Índice de Seções

terça-feira, 4 de julho de 2017

Pensamento Comunista

    


     "A ditadura do proletariado significa a direção da política pelo proletariado. Este, como classe dirigente, dominante, deve saber dirigir a política de tal modo que resolva, em primeiro lugar, a tarefa mais urgente, a mais “candente”. Atualmente, o mais inadiável são as medidas capazes de elevar imediatamente as forças produtivas da economia camponesa. Somente mediante isto é que poderemos conseguir melhorar também a situação dos operários, consolidar a aliança  dos operários com os camponeses e fortalecer a ditadura do proletariado. Todo proletário ou representante do proletariado que pretendesse, mediante outro procedimento que não este, melhorar a situação dos operários, terminaria, na realidade, como cúmplice dos guardas-brancos e dos capitalistas; tomar outro caminho diferente significa colocar os interesses corporativistas dos operários acima dos interesses de classe; significa, pois, sacrificar em troca do aproveitamento de vantagens imediatas, parciais e momentâneas, os interesses de toda a classe operária, de sua ditadura, de sua aliança com os camponeses contra os latifundiários capitalistas, de seu papel dirigente na luta para libertar o trabalho do jugo do capital."

          Lenin:  Sobre o Imposto em Espécie
                                O significado da Nova Política Econômica e suas condições (maio/1922)

Programa Pensamento Crítico: Estado, Política e Conjuntura Brasileira (E31)

quinta-feira, 29 de junho de 2017

80 anos de Vlado Herzog

80 anos de Vlado Herzog: O PODER POPULAR No dia 27 de junho, o militante do PCB Valdimir Herzog teria completado 80 anos. Assassinado pela ditadura em 1975, sua morte – como a do operário metalúrgico Manoel Fiel Filho, tam…

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Meirelles Sofre Grave Derrota no Congresso

Henrique Meirelles, o "todo poderoso" ministro da fazenda do governo Temer, acaba de sofrer uma grave derrota no Congresso Nacional. A medida provisória 774, que visava reduzir as desonerações fiscais sobre a folha de pagamento de diversos setores empresariais, sofreu modificações substanciais com a aprovação do parecer do relator, deputado Airton Sandoval (PSDB), na comissão mista do Congresso. A principal delas, incluída no parecer aprovado, é o adiamento da sua entrada em vigor para janeiro de 2018, enquanto o texto original, enviado pela equipe econômica, previa julho de 2017.

Com esse adiamento, segundo projeção do próprio governo, o caixa do tesouro deixa de receber este ano um reforço de 2,1 bilhões, agravando ainda mais o rombo nas contas públicas. Além desse adiamento, por si só, uma derrota, a comissão aprovou modificações que ampliam os setores que continuarão beneficiados pela desoneração, restando ainda quinze destaques que serão votados na próxima semana. 

Essa derrota sinaliza o enfraquecimento do governo Temer/Meirelles, acossado por denúncias gravíssimas de corrupção, pela sua enorme impopularidade confirmada por todas as pesquisas e pela redução do apoio entre o empresariado, desconfiado da sua capacidade de aprovar as reformas que retiram direitos básicos dos trabalhadores. Os reflexos disso estão na exposição negativa do governo por uma parte significativa da mídia, antes totalmente governista, e que agora passou a exigir a sua renúncia.






Caro leitor, ajude a divulgar o Página 1917, compartilhe nossas publicações nas suas redes sociais.

Comentários ofensivos e falsidades não serão publicados.