Já para o povo trabalhador que sustenta todo
esse conjunto de parasitas sociais, ricaços, altos burocratas e políticos de
aluguel, a alternativa passa pela superação da desorientação política instalada
após o fracasso de mais de uma década e meia dos governos de conciliação de
classes da dupla PT - PC do B. Sabemos que não são tarefas fáceis de superar,
tanto o desencanto com essa falsa esquerda, assim como, escapar das armadilhas
políticas preparadas pela classe dominante. O certo é que as duas tarefas são urgentes
e necessárias.
Notícias e análises sobre temas históricos e da atualidade, abordando história, economia, política e relações internacionais a partir da perspectiva marxista-leninista e da luta dos trabalhadores pelo socialismo.
sábado, 8 de julho de 2017
Uma Crise e Duas Armadilhas
Diante
da crise do seu regime político, acossado pela exposição das suas entranhas, as
facções burguesas articulam uma saída que permita a continuidade da sua dominação
sobre as demais classes sociais. Enquanto um setor defende a saída do combalido
Michel Temer e sua substituição pelo inexpressivo presidente da Câmara, Rodrigo
Maia, um segundo bloco burguês finca o pé na manutenção do presidente até o
final do seu mandato. As duas saídas da crise política, são, na verdade, duas
armadilhas armadas pela burguesia para aprisionar a maioria do povo sob seu domínio.
A divisão se expressa até
mesmo no interior do oligopólio midiático, com a Globo e a Veja liderando o
bloco do “Fora Temer”, enquanto o Estadão, SBT, Record e Band estão na vanguarda
do “Fica Temer”. Os dois blocos têm algo em comum, estão empenhados em garantir
a aprovação das reformas trabalhista e da previdência para reforçar os ganhos
do grande empresariado e do sistema financeiro. É irrelevante se os seus representantes
estão imersos em crimes de corrupção, formação de quadrilha, enriquecimento ilícito,
etc., no momento, a prioridade é se assenhorar do governo e garantir as medidas
que vão prejudicar a imensa maioria do povo trabalhador.
Pouco importa também para os
dois blocos dominantes a situação de crise social em que o país está mergulhado.
O desemprego de milhões de trabalhadores, a falência dos serviços públicos e a
desmedida violência urbana são consequências que não incomodam nem um pouco a
essa camada privilegiada de exploradores burgueses. Sua preocupação é bem outra,
pretendem resolver a crise política antes que a insatisfação popular se traduza
em efetiva organização e mobilização contra o seu domínio de classe.
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