir para a guerra absurda do Estado de Ocupação contra os palestinos em Gaza, Jerusalém e na Cisjordânia.

Mohamad Hasan Sweidan

20/10/23

Gaza: crime contra a humanidade. (foto: Mahmud HAMS / AFP)

Ao longo da sua curta história, Israel praticou atrocidades tanto contra o povo palestino como contra os Estados árabes vizinhos, utilizando frequentemente produtos químicos proibidos internacionalmente, como o fósforo branco , que foi utilizado contra Gaza e o Líbano nos últimos dias.  

No meio da sua guerra em curso contra a Faixa de Gaza, o Estado de ocupação tem desfrutado de uma variedae de meios considerável, graças em grande parte ao apoio ocidental, nomeadamente de Washington, que orgulhosamente se autodenomina um defensor dos direitos humanos globais. Os flagrantes padrões duplos desta política ocidental são exemplificados por décadas de abusos e crimes de guerra documentados em países como o Iraque, o Afeganistão, o Viet, a Síria, o Líbano e outros.

Mas não são apenas os Estados ocidentais que sustentam hoje as capacidades militares de Israel. Uma análise aprofundada revela que uma parte significativa do financiamento para a indústria militar de Israel vem agora de países árabes que normalizaram recentemente as relações com o Estado de ocupação. Quem são, então, os financiadores das guerras de Israel?

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Do Eurocomunismo à Participação no Governo Burguês*

Raúl Martínez, membro do Burô Político do Partido Comunista dos Trabalhadores da Espanha (PCTE)


MARINA GINESTA – Comunista revolucionária ficou eternizada na luta contra o fascismo na Espanha.


A longa viagem do eurocomunismo:

No dia 13 de janeiro de 2020 constituiu-se o primeiro governo de coalizão desde a II República, do qual formam parte os ministros do PSOE e a coalizão Unidas Podemos, da qual formam parte, por sua vez, a Esquerda Unida e o Partido Comunista da Espanha. Com isso, dois militantes do PCE passam a ocupar o Conselho de Ministros: a ministra do trabalho, Yolanda Díaz, e o ministro do consumo, Alberto Garzón.

A longa viagem empreendida pela direção revisionista do PCE, encabeçada por Santiago Carrillo, chega a seu fim. O objetivo traçado pelo eurocomunismo foi cumprido. Estão agora no governo. Chegou a hora da verdade, a hora que a prática confirme, ou não, a tese que outrora conduziu a direção comunista espanhola ao abandono de toda estratégia revolucionária, abrindo uma crise no movimento comunista que perdura até hoje.

O Burô Político do PCTE se pronunciou publicamente sobre o novo governo de coalizão. Em nossa resolução, advertimos que esse governo não faria outra coisa além de gerir a exploração capitalista. Advertimos sobre as falsas ilusões que importantes setores do movimento operário estavam semeando, com base em uma série de propostas simbólicas. Convidamos a não depositar nem um pingo de confiança no governo social-democrata, que chegava para conter a mobilização das massas, frente a um incipiente estalar de uma nova crise capitalista.

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Intensificação da Luta pelo Fim da Ocupação Israelense*

Solidariedade com o povo palestino, pela desvinculação da Grécia dos planos dos EUA e da OTAN

Giorgos Marinos

Membro do Bureau Político do CC do Partido Comunista da Grécia (KKE)

20/10/2023

Manifestação em apoio à causa palestina na Grécia


Neste momento na Palestina, na Faixa de Gaza, está a ser cometido outro crime imperialista. O Estado de Israel e o governo de extrema-direita de Netanyahu, sob a forma de um governo de “unidade nacional”, continuam os massacres dos anos anteriores, golpeando o povo, civis e crianças com a sua máquina militar, causando milhares de mortes. Impõe um bloqueio total, privando a população de água, alimentos, medicamentos, material médico e eletricidade, preparando uma invasão terrestre e um genocídio.

Devemos agora condenar a barbárie das forças de ocupação e expressar massivamente a solidariedade popular para com o povo sofredor da Palestina.

A classe trabalhadora, as camadas populares, a juventude, com a ação avançada dos comunistas, podem abrir o caminho para a verdade rompendo a barreira das inúmeras mentiras e falsidades sem base histórica que são deliberadamente utilizadas para apoiar a ocupação israelense.

sábado, 21 de outubro de 2023

Uma Visão Marxista do Conflito Palestina-Israel e a Guerra Imperialista

 Chico Aviz

 20/02/2020

O Estado não representa uma força imposta a partir do exterior, muito menos trata-se de uma “imagem e realidade da Razão”, como acreditava Hegel. Esta entidade é produto da própria sociedade em certa fase do desenvolvimento da luta de classes. Isto é, surgiu historicamente com o antagonismo insolúvel entre as classes. Tal força emerge como o poder de uma classe sobre a outra, mas falseia-se ideologicamente como uma estrutura acima das classes para manter a ordem. Como parte dessa formulação de suposta isenção do Estado, nutrindo-se de aspectos culturais, busca afirmar-se como sentinela das tradições, nacionalidades, crenças, costumes e culturas. Porém, nada mais é do que uma imposição de força e controle da classe dominante.

Vítimas dos bombardeios israelenses em 2023 - Foto: Mahmud Hams/AFP


A partir desta definição encontrada em “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, escrita por Engels em 1884, conquistamos mais clareza não apenas quanto ao Estado de Israel, como todos os Estados burgueses.

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