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domingo, 4 de fevereiro de 2018

A Crise Política e os Vendedores de Ilusões

Ney Nunes 

     A crise política segue em ebulição no Brasil. Se por um lado, o governo Temer é rejeitado pela esmagadora maioria da opinião pública, ainda assim, vem conseguindo aplicar as medidas de austeridade reclamadas pela burguesia e o imperialismo. Por outro lado, a fragilidade política o obriga a fazer todo tipo de concessões para sua base parlamentar. Some-se a isso, a dificuldade do setor hegemônico da burguesia em alavancar uma candidatura própria à presidência, após os sucessivos escândalos de corrupção que desmoralizaram seus políticos tradicionais.

      É nesse contexto, que a confirmação em segunda instância da condenação do Lula joga mais lenha na fogueira da crise política. O impedimento do líder maior do petismo em se candidatar a cargo eletivo, consequência de um julgamento contaminado pela disputa política interburguesa, torna o quadro eleitoral ainda mais incerto e sob risco do presidente eleito ser tão, ou mais fraco, do que o atual ocupante do palácio do planalto. Um cenário nada interessante para a burguesia, empenhada que está na radicalização das medidas que retiram direitos dos trabalhadores e cortam investimentos nos serviços públicos essenciais para a maioria da população.



 Lula e seu parceiro Henrique Meirelles
     

     Por sua vez, a condenação do Lula parece ter jogado areia nos olhos de alguns analistas que se reivindicam marxistas. Até bem pouco tempo eles não consideravam Lula e o PT como pertencentes ao espectro da “esquerda”, tudo indica, porém, que a condenação do ex-presidente alterou esse entendimento. Agora situam Lula como opositor de esquerda e vítima do Estado burguês. Vão além, alimentam expectativas de que o PT, a partir de uma autocrítica da sua política de conciliação de classes, passe a adotar uma postura de enfrentamento com o projeto econômico e político das classes dominantes.

     A nossa experiência recente demonstra que, os movimentos sociais ao começarem a se libertar da camisa de força da conciliação de classes preconizada pelo petismo, foram, eles sim, vítimas da criminalização. O reforço do aparato policialesco e da ideologia repressiva, culminando com a famigerada lei antiterrorismo, foram legados inegáveis dos mandatos de Lula e Dilma. 

     Os longos treze anos do PT no governo, com a sua total subserviência aos interesses do grande empresariado e do imperialismo, parecem que não foram suficientes o bastante para inibir os vendedores de ilusões.


     

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Cara de Pau Não Tem Limites, Imbecilidade Sim.

     
Sergio Cabral e Eduardo Paes, juntos e misturados.
     O esquema do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, foi desbaratado. Seus auxiliares diretos estão presos, acusados de movimentar milhões em propinas. Depois de dois mandatos, da farra com recursos públicos na Copa do Mundo e nas Olimpíadas, o Eduardinho deixou a outrora cidade maravilhosa falida. Com tudo isso, essa figura, na maior cara de pau, afirma ser candidato ao governo estadual nas próximas eleições. Tudo bem que os eleitores do Rio, seguindo orientações da Globo, já elegeram elementos da mesma corja, tipo Cabral e Pezão, mas até mesmo a imbecilidade tem limites!

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