"Hoje liquidar a dominação imperialista no Brasil é liquidar também o capitalismo, temos que lutar é pelo socialismo."
Notícias e análises sobre temas históricos e da atualidade, abordando história, economia, política e relações internacionais a partir da perspectiva marxista-leninista e das lutas dos trabalhadores contra a exploração capitalista.
terça-feira, 4 de julho de 2023
Luis Carlos Prestes
terça-feira, 27 de junho de 2023
Partido Comunista da Grécia (KKE) Avança e Obtém 7,7% dos Votos
Em
25 de junho de 2023, as eleições parlamentares foram novamente
realizadas na Grécia, sob um sistema eleitoral fraudulento que
premia o partido mais votado com um bônus de até 50 deputados.
Comício do KKE
Apesar desta injusta lei eleitoral, que aumenta a desconfiança, além do fato de muitos trabalhadores estarem longe do local onde exercem o seu direito de voto e não poderem votar devido aos empregos da época turística, o KKE conseguiu aumentar a sua porcentagem.
O KKE, obteve 7,7% e mais de 400.000 votos e elegeu 20 deputados.
Recorde-se que na composição do parlamento anterior, de 2019 a maio de 2023, o KKE tinha 15 deputados no parlamento nacional. É particularmente importante que o novo crescimento do KKE se registe novamente nos bairros operários e populares de Atenas, Pireu e Thessaloniki, e outras grandes cidades.
Nas eleições, o partido conservador do ND obteve 40,55%, o partido social-democrata do SYRIZA registou uma nova descida obtendo 17,84%, o antigo partido social-democrata do PASOK obteve 11,85%, o partido dos “Espartanos” de extrema-direita que teve o apoio dos criminosos presos do fascista “Golden Dawn” alcançou 4,64%, seguido pelos outros partidos nacionalistas “Solução Grega” com 4,44% e “Vitória” com 3,69%, e o partido de um ex-quadro do SYRIZA sob a denominação “Rumbo a la Libertad” que obteve 3,17%. O partido MeRA25, de outro ex-quadro do SYRIZA, não conseguiu quebrar o limite de 3%, obtendo 2,49%.
O resultado das eleições parlamentares de 25 de junho de 2023 é o seguinte:
Declaração do secretário-geral do CC do KKE, Dimitris Koutsoumbas após as eleições:
[...] "O KKE travará a batalha junto com milhares de trabalhadores e jovens que estão abandonando os becos sem saída da social-democracia e outros partidos burgueses, para fortalecer novamente a esperança. Nos dirigimos a todos eles para unir forças e agir junto com o KKE.A resposta está no fortalecimento da corrente de questionamento da política burguesa dominante, de seu caráter de classe, dos partidos e governos que a servem, do Estado do capital, da corrente que não busca novos salvadores no rodízio de governos, da corrente que busca a solução dos problemas atuais através da luta organizada, da participação no movimento, na ação coletiva e na luta de classes."
Fonte: https://inter.kke.gr/es/firstpage/
Edição: Página 1917
quinta-feira, 22 de junho de 2023
Dez Anos Depois, o Heroísmo de Snowden Brilha Ainda Mais
JAMES BOVARD*
8 de junho de 2023
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| Edward Snowden |
Esta semana faz dez anos que Edward Snowden começou a chocar o mundo com suas revelações sobre crimes de vigilância federal. Infelizmente, muitos dos meios de comunicação que usaram suas revelações de informações confidenciais há muito o ignoram ou se juntaram à descarada avalanche que pede sua condenação.
Snowden prestou um serviço heróico ao expor aos norte-americanos a invasão da sua privacidade levada a cabo por Washington. A “recompensa” de Snowden foi o exílio na Rússia sem chance de um julgamento justo caso ele voltasse para os Estados Unidos. Mas, como ele mesmo afirmou corajosamente: "Prefiro ser apátrida do que sem voz." Ele também explicou por que vazou as informações classificadas: "Eu não poderia, em sã consciência, permitir que o governo dos Estados Unidos destruísse a privacidade, a liberdade na Internet e as liberdades básicas das pessoas em todo o mundo com esta enorme máquina de vigilância que eles estão construindo secretamente."
Para reconhecer a contribuição de Snowden para a liberdade, convem repassar o panorama político e jurídico anterior as suas revelações. Em 2008, as denúncias do senador Barack Obama sobre os grampos sem mandado judicial do governo Bush garantiram sua imagem como defensor das liberdades civis. Em campanha para presidente, Obama prometeu “acabar com as escutas telefônicas ilegais de cidadãos estadounidenses…. Não mais ignorar a lei quando ela é inconveniente.” Infelizmente, Obama não prometeu não ignorar a lei quando era “muito, muito conveniente”.
Barack Obama: espião-chefe norteamericano
Quando Obama conquistou a indicação presidencial do Partido Democrata, ele voltou atrás e votou pela concessão de imunidade às empresas de telecomunicações que traíram seus clientes para o Tio Sam. Este foi um indicador para as futuras violações constitucionais. Depois que Obama assumiu o cargo, seus nomeados expandiram rapidamente as apreensões de dados pessoais dos norteamericanos pela Agência de Segurança Nacional (NSA, sigla em inglês). O Washington Post caracterizou o primeiro mandato de Obama como “um período de crescimento exponencial do recolhimento de dados pela NSA”.
As revelações sobre vigilância ilícita que começaram após o 11 de setembro continuaram independentemente do mantra de Obama “Esperança e Mudança”. Pouco depois da posse de Obama, o ex-analista da NSA, Russell Tice declarou que a NSA estava monitorando “todas as comunicações dos estaounidenses. Faxes, telefonemas e suas comunicações por internet." Tice também revelou que a NSA tinha como alvo jornalistas e agências de notícias para escutas telefônicas. As revelações de Tice não conseguiram receber atenção da mídia.
Em junho de 2009, a NSA admitiu que havia coletado acidentalmente as informações pessoais de um grande número de cidadãos. O New York Times informou que “o número de comunicações individuais coletadas indevidamente poderia chegar a milhões”. Mas não foi um crime; foi meramente uma “coleta excessiva” inadvertida de dados pessoais dos estadunidenses que a NSA reteve por (pelo menos) cinco anos.
Em 2010, o Washington Post informou que “a cada dia, os sistemas de coleta da [NSA] interceptam e armazenam 1,7 bilhão de e-mails, telefonemas e outros tipos de comunicação”. Em 2011, a NSA expandiu um programa para fornecer informações de localização em tempo real de cada estadunidense com um telefone celular, adquirindo mais de um bilhão de registros de telefones celulares por dia da AT&T. Apesar de tudo isso, a mídia continuou retratando Obama como um salvador das liberdades civis.
Obama perpetuou doutrinas legais perversas da era Bush para proteger totalmente a vigilância federal do escrutínio judicial. Depois que a Suprema Corte aceitou um caso de escutas telefônicas sem mandado em 2012, o governo Obama instou os juízes a arquivar o caso. Um editorial do New York Times classificou a posição do governo como “uma pegadinha particularmente cínica: como os grampos são secretos e ninguém pode dizer com certeza se suas ligações foram ou serão monitoradas, ninguém tem legitimidade para processar a vigilância.”



