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sábado, 19 de setembro de 2026

Boicotar as eleições da república burguesa corrupta e antidemocrática!

CCP - Coletivo Comunista Proletário
15/09/2026

Há muito tempo vem crescendo em amplos setores populares um sentimento de desprezo e mesmo de ódio contra as instituições da república burguesa e suas eleições. Sentimentos mais do que justificáveis face aos ataques e injustiças cometidas por essa república carcomida, que outra coisa não faz do que defender e perpetuar os interesses de classe dos exploradores em nosso país, resultando na piora contínua das condições de vida do povo. Não por acaso, a abstenção e o voto nulo crescem a cada eleição.

Governo, congresso e judiciário são os  denominados "três poderes" da democracia burguesa, são eles os responsáveis pelas medidas prejudiciais aos trabalhadores e, portanto, em favor da burguesia. Mais recentemente, foi o que ocorreu com as reformas da previdência e trabalhista, onde todas essas instituições estiveram envolvidas no sentido de fazer passar goela abaixo do povo a perda de direitos duramente conquistados, intensificando, a super exploração da classe trabalhadora.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A ofensiva imperialista de Trump na América Latina (Parte 1)

Coletivo Cem Flores
14/09/26



Os subservientes lambe-botas representantes políticos das burguesias vassalas da América Latina assistem o representante da burguesia imperialista dos EUA assinar seu novo pacto colonial (de novo tipo). Na foto: Irfaan Ali (Guiana), Bukele (El Salvador), Bessent (Secretário do Tesouro dos EUA), Abinader (República Dominicana), Kast (Chile), Persad-Bissessar (Trinidad e Tobago), Hegseth (Secretário da Guerra dos EUA), Mulino (Panamá), Trump (EUA), Milei (Argentina), Peña (Paraguai), Paz (Bolívia), Chaves (Costa Rica). Ficaram fora da foto, mas estavam presentes nessa vassalagem, Noboa (Equador) e Asfura (Honduras).

O sistema imperialista mundial é constituído por um complexo e contraditório conjunto de tendências e contra-tendências, com violentas disputas (econômicas, ideológicas, políticas e militares) por hegemonia entre as potências imperialistas, concorrência entre os grandes monopólios transnacionais e dominação sobre a absoluta maioria dos países. O atual e prologado cenário de crise do imperialismo agrava ainda mais essas contradições, com impactos diferenciados da crise nas distintas potências imperialistas e nos países dominados. Tendo como pano de fundo essa crise, desdobra-se a principal contradição interimperialista dos nossos tempos, a que opõe os EUA, a principal potência imperialista mundial, porém em declínio relativo, à China, potência imperialista ascendente, que desafia a hegemonia dos EUA em todos os terrenos.

Ao declínio relativo dos EUA no sistema imperialista mundial corresponde uma (desesperada) ofensiva dos seus monopólios e do seu estado e governos para manter/retomar sua hegemonia. Essa ofensiva se radicaliza e se torna mais autoritária e agressiva com a ausência de evidências do alcance dos seus objetivos. Os EUA lideram globalmente o processo no qual o imperialismo recorre a políticas internas e externas de extrema-direita, cada vez mais repressivas e violentas – sobretudo contra as classes trabalhadoras de seus próprios países e as dos demais países dominados. De forma crescente, e novamente, o imperialismo adota o fascismo como sua política.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Rússia: comunistas contra a guerra imperialista




As eleições para a Duma Estatal ocorrerão em breve, de 18 a 20 de setembro. As autoridades, a serviço da oligarquia capitalista, estão fazendo de tudo para transformar isso em um referendo que apoie a continuação da guerra imperialista na Ucrânia. Apesar das dificuldades e da repressão, os comunistas se recusam a desistir e estão agindo para combater as políticas anti-operárias e nacionalistas das autoridades. Nos solidarizamos com nossos camaradas comunistas russos da OK (Organização Comunista). Publicamos a análise deles sobre a situação e expressamos nosso apoio internacionalista: Abaixo a guerra imperialista!

 Partido Comunista Revolucionário (França)

 


Declaração da Organização dos Comunistas Russos
de 10 de setembro sobre as eleições

De 18 a 20 de setembro de 2026, a Rússia realizará eleições para a Duma Estatal, a câmara baixa do Parlamento. A mídia estatal as apresenta como o evento político mais importante do ano. Diversos grupos, partidos e movimentos — tanto os que se declaram de esquerda quanto os comunistas — reagem de maneiras diferentes a essas eleições. Alguns defendem o voto nos candidatos comunistas oficiais, enquanto outros convocam um voto de protesto. No entanto, a grande maioria dos trabalhadores se mostra apática ou cética em relação a essas eleições. Analisando a situação da economia e da sociedade russa, a Organização dos Comunistas observa o seguinte: ao longo de 2026, a economia russa se deteriora em ritmo acelerado. O principal motivo é o crescente impacto da guerra. O déficit orçamentário federal para 2026 foi estimado em 3,786 trilhões de rublos (1,6% do PIB), mas em julho daquele ano já havia atingido 6,455 trilhões de rublos (2,8% do PIB). O Banco Central reduziu sua previsão de crescimento do PIB para 2026 para uma faixa entre 0,0% e 1,0%.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

O KKE sobre os resultados das eleições na Alemanha

Somente um movimento operário e popular revitalizado pode dar resposta à extrema-direita e às falsas polarizações.

Em um comunicado sobre os resultados das eleições na Alemanha, a Assessoria de Imprensa do Comitê Central do Partido Comunista da Grécia (KKE) observa o seguinte:

O ataque aos direitos dos trabalhadores e do povo pelas forças políticas burguesas, como o liberalismo, a social-democracia, a pseudoesquerda e outras, a intensificação das contradições sociais em todos os países num contexto de exploração capitalista e rivalidades imperialistas, aliada à ausência de um movimento operário e comunista forte e orientado para a classe, são os fatores que levam as forças populares desiludidas a aderirem ao populismo de extrema-direita e supostamente “anti-establishment” na Alemanha e em outros lugares.

Na verdade, em condições de preparação para a guerra, essas forças são ainda mais úteis ao sistema para disseminar o veneno do racismo e do nacionalismo entre os trabalhadores e o povo. Isso permite que o verdadeiro culpado, a política antipopular dominante, a UE do capital e da guerra — o próprio sistema capitalista — permaneça ileso. O povo, especialmente nas regiões da antiga República Democrática Alemã, sofreu as consequências dramáticas da queda do socialismo há 35 anos. É por isso que até mesmo forças populistas de extrema-direita, como o AfD, “vendem” nostalgia para cooptar a classe trabalhadora e as forças populares e integrá-las a planos reacionários. É nesse contexto que a UE cultiva a “teoria dos dois extremos”, uma teoria ahistórica que, em última análise, leva à absolvição das forças reacionárias e fascistas. Além disso, a UE apoia e fortalece consistentemente essas forças para servir a seus interesses geopolíticos e econômicos.

Somente um movimento operário e popular revitalizado, a luta de classes e a luta contra as causas profundas que alimentam essas correntes reacionárias e que têm a ver com a própria UE, as guerras imperialistas e as rivalidades imperialistas podem fornecer uma resposta à extrema-direita, bem como às dicotomias usuais, falidas e falsas que estão sendo estabelecidas.


Edição: Página 1917

Fonte: https://inter.kke.gr/en/m-article/The-KKE-on-the-election-results-in-Germany-Only-a-revitalized-workers-and-peoples-movement-can-provide-an-answer-to-the-far-right-and-falsepolarities/

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