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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Pensamento Comunista

"Na época de ascensão e florescimento do capitalismo, a pequena burguesia, apesar de fortes acessos de descontentamento, quase sempre caminhou obediente na esteira do capitalismo. E não restava outra coisa a fazer. Mas, nas condições de decomposição capitalista e da situação econômica sem saída, a pequena burguesia tenta, procura, experimenta livrar-se dos grilhões dos velhos senhores e dirigentes da sociedade. Ela é perfeitamente capaz de prender seu destino ao do proletariado. Para isso, basta uma coisa: a pequena burguesia ter confiança na capacidade de o proletariado dar à sociedade um novo rumo. O proletariado só pode inspirar-lhe essa confiança por sua própria força, pela segurança de suas ações, pela destreza de sua ofensiva contra contra o inimigo, pelo êxito de sua política revolucionária.


      Mas, ai, se o partido revolucionário não se mostra à altura da situação! A luta cotidiana agrava a instabilidade da sociedade burguesa. As pertubações políticas e as greves pioram a situação econômica do país. A pequena burguesia estaria disposta a conformar-se passageiramente com as crescentes privações, se chegasse, pela experiência, a convicção de que o proletariado é capaz de guiá-la por uma nova senda. Mas continue o partido revolucionário a mostrar-se, sempre, apesar da intensificação ininterrupta da luta de classes, incapaz de reunir em torno de si a classe operária, vacile, desoriente-se, contradiga-se: então a pequena burguesia perde a paciência e principia a ver nos trabalhadores revolucionários os fatores de sua própria miséria. Todos os partidos burgueses, inclusive também a social democracia, impelem seus pensamentos nesta direção. E é quando a crise começa a adquirir uma intensidade insuportável é que entra em cena um partido especial, cujo objetivo é trazer a pequena-burguesia a um ponto candente e a dirigir seu ódio e seu desespero contra o proletariado. Esta função histórica desempenha hoje na Alemanha o nacional-socialismo, uma ampla corrente, cuja ideologia se compõe de todas as exalações pútridas da sociedade burguesa em decomposição." 

Burguesia, Pequena-burguesia e Proletariado (Trotsky)



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Reforma Trabalhista: violento ataque do capital contra os trabalhadores e a juventude

Reforma Trabalhista: violento ataque do capital contra os trabalhadores e a juventude: A hora é de luta, organização e mobilização! O maior atentado aos direitos trabalhistas acaba de ser celebrado pelo Congresso. O Senado Federal aprovou, por 50 votos a favor e 26 contrários, o text…

sábado, 8 de julho de 2017

Uma Crise e Duas Armadilhas

           Diante da crise do seu regime político, acossado pela exposição das suas entranhas, as facções burguesas articulam uma saída que permita a continuidade da sua dominação sobre as demais classes sociais. Enquanto um setor defende a saída do combalido Michel Temer e sua substituição pelo inexpressivo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, um segundo bloco burguês finca o pé na manutenção do presidente até o final do seu mandato. As duas saídas da crise política, são, na verdade, duas armadilhas armadas pela burguesia para aprisionar a maioria do povo sob seu domínio.



      A divisão se expressa até mesmo no interior do oligopólio midiático, com a Globo e a Veja liderando o bloco do “Fora Temer”, enquanto o Estadão, SBT, Record e Band estão na vanguarda do “Fica Temer”. Os dois blocos têm algo em comum, estão empenhados em garantir a aprovação das reformas trabalhista e da previdência para reforçar os ganhos do grande empresariado e do sistema financeiro. É irrelevante se os seus representantes estão imersos em crimes de corrupção, formação de quadrilha, enriquecimento ilícito, etc., no momento, a prioridade é se assenhorar do governo e garantir as medidas que vão prejudicar a imensa maioria do povo trabalhador.



          Pouco importa também para os dois blocos dominantes a situação de crise social em que o país está mergulhado. O desemprego de milhões de trabalhadores, a falência dos serviços públicos e a desmedida violência urbana são consequências que não incomodam nem um pouco a essa camada privilegiada de exploradores burgueses. Sua preocupação é bem outra, pretendem resolver a crise política antes que a insatisfação popular se traduza em efetiva organização e mobilização contra o seu domínio de classe.

     Já para o povo trabalhador que sustenta todo esse conjunto de parasitas sociais, ricaços, altos burocratas e políticos de aluguel, a alternativa passa pela superação da desorientação política instalada após o fracasso de mais de uma década e meia dos governos de conciliação de classes da dupla PT - PC do B. Sabemos que não são tarefas fáceis de superar, tanto o desencanto com essa falsa esquerda, assim como, escapar das armadilhas políticas preparadas pela classe dominante. O certo é que as duas tarefas são urgentes e necessárias.


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Bandidos Com o Dedo no Gatilho

     O covil dos corruptos de aluguel da burguesia agendou a votação da reforma trabalhista para o dia 11/07. Essa reunião de bandidos  prepara um tiro mortal nos direitos trabalhistas, legislação conquistada através de muitas lutas da classe trabalhadora ao longo do século passado. Se aprovada a reforma, o campo vai ficar livre para que as grandes empresas reduzam os custos com pessoal, fazendo valer o seu poder de pressão sobre um sindicalismo cada vez mais dócil e enfraquecido.

                                            
      Um governo e um congresso completamente desmoralizados não podem ter as mãos livres para cometerem mais esse crime contra o povo trabalhador. Ainda é tempo de a maioria insatisfeita fazer valer os seus direitos, transformando descontentamento em ação organizada. Somente um verdadeiro levante popular nos dias 10 e 11 de julho será capaz de deter esse banditismo a serviço dos exploradores.
     
   
     

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